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sábado, 3 de novembro de 2012

No lugar errado


  Me recuso a crer que um treinador que consegue desempenhar boas campanhas por anos consecutivos seja ruim. Por isso me reservo no direito de pensar que Celso Roth é bom. E melhor ainda seria se não houvesse nascido no Brasil. Imagine só.

  Roth surgiu como a maioria dos técnicos surgem: depois de se destacar por um time pequeno - em seu caso, pelo Caxias-RS - ganhou oportunidade em um grande clube. Foi no Internacional que ele apareceu para o Brasil todo. E depois de então foi seguindo por vários clubes grandes do país, como Vitória, Palmeiras, Grêmio, Flamengo, Vasco, Botafogo, Goiás, Atlético-MG e Cruzeiro e Sport. Não necessariamente nessa ordem...

  Completando a pequena biografia, Celso Roth assinou como técnico os títulos de campeão gaúcho de 1997, pelo Inter, e 1999, pelo Grêmio. Copa Daltro Menezes, pelo Caxias, em 1996; Copa do Nordeste, em 2000, pelo Sport. Em 2010, herdou o Inter na semi-final da Libertadores e levou a Taça. No Mundial, tinha um Mazembe no meio do caminho...


  Por onde passa, Roth normalmente deixa o time mais organizado do que quando encontrou. Mesmo que a solução para tal desorganização seja se defender primeiro, para não perder, e depois atacar. A retranca. Pois é. Por isso mesmo, Roth deixou também o histórico - não apenas o rótulo - de retranqueiro por onde passou. E junto dessas marcas vieram as de antipático, mal-educado e extremamente disciplinador.

  E assim Roth vai perambulando de estado em estado. Ganhando em três dígitos, organizando equipes... e sem a paciência dos torcedores. Torcedores que só viram desempenho de Roth menor que 50% no Flamengo e no Botafogo.

  O que costuma acontecer é que Celso Roth assume um time bagunçado, arma a retranca, o time melhora, e em alguns casos sonha alto - casos do Vasco em 2007, do Grêmio em 2008, e, principalmente, do Atlético-MG em 2009, quando o Galo passou de aspirante ao título a fora do G-4 depois de cinco derrotas na reta final do campeonato.

  Perder a mão


  Essa fama que acompanha o treinador tem argumentos. E é nela que baseio minha tese. E SE Roth fosse europeu? Voltando à quantidade de títulos, há técnicos de Série A que não tem as conquistas nem em número, nem em tamanho. Impaciência do Roth à parte, é preciso respeitá-lo.

  Se Roth estivesse na Europa, as turbulências seriam mais respeitadas, aguardadas, e o outrora bigodudo treinador teria mais chances de desenvolver um trabalho longo. Não sofreria os desrespeitos que cansa de sofrer por parte, principalmente dos dirigentes, que especulam sua saída com meses de contrato ainda a serem cumpridos e sondam outros treinadores. Depois de pegar um Cruzeiro desfigurado e colocar em uma posição respeitável, já se falou até em San Paoli, da Universidad de Chile e em Marcelo Oliveira, do Vasco.

  Calma consigo, Roth. E calma com os outros...

sábado, 21 de julho de 2012

No dia que o Flamengo cair


  Vascaínos, tricolores e botafoguenses tem um inimigo em comum: o time da gávea. Uso a palavra inimigo porque é a mais propícia, mesmo que o esporte, por princípio, não recomende. É inimigo mesmo. Adversários são os outros rivais.

  O rebaixamento do Flamengo é algo idealizado, um sonho, um desejo que escorre como saliva nos pensamentos esportivos daqueles que se autodenominam "anti-flamenguistas". Prefiro o termo "anti-Flamengo". Os Flamenguistas muitas vezes são amigos, boa gente, etc. A questão é a instituição. De qualquer forma, o rebaixamento à Série B é algo tão forte que existe a lenda urbana de que se houvesse um jogo em que o clube do coração precisasse vencer para ganhar o título e perder para que o rubro-negro carioca caísse, muitos, ou quase todos abririam mão do caneco. Como lenda, esta circunstância ainda não foi posta à prova.


  Algumas vezes os flamenguistas já sofreram com o drama da possibilidade do rebaixamento. Algumas vezes. Porém, no final das contas, nada passou de um susto que a união do grupo, um técnico carismático e a torcida lotando o Maracanã evitaram.

  2012, o ano do hipotético apocalipse. Mais um ano do apocalipse. É nele que estão depositadas as esperanças dos anti-flamenguistas. Não que este seja o pior elenco que o Flamengo já teve, não que Joel tenha perdido a mão. Não que a torcida vá dar as costas toda partida. Mas a teoria para a queda rubro-negra deste que vos escreve é de que será preciso uma combinação explosiva e particular demais, para que o time da Gávea seja rebaixado. E, mesmo que não seja este o ano, a boca dos anti-flamenguistas está salivando, com motivos. A conferir:

  Nenhuma final de turno do Campeonato Carioca, eliminação ainda na fase de grupos da Taça Libertadores, saída de Ronaldinho depois de o então R10 oficializar um prostíbulo no clube: a verdadeira zona rubro-negra. Vale tudo. Fatos inesquecíveis como o gol inadjetivável perdido por Deivid e a cena de Leo Moura recebendo a notícia do gol do Emelec, que tirava o time brasileiro da competição internacional. As recusas de tantos jogadores em vestir "o manto".


  Posso estar esquecendo algum fato, mas o próprio episódio em que a torcida dá as costas para o time reflete o fato de que o outrora temido pelos rivais agora é alvo de pena e chacota.

  Repito: este não é o pior time que o Flamengo já teve. A imaginação faz prever é que a queda virá - uma hora virá - em um momento de pouca esperança de coisas boas. Virá em um momento em que as coisas estiverem muito ruins e o conjunto de fatores levar o clube a uma posição na tabela que fique no quase. Aquele ponto da tabela pior que o purgatório: o ponto em que você acha já está safo, depois de não ter ficado na zona da degola em momento nenhum no campeonato, como o Coritiba, recentemente.

  Teoria, praga ou piada. Ache o que quiser. Mas que o ano está uma bela cagada para os rubro-negros e para lá de esperançoso aos anti-Flamengo... isso não há como negar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Depois da última chance


Lá vamos nós de novo. Eu corto o cabelo, mudam os apelidos, a Dilma veta o Código Florestal mas a pauta persiste: Ronaldinho, Ronaldinho, Ronaldinho...


Não vamos chover no molhado dizendo que o Gaúcho não é mais o mesmo e blá, blá e blá. É lógico que não seria, a idade chega. A sensação que tenho é de que ele desistiu antes da hora, quando ainda tinha alguns anos de altíssimo nível para exibir. Mas isso foi escolha dele.

O que nos resta hoje é misturar futebol com a vida pessoal das estrelas... com todo respeito aos mineiros, graças a Deus que o Kalil levou as fofocas, festas e orgias para Minas. O conteúdo da imprensa carioca agradece.

E que fase...

Ronaldinho fez o que quis. Derrubou treinador, pagou salários, peitou dirigentes, chegou bêbado no treino, pediu cerveja no avião da delegação. Quando viu que o time não ia dar liga, os reforços iam demorar e a coisa ia ser mais apertada com o Zinho acima dele, pediu arrego. Juridicamente amparado - e o Flamengo que se cuide pra não ficar devendo mais do que os R$40mi - largou o barco. Calma que a gente chega lá.


Ele teve uma chance que poucos têm: chegou como rei, amado de antemão. Com disposição, iria longe e se tornaria um ídolo inesquecível para os rubro-negros. Sem comparações sobre o nível de idolatria, poderia ter sido protagonista. Mas não foi. No campeonato carioca de 2011, vencido pelo Flamengo, foi discretíssimo. Me vem apenas o gol de falta - importante - contra o Boavista. Na campanha no Brasileirão, foi ofuscado por Thiago Neves. Thiago Neves...

E agora o todo-poderoso Clube Atlético Mineiro. Abro aspas para mim mesmo: "tá de brincadeira, né?"

Depois de poder ter sido inesquecível para a maior torcida do mundo, vai agora para o time que consegue ser freguês do Botafogo! Que só agora está voltando a equilibrar a rivalidade, o poder de fogo em nível nacional com o maior rival - ainda assim, grande parte por demérito cruzeirense, penso.


E as sempre interessantes entrevistas do Cuca? Se o Joel, que tira onda de "Rei do Rio", penava para sair pela tangente nas coletivas, eu quero muito acompanhar as caras do atual técnico atleticano.

Sem contar que o Galo parece um carma pelo qual todo treinador tem que passar pelo menos uma vez na vida. Celso Roth ficou no quase da Libertadores, Luxemburgo foi e quase rebaixou, o Dorival! De ótimas campanhas anteriores... até o Dorival foi pagar suas penitências na Cidade do Galo. Sem contar que a praga parece ter chegado nos jogadores. Deixo para o leitor contar quantas ótimas contratações não conseguiram jogar bem com a camisa alvinegra recentemente.

Falando sério para fechar, apesar de tudo isso, vejo o Atlético numa crescente pra cima do Cruzeiro, com bom técnico e com boas perspectivas. Resta saber se o Ronaldinho, agora com um dirigente "muito macho" por cima, vai ser a cereja do bolo e levar felicidade a Minas ou se vai tentar justificar mais um fracasso daqui uns meses.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Então não é Natal

  O que mais você vai ver nas próximas trinta horas são textos sobre o Joel. Que ele mexeu errado, montou errado seu banco de reservas, demorou - como sempre - para fazer a leitura da peleja. Tudo isso é evidente. Quero aqui fazer um breve comentário sobre a vida do profissional em geral, seja ele quem for, do ramo que for.

  Diz-se por aí que a vida é uma curva. No nosso caso, a carreira é uma curva, que vai subindo, atinge seu auge,  e cai em inevitável declínio. Vários podem ser os motivos para a queda de produção e natural desvalorização e merecem muitos louros aqueles que se mantém por cima durante mais tempo, os que fazem desta curva menos violenta, menos traumática.

  Mas por que diabos toda essa metáfora para tratar do Joel Santana? Elementar, meu caro leitor. É sabido aqui e no castelo de Greyskull que todos nós possuímos defeitos. Quando o ser humano tem seu trabalho colocado à prova no mundo público fica cada vez mais difícil de esconder tais características que irritam seus críticos. Pois bem. O multi-campeão Muricy Ramalho se encolheu no banco e se escondeu no boné enquanto o Barcelona passeava no Japão. Também dizemos que o ranzinza(ops, critiquei) faz o jogo ficar feio. Não achamos remédio para Adílson Batista se recuperar da lavada que tomou do futebol após seu desligamento junto ao Cruzeiro. Até Gandhi perde a paciência quando o papo do bar é que "o Luxemburgo não ganha mais nada, só faz besteira", e blá, blá, blá.

  De todos reclamamos, de muitos acertamos, mas o Way Joel of fafarronear é ímpar. Puxemos quatro anos na memória sem uma grande preocupação com a perfeição da lembrança: um dos maiores vexames da história do futebol brasileiro acontece no Maracanã. O Flamengo perde para o América de Cabañas, digo, do México, e Joel, que já estava de passagem comprada e contrato assinado, embarca para a África do Sul. Vai dirigir os bafana-bafana. Um bom trabalho na sempre curta Copa das Confederações e um imenso fracasso na preparação da seleção anfitriã para o evento maior. Joel volta, devolve o título de campeão carioca ao Botafogo - ponto para o Natalino - mas, no final do ano o time perde confrontos diretos com atuações medíocres e escalações bizarras. "Ah, mas o Botafogo é sempre assim..." Pode to be, mas sigamos a linha de raciocínio. Ano seguinte, decadente Cruzeiro. Breve passagem e rua. A sequência é o Esporte Clube Bahia. A volta para a outrora desdenhada casa... "peixe pequeno", lembram? Em seguida, proposta da tentadora nação rubro-negra que o idolatra...

"tu dê léfti!" o impagável Natalino (Foto: topicos.estao.com.br)

  Você deve estar se perguntando: e daí?

  E daí que por rigorosamente todos os lugares por onde passou, Joel deixou sua marca de vitórias ao seu estilo e derrotas improváveis, vexames que só os torcedores de cada flâmula sabem e sentem. Rei do rio... título tantas vezes repetido.

  Joel não é - faz muito tempo - um garoto. A idade chega para todos, o mercado vai se fechando e a qualidade é cada vez mais posta à prova. O vexame de hoje foi emblemático. Retratou que a noite foi de decisões completamente equivocadas.

  O técnico é vencedor, o personagem é simpático e a figura é impagável. Isso tudo fica na história. Mas o que sustenta o presente é a qualidade. Acorda, Joel, renasce. Vem ser gauche de novo no futebol

sábado, 10 de março de 2012

A arte de se reinventar

   A área esportiva é uma das mais concorridas entre os estudantes de jornalismo. É um sonho para o jovem poder diariamente escrever sobre um assunto que ama e entende desde que se entende por gente e ainda receber dinheiro para fazê-lo. A televisão nos mostra a satisfação e a alegria de um jornalista esportivo ao comentar ou escrever sobre o que aconteceu no jogo passado, podendo dar sua própria opinião.

   Muito mais que apenas escrever, o jornalista pode também assistir a jogos nos estádios ao trabalhar, estar próximo dos jogadores em coletivas e entrevistas e viver aquela realidade ali, bem de perto, como sempre sonhou. Muitos desses jovens aspirantes a jornalistas esportivos, um dia, na verdade, quiseram estar em campo, honrando a camisa de um clube, sentindo o calor da torcida e praticando seu esporte favorito. Mas o destino lhes reservou outro objetivo.

   Com o passar do tempo, será que a rotina de escrever e analisar o empate morno do Flamengo ou a eliminação precoce do Botafogo na Copa do Brasil – não que isso sempre aconteça – não se torna tediosa e repetitiva? É uma grande dúvida minha. Eu, como futuro jornalista, terei que escrever sobre tudo e é claro, sobre futebol. Receio que não seja essa vida boa que pensam. Ficar sentado escrevendo títulos óbvios e clichês e narrações de jogos inteiros em uma matéria não devem ser tão satisfatórios assim pra sempre.

   Esse texto serve também para não-jornalistas que, assim como muitos, amam futebol e gostam de ler matérias interessantes sobre a mitologia que é o futebol. Para que valorizem mais as matérias bem elaboradas feitas pelos grandes do jornalismo esportivo brasileiro. Tem muito cara por aí “se achando” escrevendo o que todo mundo escreve. Reproduzindo. Vamos pensar, ter novas ideias.
   Por isso, há de se saber a arte de se reinventar. Um grande jornalista é ousado, não segue a maré, quebra paradigmas, inova. Utiliza-se de ironia e bom humor para dar uma nova cara à matéria. Sempre as transforma em crônicas e utiliza-se de metáforas para descrever determinada situação. Se tornando cronistas esportivos. Esses de destacam. São reacionários. Devemos nos inspirar em Armandos Nogueiras, Joões Saldanhas, Nelsons Rodrigues. Claro que o conservadorismo do jornalismo deve ser preservado, mas a inovação e a criatividade são sempre bem-vindas. Diga sim ao bom jornalismo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Deixe que digam, que pensem, que falem...


  Passada a conturbada era Luxemburgo no Flamengo e futuro já definido, a torcida rubro-negra encontra-se dividida. Há aqueles que são a favor da saída do ex-comandante, outros contra e há ainda aqueles que são contra ou a favor da chegada de Joel Santana, novo treinador do time da Gávea. É, a situação não está nada confortável para Patrícia Amorim e sua cúpula, mas ao longo de todo o ocorrido estive pensando em até que ponto um jogador é determinante para a queda de um técnico - o encarregado de dar as ordens e manter a moral perante ao grupo. Ronaldinho é apontado como o principal pivô para a perda de comando de Vanderlei.



  Ronaldinho é craque e isso não se discute. Entretanto, é notório que ele jamais foi no Flamengo o Ronaldinho que todos esperavam e viram no passado. Ganhando e vivendo de passado, continua com seu lugar permanente no time titular. O clube paga uma fortuna (quando paga) e monta o elenco em função do jogador, os patrocinadores se aproximam com o interesse de divulgar a sua marca por conta da presença do astro e a torcida aumenta o número de vendas de camisas. Aí surge a dúvida: Qual treinador terá ''peito'' para sacá-lo, quando não estiver rendendo, e colocá-lo no banco, sendo que na reserva só há garotos,e nenhum deles com tamanho potencial, e jogadores medianos? Fazer isso, no mínimo, atrairá toda a atenção para fora das quatro linhas e repercurtirá de acordo com os resultados. Quem quer correr o risco? No Barcelona e no Milan a história foi diferente porque em ambos os casos, o rendimento da equipe não foi alterado e o clube estava preparado para suprir suas carências com peças de reposição à altura. Com Papai Joel à frente as coisas tendem a mudar, pelo menos é o que se espera.


  Pegando o exemplo e não focando única e exclusivamente em um determinado caso, não é de hoje que jogadores ''mandam'' nos clubes que jogam. Atrasos, sumiços, desobediências, são muitos os exemplos de indisciplina, porém o grande perigo está na maneira como imprensa, público e clube tratam a situação. Ou você já não acha natural ver o nome de Adriano, o Imperador, veiculado com mais frequência às páginas policiais ou de fofoca do que as de futebol? Adriano tinha o talento que o Brasil precisava para que ele fosse o cara na Copa da África e a cabeça para ficar aqui vendo tudo pela televisão, seja na sua casa, na favela ao lado de seus ''amigos'' ou em algum lugar onde não devesse justificativa a ninguém. Prevaleceu a responsabilidade de Dunga e Adriano ficou. No Corinthians tem os dias contados, e há quem especule uma possível volta ao Flamengo.

  Outro exemplo sempre lembrado é Jóbson. Jovem, 23 anos, deslumbrado com as tentações que o mundo do futebol e o Rio de Janeiro oferecem, se perdeu e agora em 2012 tenta retomar o caminho que encantou a torcida alvinegra. Apontado como grande promessa e contratado por um alto custo, o jogador foi protegido com extremo cuidado pela diretoria alvinegra do interesse de outras equipes. Com a intenção de lapidá-lo ao máximo e arrecadar lucros com uma possível venda para o exterior o alvinegro ficou a mercê de Jóbson. Cada besteira feita era uma dor de cabeça para os dirigentes, pois deveriam encontrar uma solução que contorna-se toda a turbulência causada por um rapaz sem a cabeça preparada para tamanha responsabilidade. Chances foram dadas, foi pra lá e pra cá e voltou, erros perdoados, punições aliviadas, e de volta ao Botafogo demonstra ser um Jóbson mais comprometido e correto. Mais uma vez o clube de General Severiano lhe dá uma oportunidade, talvez a derradeira.

  Em 2010, no futebol brasileiro, foi um dos assuntos mais comentados. Todo mundo tinha a sua opinião para o que acontecia no Santos de Dorival. Ou melhor, no Santos dos Meninos da Vila. Dois casos ficaram marcados naquele campanha em que as grandes jóias do futebol tupiniquim explodiram.


  Início de maio, Campeonato Paulista, final, jogo emocionante entre Santos e Santo André; Dorival, tentando segurar o placar favorável resolve coloca mais um jogador de marcação e tirar Ganso, único meia de criação em campo ainda, após a grande quantidade de expulsões. Ganso se recusa a sair do gramado e comanda o Santos. O Peixe é campeão e o jogador aclamado como herói. Passada a euforia, alguns jornais e programas esportivos criticaram a atitude do jovem jogador e apoiaram o comandante, apesar de questionarem o seu comando. Contudo, no meio do Campeonato Brasileiro, Dorival novamente se envolve em um acontecimento onde a sua autoridade é posta em questão (e o caso anterior é relembrado), o que acaba gerando um desgaste e a saída do comandante. Durante uma partida diante o Atlético-GO, Neymar - estrela da companhia - discutiu agressivamente de dentro de campo com o técnico. A atitude foi criticada até pelos rivais.

  É ótimo que a competição nacional mais importante esteja recheada de grandes jogadores distribuídos em diversos clubes. O que não há de se conformar é com a maneira que os grandes ídolos, aqueles que são bem pagos para resolver uma partida, vender produtos e darem um bom exemplo para torcedores mirins, continuem com atos onde não é visto empenho e comprometimento. O clube se organiza para receber o atleta, o torcedor compra o ingresso e a camisa para o fim de semana,a preparação é feita para que o espetáculo seja bom para todos, mas parece que tem um lado nessa história que tem outras preocupações. O desleixo é comum, é um vício do jogador brasileiro, mas só não é visto quando está na Europa. Talvez o desleixo não seja em maior parte de quem chuta a redonda, mas sim de quem o põe lá para fazer isto-ou fingir que faz.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Contratando e indagando

  Com o fechamento da janela de transferências europeia nesta terça-feira e - muito mais - com o vai-e-vem dos clubes brasileiros chegando ao fim para o início dos estaduais, as Agonizantes férias de Janeiro haveriam de cessar.

  Certas coisas não tem explicação. Se tem, são obscuras, misteriosas. Quando uma temporada chega ao fim, torcedores, comissões técnicas, jornalistas e dirigentes têm dados às mãos quando bem quiserem: classificações nos campeonatos, estatísticas, vaias e tudo mais.  O que torna mais evidente as necessidades de cada equipe e tornam mais agoniantes as falhas nas montagens do elenco.

  Como diria um amigo nosso, "vamos por partes"...

  Por que diabos o Botafogo começa a temporada com apenas um lateral de ofício em cada posição? Serão os recém-promovidos da base novos Carlos Alberto e Nílton Santos ou a ausência de Alessandro é o maior reforço do alvinegro?

  Qual a razão prática de o Sport Club Corinthians Paulista ter 8 atacantes de nível de série A no grupo? Haja rodízio! Haja calendário apertado para que Elton(!) e Bill(?) tenham oportunidades fartas ao longo da temporada. Confesso que quando vi a contração de um chinês e do Gilsinho, imaginei que um esquema próximo ao 4-2-4 fosse ser ser implementado no Parque São Jorge. Ledo engano. Terei que esperar para entender.


  Cruzeiro, Cruzeiro querido. Manutenção de Vágner Mancini. OK, explicável. Leandro Guerreiro como pilar da defesa. Ataque com jogadores de muito nome e pouco sucesso. Contratação de jogadores que se destacaram em clubes menores. Depois de um 2011 tenebroso, ou a herança dos Perrella fez estrago no balanço financeiro ou, por opção, as expectativas não poderão ser de voos tão altos neste ano.

  Muito chama atenção o Internacional. Depois de tantos anos de times muito valorizados, algo muito importante foi concretizado neste ano: dois jogadores de mesmo nível para cada posição. Onde não há craques, há equilíbrio. O rival Grêmio também evoluiu: desta vez se reforçou muito bem, menos no banco. Um líder como Caio Júnior, no Gaúchão. Sei não...  

  O tricolor carioca tem o melhor elenco do país, isto é fato. Já o paulista merece cuidados: contratou Osvaldo, atacante habilidoso, mas que faz poucos gols e já não é mais promessa; Maicon, meia que não deu certo em outras grandes equipes; Edson Silva, beque muito bom pelo alto, mas só pelo alto e o ala Cortez, que não marca ninguém. Pode dar muito certo, mas também pode decepcionar muitos.

  Mas nada supera o Flamengo. Clube em que a crise chega sem jogos realizados, com salários em dia para quase todos os jogadores, técnico balança - ou cai - com dois jogos, Ronaldinho é armador único e a presidente parece fazer do departamento de futebol plataforma de governo: sem dinheiro, ao perder o melhor do time, traz outro querido pela torcida. Nada mal...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tudo é passageiro

  Referência feita ao Flamengo. Esculachado, mas nunca entregue. Tudo é passageiro.

  Sorri, abraça, debocha, ensina - e como ensina. Referência feita a André.

  Visível que alguma coisa precisa ser feita - e pelo visto não está sendo feita por Luxemburgo, que parece esperar as coisas voltarem para o trilho normal.

  Enorme a lagoa de pranto já derramado pela perda do seu sangue.

  Não se entende e não se acredita no momento vivido pelo clube.

  Não é aceito, imaginado, que um ser humano professor da vida se foi por ser correto.

  Mas é tudo passageiro. Aprendemos e aprenderemos.

  Com Luxa ou não, uma hora, querendo ou não, o Flamengo volta a briga.

  A tristeza é passageira. A saudade e a nostalgia ficam. Os sorrisos, as palavras, a voz não deixam crer. Não deixam acreditar. Mas a tristeza é passageira. Há de ser!

  É passageira a jornada ruim na temporada, rubro negra.

  É passageira a estada na Terra, amigos.

  Amigo!

  Obrigado por nos manter a sorrir.

  Que seja passageira a má fase.

  Que seja eterna sua lição.

  Amém.

Este blog nunca limitou-se. A única necessidade é ser esportivo/musical. Esta é minha pequena homenagem a um amigo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma boa impressão do Rio de Janeiro

  Volta e meia comenta-se um fato naturalmente raro: vitória dos quatro cariocas no campeonato nacional. Porém, poucas vezes, ou nunca, uma vitória do quarteto foi tão simbólica, tão representativa.

  Você pode concordar ou não, mas é nítido que o brasileiro percebe cada vez mais como é a disputa de um campeonato de pontos corridos. Dando o mesmo valor para cada rodada, o mesmo valor para pontos disputados em casa e fora. É nítido também que no Rio de Janeiro essa lucidez chegou. Tardiamente, mas chegou. Depois de um monopólio paulista - de 2004 a 2008 o Santos ganhou um, Corinthians outro e o São Paulo levou três canecos para casa - a hegemonia teve fim: o Flamengo venceu o campeonato de 2009 e o Fluminense o de 2010.


  Mas não apenas venceram. Venceram e investiram da maneira correta, no clube, na estrutura, no elenco como um todo, de maneira a almejarem a continuidade do sucesso do trabalho e a estimular os rivais a estarem sempre na disputa. Não a tôa, o Vasco foi campeão da Copa do Brasil.

  O Fluminense venceu a primeira com Abel Braga. 1 x 0, com um a menos, em cima do fraquíssimo Avaí, candidato ao descenso. Um time desfalcado e em adaptação ao novo e rigoroso treinador. Com mais peças, que já estão, em sua maioria, dentro do clube, o time vai brigar lá em cima. O Flamengo de Thiago Neves precisa de poucos ajustes. Maldonado vai fazendo muita falta ao time titular, que vai contando apenas com Willams para marcar do meio para frente. Na lateral esquerda, Júnior César chegou chegando, mas falta um zagueiro para acabar com os sustos dados por Welinton e David Brás e um novo atancante (ou Deivid convencer no comando de ataque). Falta pouco. Enquanto isso, 4 x 1 de virada sobre o Atlético-MG.

  O Vasco vai levar o campeonato sem pressão, afinal, 8 anos de poeira foram tirados da sala de troféus do clube, que espera o encaixe de Juninho e as necessárias renovações e contratações visando a Libertadores. Se, dentro do clube, houver a confiança de que é possível fazer uma bela campanha, Bernardo, Felipe e cia. vão dar muito trabalho. Por hora, 1 x 0 sobre o Atlético-GO.


  O Botafogo contou com o ótimo Elkeson para tornar o bando, um time. O 2 x 1 no Grêmio mostrou dois times desfigurados. Os gaúchos sem Victor, Rochemback, Adilson e André Lima e os recém-contratados Gilberto Silva e Miralles. Os alvinegros sem Jefferson, Loco Abreu e Cortês. O importante é que o time de General Severiano vai jogando bem, mesmo sem os prometidos reforços, que naturalmente vão dar qualidade à equipe.

  A impressão de quem escreve é a de que a taça permanecerá no Rio. Se isso não acontecer, a classificação final deverá mostrar os 4 clubes muitíssimo bem colocados, com 2 na Libertadores. Bola de cristal? Não, apenas impressão.

Vozão: não é piada. Um dos elencos mais velhos do campeonato, o Ceará continua a contratar: depois de Belletti, Edmílson é o novo reforço. Se é experiência que vai contar no final...

Nem a pau, Juvenal? Há anos o mandatário São Paulino vinha dizendo que a safra da base do clube é muito boa, e que, por isso, treinador deveria utilizar os meninos oriundos de lá. Por necessidade, muitos deles foram para a guerra. E havia um Corinthians no caminho.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A implosão de Luxemburgo

  Vanderlei Luxemburgo. Treinador de futebol vitorioso, multi-campeão.

  Vanderlei Luxemburgo. Desde a boa, apesar de curta, passagem pelo Real Madrid, trabalhos contestadíssimos por onde passou. E lá se vão mais de cinco anos... no Santos, teve a cara-de-pau de colocar Mestre Neymar e o menino-Ganso no banco. No Palmeiras, o caro e ousado projeto de montar uma equipe jovem e vencedora ruiu. No Atlético, bem... metade de Minas Gerais ainda tem Luxa na garganta.
 
  Caiu uma tal equipe  rubro-negra no seu colo. Nunca um time fez tão bem a um técnico. E que sorte deu Luxemburgo! Após o polêmico período do "império do amor" e um segundo semestre de paz ano passado, caíram sob seu comando os pouco talentosos Thiago Neves e Ronaldinho. Para começar o ano, a conquista do primeiro turno do campeonato carioca, jogando o para o gasto.

  Vanderlei Luxemburgo parece não valorizar a chance que o destino deu para seu talento. Está provocando uma futura implosão no Clube de Regatas Flamengo, na Gávea, Rio de Janeiro.

  Tudo começou quando a comissão técnica do clube foi remoldada ao bel-prazer do agora manda-chuva rubro-negro. Desenrolou-se com a insistência em recusar Adriano - que cairia como uma luva no atual esquema de jogo. Agora, Luxemburgo consegue a façanha de rebaixar para o time sub-20 uma das maiores revelações do clube nos útimos anos: pois é, Negueba não faz parte dos planos primordiais do treinador.

  Qual será o próximo capítulo? Ser eliminado da Copa do Brasil, da qual é favorito? Perder o praticamente ganho campeonato carioca? O "jogar para o gasto" passar para o jogar mal?Barrar Ronaldinho, por aparecer mais que o técnico? Rebaixar o muito promissor Diego Maurício?

  Espere e verás. Com ou sem o atual professor...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Muricy queimado

  Desde o fim do Fla-Flu de ontem, Muricy Ramalho não é mais treinador do Fluminense. A notícia é velha, a repercussão será longa.

  Muricy assumiu o cargo no ano passado após uma conturbada e demorada negociação com o tricolor das Laranjeiras e conduziu a equipe ao festejadíssimo título do Campeonato Brasileiro, mesmo com o elenco sofrendo com inúmeras lesões. O título foi o quarto do treinador, em cinco anos. Muricy colocou-se no mercado como solução para qualquer clube do Brasil.

  O pedido de demissão consolidado ontem, mas que já vinha amadurecendo há dias na cabeça do técnico, não convenceu ninguém, apesar de o motivo ser mais do que justo: ter uma estrutura sólida, a qual o Fluminense está a anos-luz, é indispensável para que o trabalho vencedor tenha continuidade. Que digam os opostos São Paulo, de muito sucesso na última década e o Flamengo, que apesar do título nacional de 2009, terminou o campeonato seguinte na parte de baixo da tabela.



  É muito saudável para Muricy que a situação esteja esclarecida o quanto antes, mesmo que o motivo predominante para a decisão tenha sido a proposta milionária que o treinador receberá do Santos nos próximos dias.

  O caráter com o qual gere sua carreira não permite tamanha falta de convicção. É melhor assumir a preferência por dinheiro - o que não é crime algum - do que ter sua magnífica carreira manchada pelo acontecido.

  Muricy é um excelente treinador para competições de longa duração, por exigir sempre 200% dos atletas durante os treinamentos. Em competições curtas e de mata-mata deixa a desejar. Em relação a isso, o prejuízo ao Fluminense na Libertadores - o time já está praticamente eliminado - é administrável, apesar de o Campeonato Brasileiro desse ano ter maiores chances de ser vencido com o "Mister-Brasileirão".

  Tudo isso é pequeno, é controlável, resolve-se ali na frente. Mas a situação estranha até demais não será esquecida, ainda mais imaginando a mais que provável apresentação do atual treinador campeão brasileiro na baixada santista. Muito em breve...

Enquanto isso...

  No mais que provável destino de Muricy, o presidente Luís Álvaro vai brincando com o fraquíssimo Paulo Henrique de renova-não renova contrato. Pode perdê-lo a preço de banana em julho.

#Fail

  Falando dos conflitos no Oriente Médio e norte da África, a imprensa nacional vem citando rotineiramente a OTAN - Organização do tratado do Atlântico Norte como a "Organização do Ocidente". Esquecem que o ocidente é muito mais que Europa ocidental e América do Norte.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pressão

  O Botafogo recebe o River Plate-SE com a obrigação de vencer por dois gols de diferença e avançar à segunda fase da Copa do Brasil.

  Após um primeiro jogo lamentável, o time de General Severiano entra pressionado e sem Loco Abreu e Marcelo Mattos, dois plares do time, lesionados.

  Os últimos dez dias foram tensos para o clube alvinegro: eliminação para o Flamengo na semi-final da Guanabara, derrota para o inexpressivo time sergipano, torcedores-vândalos invadindo treinamento, torcida pedindo a demissão do técnico Joel Santana na internet e a polêmica troca de posto de capitão, de Abreu para Herrera, abafada pela derrota na última quarta-feira.



  Com a necessidade de pressionar o matreiro time nordestino, Joel saca o volante Somália e pôe o meia-esquerda Everton; no lugar de Loco Abreu entra Caio Canedo; Rodrigo Mancha segue como primeiro volante, já que Marcelo Mattos e Arévalo ainda não têm condições físicas de retornarem.

  A torcida já não tem a mesma paciência com o treinador, e uma eventual desclassificação pode custar o emprego de Joel.

FICHA TÉCNICA

Local:
Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 2 de março de 2011 (Quarta-feira)
Horário: 19h30(de Brasília)
Árbitro: Emerson Ferreira (MG)
Assistentes: Guilherme Camilo (MG) e Helberth Andrade (MG)

BOTAFOGO: Jéfferson; Alessandro(Lucas), Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Bruno Tiago, Renato Cajá e Everton; Herrera e Caio
Técnico: Joel Santana

RIVER PLATE-SE: Max; Gláuber, Bebeto, Váldson e Pedrinho; Wallace, Fernando Pilar, Bruno Ramos e Éder; Bibi e Bebeto Oliveira
Técnico: Aílton Silva

Também pela Copa do Brasil...

  Após derrota por 2 x 1 para o Rio Branco-AC no jogo de ida, o Atlético Paranaense precisa de uma vitória por 1 x 0 para avançar na competição. Para isso, contará com voltas importantes como as do lateral-direito Wagner Diniz e de Paulo "Highlander" Baier. O apoio da Arena da Baixada deverá empurrar o rubro-negro à vitória. Hoje, às 19h30, horário de Brasília.


  O Atlético Mineiro também não conseguiu eliminar o jogo de volta, e enfrentará o Iape hoje, às 21h, horário de Brasília para despachar os maranhenses e ganhar moral para a sequência da temporada. Para isso contam com os gols da dupla de ataque Magno Alves-Diego Tardelli. Empate já classifica os mineiros, uma vez que o jogo de ida foi 3 x 2 para o galo.

  Após marcar no final do jogo no Piauí, semana passada, o Comercial vai ao Pacaembu disposto a aprontar para cima do Palmeiras. Kleber, Valdívia e compania ainda estão em busca do melhor acerto, mas somente um desastre tira a vaga na próxima fase do time de Felipão. às 21h50.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Entre incertezas, que vença o melhor

Talvez o clássico mais valorizado dos últimos anos, o primeiro Flamengo x Botafogo deste ano, é válido pelas semi-finais da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca.

A história recente do confronto e o desempenho dos dois times neste ano deixa seus respectivos torcedores ressabiados. Se antes, o time rubro-negro era empurrado por sua torcida nos momentos decisivos e assim ganhou as finais de 2007, 2008 e 2009, no ano passado, o time de General Severiano foi frio, vencendo os dois turnos após a chegada de Joel Santana.


O Flamengo passou por uma pequena reformulação entre o fim do ano passado e o início deste. Jogadores que não vinham agradando dispensados, como Corrêa, Kleberson e Toró deram vez a contratados famosos como Thiago Neves e a estrela da compania, Ronaldinho. Do lado alvinegro, após uma belíssima campanha na última temporada, o time foi encorpado com jogadores menos badalados, mas que deram qualidade a setores outrora carentes, como os laterais Lucas e Márcio Azevedo e o volante Arévalo.

Ao longo dos anos, foi comum vermos um favoritismo explícito para algum dos lados. Este, fica marcado pela incerteza que ronda a cabeça de todos, afinal, apesar da classificação conquistada de forma segura, os times não passam confiança a seus torcedores. O Flamengo vem de um 3 x 0 sobre o desconhecido Murici, pela Copa do Brasil, após um apagão no primeiro tempo. Ronaldinho ainda não está na forma física ideal, procurando evoluir a cada jogo, assim como Thiago Neves. Deivid vem marcando gols, mas ainda causa desconfiança nos torcedores. Os volantes parecem acomodados, principalmente Maldonado, que já foi um dos melhores do mundo, na posição. Mas o grande problema encontra-se na lateral esquerda. Com a fragilidade de Egídio, o beque Ronaldo Angelim tem sido utilizado na posição, contando com o auxílio do meia Renato Abreu.

O Botafogo mostra-se com mais vocação ofensiva do que na última temporada, com a boa fase de Alessandro e Renato Cajá e os apoios de Márcio Azevedo. Porém, o time busca o equilíbrio para a defesa, setor de destaque no ano passado, mas que vêm sofrido críticas, apesar da contratação do veloz zagueiro João Filipe, ex-Figueirense. Tal equilíbrio parecia estar sendo encontrado com Marcelo Mattos e o meia Bruno Thiago nas posições de volantes. O primeiro encontra-se lesionado, o outro suspenso. Estão fora. Assim como o chileno Maldonado, que é dúvida pelo lado rubro-negro, assim como o zagueiro David Braz.

Disposição não faltará aos dois lados do confronto para avançar até a final, para enfrentar o surpreendente Boavista, que passou, ao eliminar, nos pênaltis, o Fluminense. Resta saber num momentos de tantas incertezas, quem pode brilhar. O clássico mais badalado do Brasil promete ser interessantíssimo, quem puder assistir estará fazendo um ótimo programa. Com o fim do horário de verão, o jogo será disputado as 16h, horário de Brasília, e têm transmissão de vários canais da televisão aberta e fechada.

FICHA TÉCNICA
Local: Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ) 
Data: 20 de fevereiro de 2011 (Domingo) 
Horário: 16h (de Brasília) 
Árbitro: Luis Antônio Silva dos Santos (RJ) 
Assistentes: Ricardo de Almeida (RJ) e Eduardo Couto (RJ)

FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Wellinton, David Braz(Jean ou Egídio) e Ronaldo Angelim; Willians e Maldonado; Renato Abreu; Thiago Neves e Ronaldinho; Deivid 
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

BOTAFOGO: Jefferson; João Filipe, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Arévalo(Rodrigo Mancha), Somália e Márcio Azevedo; Renato Cajá; Herrera e Loco Abreu 
Técnico: Joel Santana