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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Entrevista: Fabio Braz

Foto: brasiliensefc.com.br
Fabio Braz se define como guerreiro. Hoje, com 32 anos, o experiente zagueiro acaba de disputar a Série C 2012 pelo Brasiliense-DF. Abaixo você confere uma entrevista exclusiva onde ele fala sobre o período difícil longe dos gramados por conta de lesões e relembra a passagem pelo Vasco.

O Agonizante: Quem é o jogador Fabio Braz?

Fabio Braz: O Fabio Braz é um profissional muito sério e responsável. Tambem é um jogador muito viril e que por onde passou deixou as portas abertas. É um profissional guerreiro.
  
OA: Como é o Fabio Braz fora dos gramados?

FB: Totalmente o oposto do jogador. Um cara muito tranquilo, muito sereno, pacífico. Um cara amigo pra caramba, muito positivo, sempre alto astral, sempre sorrindo e sempre pronto pra ajudar os outros.

OA: Essa foi a sua terceira passagem pelo clube. Alguma mudança desde a primeira?

FB: O profissionalismo, a seriedade que encaram o trabalho e o respeito continua o mesmo. Por isso optei por voltar, porque aqui sou sempre muito respeitado. Sempre cumpriram com as obrigações e os combinados. Não tenho nada a reclamar.

OA: O nível da Série C é muito diferente da Série A?

FB: Isso é totalmente diferente. O nível dos times, dos campos, dos estádios.

OA: E a estrutura do Brasiliense?

FB: O clube tem uma boa estrutura, tanto que já disputou a Série A. O centro de treinamento, dificilmente você encontra clubes da Primeira Divisão que tenham. Independente de onde está, o Brasiliense não deixou de querer crescer. A estrutra não fica devendo nada aos outros clubes.

OA: Como foi a sua adaptação à cidade na primeira passagem?


FB: Foi um pouco difícil. Eu estava no Rio de Janeiro, e é muito diferente de Brasília, até pela questão do clima, que aqui é muito seco, muito árido. No começo tive um pouco de dificuldade mas eu sempre me adaptei rápido. Sempre me dei bem porque eu sou um cara que foco muito no meu trabalho. Eu vim para trabalhar, então eu vou trabalhar independente de como seja a cidade ou as dificuldades que apareçam.

OA: Você falou sobre o Rio de Janeiro. Como foi a sua passagem pelo Vasco?

FB: Para mim foi uma das melhores coisas que já aconteceu. Eu cheguei e não era muito conhecido. Aos poucos fui ganhando a confiança. Primeiro da comissão técnica, da diretoria, depois dos jogadores e consequentemente do torcedor. Claro que a gente não agrada todos, mas ninguém fica em um clube durante dois anos e meio de titular por acaso. Agradeço muito ao pessoal do Vasco, principalmente ao Romário que me deu maior força.

OA: Desde o início da carreira, quais foram as principais mudanças no Fabio Braz?

FB: A personalidade não mudou muito, isso é uma coisa com que a gente nasce. Aprendi a valorizar mais o que a gente tem, o dia de hoje. Dar valor à saúde, à vida e agradecer sempre. A gente não é ninguém sem um amigo, sem uma ajuda. Antigamente eu era muito mais individualista. Eu era muito orgulhoso também, gostava de não depender de ninguém. Hoje em dia eu vejo que não é assim, principalemte no meio em que eu vivo.

OA: Falando em amigo, tem algum que você destacaria?

FB: O próprio Romário. Desde que eu cheguei ao Vasco ele sempre me deu moral, sempre me ajudou com vários conselhos, tanto dentro quanto fora de campo. Eu era um dos poucos amigos que ele tinha no clube e provavelmente no futebol também. Então eu agradeço a ele até hoje. Nossa amizade continua cada vez mais forte. A gente está sempre junto, até porque ele está em Brasília né?

OA: Um jogo ou algum gol que você sempre vai se lembrar?

FB: Jogo é complicado porque são muitos né? (risos) Tiveram alguns gols bonitos, mas eu fico com o meu primeiro gol pelo Vasco. Foi o meu primeiro jogo em São Januário e vencemos o Brasiliense por 1 x 0.

OA: Algum jogo para esquecer?

FB: A final da Copa do Brasil entre Vasco x Flamengo.

OA: Hoje, qual o objetivo profissional do Fabio Braz?

FB: Eu tive uma série de lesões, fiquei um tempo parado. Estou voltando a jogar agora, meu objetivo é mostrar que ainda estou bem, em condições de estar em um grande clube e voltar para a Série A.

OA: Após as passagens por Vasco e Corinthians, você chegou a receber sondagens de outros clubes da Primeira Divisão?

FB: Quando eu saí do Vasco eu estava sem empresário, tive algumas sondagens. A gente sabe que se não tiver uma ajuda fica complicado conseguir entrar em um clube grande.

Obs: Entrevista realizada sexta feira (14/09/2012) por telefone para um trabalho acadêmico.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Os poderes de quem volta

Que Ricardo volte com saúde. E que nos mate a curiosidade.
Fonte: www.correiodeuberlandia.com.br
O único comentário que faço sobre a convocação é que antigamente os torcedores vibravam quando um jogador do seu time era convocado. Hoje riem das bizarrices.

A grande notícia é a volta de Ricardo Gomes aos trabalhos. O treinador, que sofreu um AVC há cerca de um ano e esteve muito perto da morte, se recuperou e vai ocupar um cargo de manager no Vasco. Falando da saúde de Ricardo, somente ele e seu médico podem dizer se o ex-zagueiro tem mesmo condições de trabalhar no tão pressionado mundo da bola - lembro que Ricardo já havia sofrido um acidente vascular cerebral (leve) quando treinava o São Paulo.

Sobre a parte técnica do fato, a palavrinha em itálico no parágrafo acima pode ter passado despercebida por você, mas representa um marco, e pode iniciar uma revolução na estrutura futebolística nacional.

Manager. Com este cargo, Ricardo Gomes terá poderes para agir tanto na gestão do futebol - similar à função de Rodrigo Caetano no Fluminense - quanto nos jogos. Atenção, os treinamentos caberão a Gaúcho. Ricardo terá essas funções obrigatórias somente duas vezes por semana. É Alex Ferguson sendo modelo.

Luxemburgo até que tenta, mas, até hoje, o mais
próximo que o Brasil de manager foi o FM, o jogo...
Fonte: softgames.ws
Quando digo que isso é um marco, reforço que "nunca antes na história deste país" esse projeto foi levado de maneira tão efetiva, como parece ser o caso. Quando me pergunto sobre a eficácia de tal método, prevejo a insatisfação da torcida dobrando pela "falta da presença de Gomes nos treinamentos". Os próprios jogadores também podem se incomodar: no São Paulo, o próprio Ricardo e o atual técnico Ney Franco já sofreram com essa mudança de hábitos. Luxemburgo sempre tenta se colocar como manager, mas não emplaca...

E tem outras questões...


A primeira é a - bate na madeira - possibilidade de Ricardo Gomes ter um novo AVC, ficando provada sua impossibilidade de voltar a trabalhar no meio.


Outra é a situação atual do Vasco. O clube não tem dinheiro para nada. NADA. E não há boas perspectivas para breve. Até que ponto a presença de uma nova filosofia de trabalho - e até de mais um salário - onde não se tem dinheiro pode ser positiva ou negativa? Se a cúpula de futebol conseguir fazer o time andar, teremos um avanço, se não, a palavra manager será abolida de vez dos sonhos de quem quer organizar o nosso futebol e acha que essa é uma das maneiras.

Por fim, fica a pergunta: será que é mesmo melhor ter um manager pelas bandas de cá?

Até que ponto Sir Alex Ferguson e seu chiclete devem
 ser parâmetro para o Brasil?
Fonte? newspaper.li

domingo, 9 de setembro de 2012

As provas da revolução

O capitão da argentina tomou decisão emblemática.
(Foto: www.mundodofutebol.net)
  Javier Mascherano é um dos melhores volantes do mundo. Tem esse status há, no mínimo, seis anos. Típico volante mordedor, titular absoluto da seleção argentina e do Barcelona... onde é zagueiro. Como zagueiro se firmou e aqui você confere que como zagueiro ele quer dar sequência à sua carreira. 

  Não, Mascherano não é um trintão que precisa recuar porque o físico não permite mais. Masc tem 28 anos. Muito menos têm altura de zagueiro: sua estatura é 1,78m. A decisão do argentino tem - certamente - a ver com a presença de Sergio Busquets no Barça. O esguio não-mordedor da equipe tem a função de honrar a origem do nome da posição em que joga e direcionar o time. Orientar por onde a jogada deve começar. Sylvinho, certa vez, disse que Guardiola o obrigava, nos treinamentos, a dar, no máximo "um toque e meio na bola". É meio por aí. E virada rápida de jogo está longe de ser característica de Mascherano.
Depois de passagens por Vasco e Porto, Souza ajuda o Grêmio
na bela campanha do tricolor neste Brasileirão.  (Foto: i0.ig.com)
  Outro grande nome da proteção à área é Yaya Touré, do Manchester City. Primeiro volante de origem, a qualidade para a saída de bola é invejável. Por aqui, o Grêmio cresceu muito de rendimento neste Brasileirão quando Elano e Zé Roberto chegaram. Meias. Em um meio-campo onde os volantes são os jovens e excelentes Fernando e Souza - que já foi titular do Porto. O time não dá chutão, ataca em bloco e tem sempre quatro jogadores para servirem os atacantes.

Mas nem tudo são flores.

  Essa nomenclatura me incomoda: "segundo-volante", como costumamos classificar determinados atletas. Vejamos um de muito sucesso: Ramires. Grande característica: capacidade aeróbica. Convenhamos, apesar da boa técnica, o ex-atleta do Cruzeiro aparece mais ofensivamente do que marcando alguém. Diguinho, do Fluminense, é outro que foi por este caminho. Raçudo, marqueteiro, bom passe, drible... e, antes de fazer sucesso, foi contratado como meia pelo Botafogo. E assim vão alguns casos. "Segundo-volante" é uma pseudo-posição. Não são poucos os que ocupam a frente da zaga sem proteger, disfarçando a ausência de poder de marcação com as qualidades de um "terceiro homem de armação de jogadas". Faça-me o favor...

O limitado Cocito fez muito sucesso.
(Foto: www.marcelodieguez.com.br)
Então...

  Então nós estamos vivendo a prova de que o jogo se ganha - quase sempre - no meio-campo: quanto mais polivalentes os jogadores que por ali jogam, maiores as chances de um bom desempenho. Provavelmente, o melhor volante que eu vi jogar é o Claude Makelele, que defendia a seleção da França. E junto dele, outros fizeram história, como Genaro Gattuso. Por aqui, o tempo de Amaral, Cocito, Mauro Silva e Jonílson está ficando para trás. Brucutus estão em processo de extinção, apesar de resistirem por aí. O contra-ponto é que o Internacional, pelo limite de estrangeiros, não coloca o grande Bolatti nem no banco, para Guiñazu poder jogar. E, assim, muitas vitórias vêm. Não há melhor ou pior. Há adaptação. Resistência aos novos tempos. Qualidade para impor o que desejas.

sábado, 21 de julho de 2012

No dia que o Flamengo cair


  Vascaínos, tricolores e botafoguenses tem um inimigo em comum: o time da gávea. Uso a palavra inimigo porque é a mais propícia, mesmo que o esporte, por princípio, não recomende. É inimigo mesmo. Adversários são os outros rivais.

  O rebaixamento do Flamengo é algo idealizado, um sonho, um desejo que escorre como saliva nos pensamentos esportivos daqueles que se autodenominam "anti-flamenguistas". Prefiro o termo "anti-Flamengo". Os Flamenguistas muitas vezes são amigos, boa gente, etc. A questão é a instituição. De qualquer forma, o rebaixamento à Série B é algo tão forte que existe a lenda urbana de que se houvesse um jogo em que o clube do coração precisasse vencer para ganhar o título e perder para que o rubro-negro carioca caísse, muitos, ou quase todos abririam mão do caneco. Como lenda, esta circunstância ainda não foi posta à prova.


  Algumas vezes os flamenguistas já sofreram com o drama da possibilidade do rebaixamento. Algumas vezes. Porém, no final das contas, nada passou de um susto que a união do grupo, um técnico carismático e a torcida lotando o Maracanã evitaram.

  2012, o ano do hipotético apocalipse. Mais um ano do apocalipse. É nele que estão depositadas as esperanças dos anti-flamenguistas. Não que este seja o pior elenco que o Flamengo já teve, não que Joel tenha perdido a mão. Não que a torcida vá dar as costas toda partida. Mas a teoria para a queda rubro-negra deste que vos escreve é de que será preciso uma combinação explosiva e particular demais, para que o time da Gávea seja rebaixado. E, mesmo que não seja este o ano, a boca dos anti-flamenguistas está salivando, com motivos. A conferir:

  Nenhuma final de turno do Campeonato Carioca, eliminação ainda na fase de grupos da Taça Libertadores, saída de Ronaldinho depois de o então R10 oficializar um prostíbulo no clube: a verdadeira zona rubro-negra. Vale tudo. Fatos inesquecíveis como o gol inadjetivável perdido por Deivid e a cena de Leo Moura recebendo a notícia do gol do Emelec, que tirava o time brasileiro da competição internacional. As recusas de tantos jogadores em vestir "o manto".


  Posso estar esquecendo algum fato, mas o próprio episódio em que a torcida dá as costas para o time reflete o fato de que o outrora temido pelos rivais agora é alvo de pena e chacota.

  Repito: este não é o pior time que o Flamengo já teve. A imaginação faz prever é que a queda virá - uma hora virá - em um momento de pouca esperança de coisas boas. Virá em um momento em que as coisas estiverem muito ruins e o conjunto de fatores levar o clube a uma posição na tabela que fique no quase. Aquele ponto da tabela pior que o purgatório: o ponto em que você acha já está safo, depois de não ter ficado na zona da degola em momento nenhum no campeonato, como o Coritiba, recentemente.

  Teoria, praga ou piada. Ache o que quiser. Mas que o ano está uma bela cagada para os rubro-negros e para lá de esperançoso aos anti-Flamengo... isso não há como negar.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Rotineiras lições do óbvio e a explicação da decepção

  Impressionante e relevante são dois adjetivos que deveriam ser mais presentes no vocabulário de dirigentes do futebol. É impressionante ver como as coisas se repetem. Os filmes passam mais que “A lagoa azul” na Sessão da tarde. Mudam apenas personagens. Cartolas, emblemas, cores, jogadores. Pode não ser tão simples agir no mundo boleiro, porém, o que é evidente é relevante, certamente.

  Quando e por que razão foi o Corinthians campeão? Primeiro eu cito algumas coisas e vocês digam se há erro: elenco com peças de reposição à altura, quase sempre; investimento (nos últimos anos) na estrutura do clube; manutenção do treinador nos momentos de crise; acreditar que o trabalho da temporada anterior pode ser melhorado; manter a espinha dorsal do time.


  Quantas vezes você ouve e lê essas coisas? Rotineiramente?  Não há segredo, amigos. E não há possibilidade de injustiça – fora seguidos erros de arbitragem – em um campeonato por pontos corridos. Quem melhor levar o ano, levará o caneco.

  O grande vencedor do ano? Assim fez sua fama, o Vasco da Gama. Quando a equipe fazia um início de ano tenebroso, o homem-forte do futebol, Rodrigo Caetano, continuava a acreditar na equipe. Foi trocado o treinador sem-chão, alguns veteranos obsoletos foram substituídos por atletas com fome de serviço. O ano foi tendo sequência, o time opções. Cada vez mais opções, mesmo estranhas, mas boas opções. Outro grupo coeso. Outro clube recebendo investimentos há alguns anos. Do rebaixamento à glória, a consciente ascensão. Muito do certo é do Vasco também.

  Por outro lado...

  ...dificilmente a decepção não é explicável


  Começar afirmando: quem diz que a estrutura é primordial sentou com vontade esse ano. Cruzeiro? Furacão? Evidenciou-se uma brisa treinando há anos para ser rebaixada. Super-herói tem super-poderes. Quem faz milagre é o divino. Dessa vez não deu não é, Paulo Baier?

  O caso mineiro-azul é mole: para ter as contas aprovadas, o presidente teve que fazer dinheiro. Lembremos que o Cruzeiro vendeu Jonathan e Henrique – um dos melhores do país em suas respectivas posições – além de Thiago Ribeiro e a dispensa de Gilberto. Não há como esperar coisa grande de quem via em Leandro Guerreiro solução. Sim, Roger disse isso. Um time desmantelado, com o poder de criação nos pés de um Montillo com a cabeça longe e de um imprevisível namorado da Déborah Secco.


  Agora, o sempre surpreendente Botafogo. Vamos entender esse drama Freudiano. Depois de um 2010 em que lesões impediram a classificação à Libertadores, o time 2011 é preparado sem um patrocinador poderoso e logo no início tem a venda de um meia para a China. Convenhamos que quando Renato Cajá faz falta é porque a coisa não foi bem feita antes.

  Enfim. Loco pediu, Joel caiu. Caio Júnior chegou. Chegou e prometeu ir ao ataque. O presidente prometeu um time forte. Um forte – sem trocadilhos – patrocínio foi acertado. Então reforços chegaram. Encaixaram. Funcionaram. E, melhorando o time, acabaram por esconder as deficiências de um grupo em que nenhum lateral sabe marcar, além de Alessandro, que não sabe jogar, e sem reservas que funcionassem para meia e ataque. No sempre esperado momento de crise técnica, não houve muito o que fazer. Fazer cabe ao técnico. Inventou, merda falou, e fatalmente rodou. Rima podre? Rima minha.


  Mas foi isso. A crise nunca começa no estopim. O título nunca é ganho no gol final. O processo envolve sempre vários fatores. No final das contas, o vencedor mostrou ao mundo que a piada de seu vocabulário merece ser levada mais a sério. É preciso EQUILÍBRIO.

  Entra ano, sai ano, e as mesmas necessidades são ditas. Desta vez, mais uma vez, ficou evidente.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Força Ricardo!


Uma rodada após sofrer um AVC, Ricardo Gomes recebe o carinho de torcidas e times de todo o país. Vasco e Ceará entraram em campo com faixas que traziam mensagens de apoio. Todos os jogadores se reuniram com o trio de arbitragem no centro do campo, onde fizeram uma oração pela melhora de Gomes.

Com a bola rolando o Vasco da Gama ganhou por 3x1, subiu para a segunda posição e mandou mais uma mensagem ao seu treinador, "estamos esperando no topo da tabela".


O Botafogo, que ganhou do palmeiras também por 3x1 e agora está em terceiro lugar, entrou em campo com o nome de Ricardo em todos os uniformes. Em jogo emocionante e com vários gols, ainda foram vistas, na arquibancada, cartazes e faixas com palavras de força e compaixão de uma torcida adversária.

No estádio do morumbi jogavam São Paulo e Fluminense. Antes do jogo que terminou com a vitória do time carioca por 2x1 a mensagem "forçaricardogomes" apareceu no placar eletrônico.
Desejo de melhoras de um time ao seu ex-técnico.

Outro time paulista que mandou boas vibrações ao internado foi o Corinthians. Em noite que ganhou no sufoco por 3x2 do Grêmio a equipe entrou em campo com os dizeres #forçaricardogomes em suas camisas.

Essas e outras exibições rechaçam a atitude absurda tomada por uma pequena parte da torcida do Flamego durante o clássico contra o Vasco. Essa minoria da enorme nação rubro-negra que gritou "Ah, vai morrer", durante o atendimento ao treinador, recebe aqui o exemplo de solidariedade que devia ter tido durante o jogo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma boa impressão do Rio de Janeiro

  Volta e meia comenta-se um fato naturalmente raro: vitória dos quatro cariocas no campeonato nacional. Porém, poucas vezes, ou nunca, uma vitória do quarteto foi tão simbólica, tão representativa.

  Você pode concordar ou não, mas é nítido que o brasileiro percebe cada vez mais como é a disputa de um campeonato de pontos corridos. Dando o mesmo valor para cada rodada, o mesmo valor para pontos disputados em casa e fora. É nítido também que no Rio de Janeiro essa lucidez chegou. Tardiamente, mas chegou. Depois de um monopólio paulista - de 2004 a 2008 o Santos ganhou um, Corinthians outro e o São Paulo levou três canecos para casa - a hegemonia teve fim: o Flamengo venceu o campeonato de 2009 e o Fluminense o de 2010.


  Mas não apenas venceram. Venceram e investiram da maneira correta, no clube, na estrutura, no elenco como um todo, de maneira a almejarem a continuidade do sucesso do trabalho e a estimular os rivais a estarem sempre na disputa. Não a tôa, o Vasco foi campeão da Copa do Brasil.

  O Fluminense venceu a primeira com Abel Braga. 1 x 0, com um a menos, em cima do fraquíssimo Avaí, candidato ao descenso. Um time desfalcado e em adaptação ao novo e rigoroso treinador. Com mais peças, que já estão, em sua maioria, dentro do clube, o time vai brigar lá em cima. O Flamengo de Thiago Neves precisa de poucos ajustes. Maldonado vai fazendo muita falta ao time titular, que vai contando apenas com Willams para marcar do meio para frente. Na lateral esquerda, Júnior César chegou chegando, mas falta um zagueiro para acabar com os sustos dados por Welinton e David Brás e um novo atancante (ou Deivid convencer no comando de ataque). Falta pouco. Enquanto isso, 4 x 1 de virada sobre o Atlético-MG.

  O Vasco vai levar o campeonato sem pressão, afinal, 8 anos de poeira foram tirados da sala de troféus do clube, que espera o encaixe de Juninho e as necessárias renovações e contratações visando a Libertadores. Se, dentro do clube, houver a confiança de que é possível fazer uma bela campanha, Bernardo, Felipe e cia. vão dar muito trabalho. Por hora, 1 x 0 sobre o Atlético-GO.


  O Botafogo contou com o ótimo Elkeson para tornar o bando, um time. O 2 x 1 no Grêmio mostrou dois times desfigurados. Os gaúchos sem Victor, Rochemback, Adilson e André Lima e os recém-contratados Gilberto Silva e Miralles. Os alvinegros sem Jefferson, Loco Abreu e Cortês. O importante é que o time de General Severiano vai jogando bem, mesmo sem os prometidos reforços, que naturalmente vão dar qualidade à equipe.

  A impressão de quem escreve é a de que a taça permanecerá no Rio. Se isso não acontecer, a classificação final deverá mostrar os 4 clubes muitíssimo bem colocados, com 2 na Libertadores. Bola de cristal? Não, apenas impressão.

Vozão: não é piada. Um dos elencos mais velhos do campeonato, o Ceará continua a contratar: depois de Belletti, Edmílson é o novo reforço. Se é experiência que vai contar no final...

Nem a pau, Juvenal? Há anos o mandatário São Paulino vinha dizendo que a safra da base do clube é muito boa, e que, por isso, treinador deveria utilizar os meninos oriundos de lá. Por necessidade, muitos deles foram para a guerra. E havia um Corinthians no caminho.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Desengasgado

  Depois de um período de estiagem do nosso blog de esportes e música, O Agonizante presta aqui a homenagem ao Vasco da Gama, campeão da Copa do Brasil:



Cantem todos o pendão que é a cruz de malta
Depois de 8 anos, o heroico português re-conquista o Brasil
A sua fama, assim, mais uma vez se fez.

De norte a sul deste país, sua imensa torcida é feliz demais, de novo.
Vencedora e leve, a nau vascaína, é, mais do que nunca, guida pela cruz de malta
que, como sempre, ilumina o mar.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A sua fama assim se fez?

  Um muitíssimo bem armado Coritiba, um Ceará muito mais garoto do que "Vozão", o inacreditável Avaí, que de mané nada tem. Apesar de incontestáveis méritos, o Gigante da Colina é quem pede passagem nas semi-finais da Copa do Brasil.

  Tal afirmação não tem como fundamento a diferença técnica do Vasco da Gama com relação aos concorrentes, até porque torneio em formato mata-mata tem seus escolhidos muito longe deste critério. Muito menos o histórico na competição, visto que teremos um campeão inédito. É visto no time cruzmaltino, sim, uma evolução meteórica depois do fiasco no primeiro turno do Cariocão.

  Não, não há bola de cristal. Ter uma torcida ao lado pode não ser suficiente(ou pode), jogadores consagrados ao lado de grandes revelações pode ser uma combinação perfeita. Argumentos contra e a favor são infinitos, mas o fato é que é tempo de Vasco, é hora de recordar aquela grandeza saudosa...

  As semi-finais são, que bom, muito equilibradas. A carroça desembestada contra o avassalador time de Curitiba prometem tudo e mais um pouco. E tem a volta. E tem a final para um deles.

  Os manezinhos da ilha sentirão o caldeirão de São Januário, e este é mais um desafio para o Gigante. Silas parece feito para os azuis, fez perigoso um time fraco.

  Sem desculpas, meu caro vascaíno, por favor! Pensar grande, mostrar-se grande e fazer um grande resultado é missão dada. Logo ali há uma Libertadores, mas antes é preciso vencer obstáculos próximos.

  O Vasco tem time, elenco, estádio, torcida, camisa. Parece acreditar em si mesmo, novamente. O Brasil quer voltar a ver a cruz-de-malta, mas é a cruz-de-malta quem precisa fazer-se merecedora do Brasil.

domingo, 3 de abril de 2011

A bola e a Copa

  Mesmo atrasado, o tema é pertinente. Na última quarta-feira, no Bate-bola primeira edição, da ESPN Brasil, o jornalista Mauro Cezar Pereira estava no estádio Frasqueirão, onde comentaria, à noite, o duelo entre ABC e Vasco da Gama. Das arquibancadas do estádio, localizado em Natal-RN, entrevistou o árbitro Rodrigo Cintra, responsável, em grande escala, pela participação da cidade na Copa do Mundo de 2014.
  
  O que poderia parecer cansativo, foram, na verdade 50 minutos de uma - muito bem conduzida - tentativa de esclarecimento sobre de onde virá o dinheiro necessário para a realização das obras necessárias, incluindo o próprio estádio, para a realização do evento.

  Como brasileiro, é difícil admitir, mas não estamos preparados para receber um evento como a Copa. Pouco interessa se a África do Sul mostrou que é possível. Lembremos, por exemplo, que o valor gasto apenas para a reforma do Maracanã, mais que dobrou.

  A conotação política deste amado evento é tão escancarada quanto quem pagará por futuros bens particulares: você mesmo contribuinte Homer Simpson; nós mesmos.

  É muita boa vontade crer que estádios gigantescos em Manaus, Natal e Cuiabá terão justificativa para que nossos impostos sejam lá investidos. E investidos também, nas ilhas Cayman, Bahamas e Mônaco, é claro.

  Um grande torneio de futebol. Ou apenas um grande torneio de futebol. Mas nós não estamos educacionalmente preparados. Esperemos por verdadeiras melhorias, verdadeiros ganhos públicos.

  Segue o link com o final-resumo da entrevista:


  E aí, a Copa do Mundo é nossaNos resta torcer.

Falo de flores:

  Sugestão do internauta Rafael Nunes - @rafolet. Fica a sugestão de um pequeno vídeo que narra uma história real, para nos mostrar(lembrar) que esporte mágico é este, capaz de alegrar, de fazer rir, chorar, nomear, matar, construir...

  As legendas em inglês não são excludentes, muito válido!

domingo, 20 de março de 2011

Acreditar, então

  O Vasco conquistou uma imponente vitória sobre o perdido Botafogo. Vitória que faz o torcedor gritar com gosto que torce para o Clube de Regatas Vasco da Gama. Gol de estreante, gol de bicicleta, pressão e tudo mais.

  Mais do que isso, o que o Vasco mostrou em campo - e fora dele - um potencial para sonhar grande no Brasileiro. Anotem: o Vasco não será coadjuvante no nacional que vêm aí, é imaginável uma campanha como a do próprio Botafogo no ano passado.

  Pensar isso de um time que vive há uma década no marasmo e há dois anos disputou a série B merece uma explicação. E lá vem ela: O clube conseguiu manter importantes peças do último ano e trouxe, motivado pelo horrendo primeiro turno de Carioca, jogadores experientes para serem titulares absolutos. Fernando Prass é soberano debaixo das traves, Fágner é um lateral-direito mais que razoável, Ramon é sempre eficiente, Dedé é ídolo e um dos melhores zagueiros do país. Em um campeonato de defesas semelhantes, o Vasco não está mal. Eduardo Costa é caro e violento, vai embora no meio do ano, mas, enquanto isso, pode suprir muito bem a ausência do igualmente mordedor Nilton, lesionado. Felipe Bastos tem boa técnica, Rômulo é consistente, Bernardo tem um futuro brilhante pela frente, Felipe ainda tem muitas possibilidades de ser o dono do meio-campo. Para o ataque, Éder Luís dificilmente fica quando seu empréstimo terminar. Élton é sim uma boa opção, mas o que alimenta o coração vascaíno são os recém-chegados: após as saídas de Zé Roberto e Carlos Alberto - que ganharam, como castigo, a disputa pela Taça Libertadores - chegaram os sempre eficientes Alecsandro, Leandro, e, como estrela da compania, o ex-jogador do Atlético Mineiro, Diego Souza. Para completar, o sereno Ricardo Gomes tem a oportunidade de, sem a pressão de uma seleção pré-olímpica ou de um São Paulo, chegar longe em um Vasco pouco badalado.


  Há ainda o sonho cada vez mais real de ter Juninho de volta, a cereja do bolo.

  Só há um porém. Alecsandro, Felipe, Leandro e Diego Souza não recebem pouco. De onde virá o dinheiro para pagá-los? E a sempre conturbada política interna do clube, vai querer atrapalhar quando momentos decisivos chegarem?

  Para o estadual a organização tática precisaria ser rápida, o que não é impossível, vale o sonho. Título é o sonho do vascaíno, e o pensamento a longo-prazo precisa ser valorizado também. Acreditar, então, no trem-bala da colina!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vitória tricolor. Mas, atenção.

Antes de tudo, o Fluminense deve sim vencer. É o melhor elenco do país, melhorado ainda mais, após o título do Campeonato Brasileiro do ano passado, contra o modesto time de Saquarema.

A ressalva vai para os méritos da classificação do Boavista. Pareceu ser o mais sólido entre os times peuqnenos deste primeiro turno do Campeonato Carioca, ganhando, inclusive parecendo ser time grande, o gigante da colina, Vasco da Gama, por 3 x 1.

Terá desfalques importantíssimos que reduzem suas já poucas hipóteses e vitória: Joílson, meia-direita de muita velocidade, com passagens por Botafogo, São Paulo e Grêmio e Roberto Lopes, ex-Vasco, que dá segurança a defesa do time da Região dos Lagos. Mas conta com o atacantes Tony, que joga de meia, a velocidade de André Luís e o faro de gol do argentino Frontini, artilheiro do campeonato. O bom técnico Alfredo Sampaio saberá como armar o time para ganhar, se possível.

Mesmo com todos os méritos, e mesmo se estivesse com o time completo, o Boavista não deverá alcançar a final da Taça Guanabara. O Fluminense é incomparavelmente melhor que qualquer pequeno. E só perderá o jogo se estiver numa tarde muito infeliz.


O tricolor das laranjeiras contará com Fred, que apesar de uma gastroenterite, está confirmado ao lado do He-Man, Rafael Moura., em ótima fase. Marquinho ganhou posição de Souza(Deco ainda não tem previsão de volta) e Leandro Euzébio, que não se recuperou completamente de torção no tornozelo esquerdo deverá ser substituído por Digão. Um risco calculado pelo técnico Muricy Ramalho, ciente que o matador Frontini tentará tudo por este lado.

Um bom jogo se adivinha.

FICHA TÉCNICA 
Local: Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 19 de fevereiro de 2011 (Sábado)
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner Magalhães (RJ)
Assistentes: Rodrigo Joia (RJ) e Rodrigo Correa (RJ)

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Digão e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Marquinho e Darío Conca; Fred e Rafael Moura
Técnico: Muricy Ramalho

BOAVISTA: Thiago; Douglas, Gustavo, Santiago e Paulo Rodrigues; Julio Cesar, Thiaguinho, Leandro Chaves e Tony; Max (André Luis) e Frontini
Técnico: Alfredo Sampaio