Mostrando postagens com marcador Ronaldinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ronaldinho. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Depois da última chance


Lá vamos nós de novo. Eu corto o cabelo, mudam os apelidos, a Dilma veta o Código Florestal mas a pauta persiste: Ronaldinho, Ronaldinho, Ronaldinho...


Não vamos chover no molhado dizendo que o Gaúcho não é mais o mesmo e blá, blá e blá. É lógico que não seria, a idade chega. A sensação que tenho é de que ele desistiu antes da hora, quando ainda tinha alguns anos de altíssimo nível para exibir. Mas isso foi escolha dele.

O que nos resta hoje é misturar futebol com a vida pessoal das estrelas... com todo respeito aos mineiros, graças a Deus que o Kalil levou as fofocas, festas e orgias para Minas. O conteúdo da imprensa carioca agradece.

E que fase...

Ronaldinho fez o que quis. Derrubou treinador, pagou salários, peitou dirigentes, chegou bêbado no treino, pediu cerveja no avião da delegação. Quando viu que o time não ia dar liga, os reforços iam demorar e a coisa ia ser mais apertada com o Zinho acima dele, pediu arrego. Juridicamente amparado - e o Flamengo que se cuide pra não ficar devendo mais do que os R$40mi - largou o barco. Calma que a gente chega lá.


Ele teve uma chance que poucos têm: chegou como rei, amado de antemão. Com disposição, iria longe e se tornaria um ídolo inesquecível para os rubro-negros. Sem comparações sobre o nível de idolatria, poderia ter sido protagonista. Mas não foi. No campeonato carioca de 2011, vencido pelo Flamengo, foi discretíssimo. Me vem apenas o gol de falta - importante - contra o Boavista. Na campanha no Brasileirão, foi ofuscado por Thiago Neves. Thiago Neves...

E agora o todo-poderoso Clube Atlético Mineiro. Abro aspas para mim mesmo: "tá de brincadeira, né?"

Depois de poder ter sido inesquecível para a maior torcida do mundo, vai agora para o time que consegue ser freguês do Botafogo! Que só agora está voltando a equilibrar a rivalidade, o poder de fogo em nível nacional com o maior rival - ainda assim, grande parte por demérito cruzeirense, penso.


E as sempre interessantes entrevistas do Cuca? Se o Joel, que tira onda de "Rei do Rio", penava para sair pela tangente nas coletivas, eu quero muito acompanhar as caras do atual técnico atleticano.

Sem contar que o Galo parece um carma pelo qual todo treinador tem que passar pelo menos uma vez na vida. Celso Roth ficou no quase da Libertadores, Luxemburgo foi e quase rebaixou, o Dorival! De ótimas campanhas anteriores... até o Dorival foi pagar suas penitências na Cidade do Galo. Sem contar que a praga parece ter chegado nos jogadores. Deixo para o leitor contar quantas ótimas contratações não conseguiram jogar bem com a camisa alvinegra recentemente.

Falando sério para fechar, apesar de tudo isso, vejo o Atlético numa crescente pra cima do Cruzeiro, com bom técnico e com boas perspectivas. Resta saber se o Ronaldinho, agora com um dirigente "muito macho" por cima, vai ser a cereja do bolo e levar felicidade a Minas ou se vai tentar justificar mais um fracasso daqui uns meses.



sexta-feira, 9 de março de 2012

Seja hermano, Ronaldinho

(Foto: uk.eurosport.yahoo.com.com)
  A noite desta sexta-feira (09) foi de basquete na NBA. E nela, foi impossível não lembrar do futebolista Ronaldo de Assis Moreira.

  Acontece que jogaram, em San Antonio, Spurs e Los Angeles Cllipers. Acontece que Emanuel Ginóbli foi um espetáculo à parte. Não que o time da casa tenha vencido, não que o argentino tenha sido o cestinha da partida. Não. Manu Ginóbli foi um exemplo.

  Para quem não acompanha basquete ou não conhece a sumidade que é o argentino, Emanuel Ginóbli é daquelas obras primas pelas quais agradecemos ao divino por podermos ver atuando. Já veterano, perdeu há algumas temporadas o posto de titular. Porém, aos 34 anos, continua capaz de, como diríamos no futebol, entrar no meio da partida e arrumar o time.

  Esta noite, como de costume, foram lançamentos, digo, passes cirúrgicos, orientação ao mais novos depois de cada chuá, e o mais importante: disposição por cada bola, uma luta contra o cansado tipo físico esguio (mesmo com quase dois metros de altura). Quem gosta ao menos de assistir a bola laranja rolando sabe o quanto um tapinha que atrase a jogada do time adversário é importante no placar final. Como se fosse surpresa, o craque anotou 22 pontos. Nas estatísticas, quatro acertos em cinco tentativas em bolas de três.

(Foto: alemdoplacar.com)
  Ah, Ronaldinho! Quem nos dera se você se inspirasse no perfil do argentino. Parece que se esquece que para praticar qualquer esporte em nível profissional é preciso ser atleta, querer ser atleta. Sem vontade, não é possível nem sobreviver com lempejos geniais - como fizeram muitos - neste mundo. Para ser atleta é preciso treinar, querer treinar. Não é preciso ser uma máquina que está sempre no auge, mas o gaúcho se entrega quando cai bruscamente de rendimento depois de toda a glória no Barcelona e não mais se firma.

  Já derrubou um treinador no Flamengo. Mesmo com as vaias, deve ficar na Gávea até o final deste ano ou a metade da próxima temporada. Mas seus 31 anos pesam mais que os 37 de muitos. O próximo passo é o mundo árabe. Já pensou, morar em Dubai? Vários brasileiros por perto... Ou Nova York! Um sonho... Henry e Beckham por perto, as farras seriam das boas...

(Foto: monstrosdofutebol.com.br)
  Pois é, Ronaldinho. Você decepciona seus fãs ao se acomodar consigo mesmo. Decida se quer continuar sua carreira ou se as festas de sempre em Barcelona, em Milão ou Paris é que vão continuar te consumindo dentro de campo.

  Divirta-se, enquanto não tem seus companheiros contra você. Porém, se não sabes, grande, para jogar esportes coletivos é preciso contribuir.

  Inspire-se em Ginóbli, Ronaldinho. Ou decida sua vida. Por nós, seja mais irmão.

terça-feira, 6 de março de 2012

A classe em um lampejo

   Um dos mais belos lances proporcionados pelo futebol. Um momento de rara sensibilidade e inteligência onde a bola faz um dos mais difíceis e improváveis trajetos em forma de parábola até o gol adversário. Chego a confessar que é um dos tipos de gol que mais me agrada, me encanta. Apenas grandes jogadores, detentores de classe e muita técnica, são capazes de saber o exato momento de aplicar o chute.

   O toque de cobertura é pura poesia. Um lampejo cerebral de Shakespeare, Saramago ou até mesmo Drummond e Pessoa. É o trecho final que conclui com chave de ouro um belo texto que acabara de ler. Há de haver até aquele momento de arrepio aos braços, onde você confere se os pelos sobre a pele estão de pé.

   Não há narrador que não se empolgue com um gol de cobertura. Há sempre uma narração incomum e muito mais empolgada, eufórica. Independente do jogo, se o lance acontece, não há quem não pare para ver o replay. O lance transmite a ousadia e a calma de um jogador que sabe executar um chute certo na hora certa. Onde há a objetividade, que é o que mais precisamos no futebol brasileiro atualmente.

   Abaixo, selecionei gols de alguns dos jogadores que mais gosto para vossa apreciação. São eles: Cruyff, o maior gênio do futebol holandês e o homem que trouxe ao Barcelona atual a mais bela forma de se jogar futebol; Maradona, o maestro argentino especialista em gols de cobertura; Ronaldo, o homem que parou a Vila Belmiro em 2009 com um dos gols mais reprisados dos últimos tempos do futebol brasileiro.

   Romário, o baixinho rei da pequena área que esnobava ao deixar o goleiro estabanado ao voltar para tentar pegar a bola; Alex, o maior responsável pela tríplice coroa do Cruzeiro em 2003 e pela melhor campanha de um time brasileiro na era dos pontos corridos; e Ronaldinho, um dos mais criativos jogadores dos últimos tempos, capaz de executar chutes e dribles inesperáveis.

   Apreciem!






Estamos de volta!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Deixe que digam, que pensem, que falem...


  Passada a conturbada era Luxemburgo no Flamengo e futuro já definido, a torcida rubro-negra encontra-se dividida. Há aqueles que são a favor da saída do ex-comandante, outros contra e há ainda aqueles que são contra ou a favor da chegada de Joel Santana, novo treinador do time da Gávea. É, a situação não está nada confortável para Patrícia Amorim e sua cúpula, mas ao longo de todo o ocorrido estive pensando em até que ponto um jogador é determinante para a queda de um técnico - o encarregado de dar as ordens e manter a moral perante ao grupo. Ronaldinho é apontado como o principal pivô para a perda de comando de Vanderlei.



  Ronaldinho é craque e isso não se discute. Entretanto, é notório que ele jamais foi no Flamengo o Ronaldinho que todos esperavam e viram no passado. Ganhando e vivendo de passado, continua com seu lugar permanente no time titular. O clube paga uma fortuna (quando paga) e monta o elenco em função do jogador, os patrocinadores se aproximam com o interesse de divulgar a sua marca por conta da presença do astro e a torcida aumenta o número de vendas de camisas. Aí surge a dúvida: Qual treinador terá ''peito'' para sacá-lo, quando não estiver rendendo, e colocá-lo no banco, sendo que na reserva só há garotos,e nenhum deles com tamanho potencial, e jogadores medianos? Fazer isso, no mínimo, atrairá toda a atenção para fora das quatro linhas e repercurtirá de acordo com os resultados. Quem quer correr o risco? No Barcelona e no Milan a história foi diferente porque em ambos os casos, o rendimento da equipe não foi alterado e o clube estava preparado para suprir suas carências com peças de reposição à altura. Com Papai Joel à frente as coisas tendem a mudar, pelo menos é o que se espera.


  Pegando o exemplo e não focando única e exclusivamente em um determinado caso, não é de hoje que jogadores ''mandam'' nos clubes que jogam. Atrasos, sumiços, desobediências, são muitos os exemplos de indisciplina, porém o grande perigo está na maneira como imprensa, público e clube tratam a situação. Ou você já não acha natural ver o nome de Adriano, o Imperador, veiculado com mais frequência às páginas policiais ou de fofoca do que as de futebol? Adriano tinha o talento que o Brasil precisava para que ele fosse o cara na Copa da África e a cabeça para ficar aqui vendo tudo pela televisão, seja na sua casa, na favela ao lado de seus ''amigos'' ou em algum lugar onde não devesse justificativa a ninguém. Prevaleceu a responsabilidade de Dunga e Adriano ficou. No Corinthians tem os dias contados, e há quem especule uma possível volta ao Flamengo.

  Outro exemplo sempre lembrado é Jóbson. Jovem, 23 anos, deslumbrado com as tentações que o mundo do futebol e o Rio de Janeiro oferecem, se perdeu e agora em 2012 tenta retomar o caminho que encantou a torcida alvinegra. Apontado como grande promessa e contratado por um alto custo, o jogador foi protegido com extremo cuidado pela diretoria alvinegra do interesse de outras equipes. Com a intenção de lapidá-lo ao máximo e arrecadar lucros com uma possível venda para o exterior o alvinegro ficou a mercê de Jóbson. Cada besteira feita era uma dor de cabeça para os dirigentes, pois deveriam encontrar uma solução que contorna-se toda a turbulência causada por um rapaz sem a cabeça preparada para tamanha responsabilidade. Chances foram dadas, foi pra lá e pra cá e voltou, erros perdoados, punições aliviadas, e de volta ao Botafogo demonstra ser um Jóbson mais comprometido e correto. Mais uma vez o clube de General Severiano lhe dá uma oportunidade, talvez a derradeira.

  Em 2010, no futebol brasileiro, foi um dos assuntos mais comentados. Todo mundo tinha a sua opinião para o que acontecia no Santos de Dorival. Ou melhor, no Santos dos Meninos da Vila. Dois casos ficaram marcados naquele campanha em que as grandes jóias do futebol tupiniquim explodiram.


  Início de maio, Campeonato Paulista, final, jogo emocionante entre Santos e Santo André; Dorival, tentando segurar o placar favorável resolve coloca mais um jogador de marcação e tirar Ganso, único meia de criação em campo ainda, após a grande quantidade de expulsões. Ganso se recusa a sair do gramado e comanda o Santos. O Peixe é campeão e o jogador aclamado como herói. Passada a euforia, alguns jornais e programas esportivos criticaram a atitude do jovem jogador e apoiaram o comandante, apesar de questionarem o seu comando. Contudo, no meio do Campeonato Brasileiro, Dorival novamente se envolve em um acontecimento onde a sua autoridade é posta em questão (e o caso anterior é relembrado), o que acaba gerando um desgaste e a saída do comandante. Durante uma partida diante o Atlético-GO, Neymar - estrela da companhia - discutiu agressivamente de dentro de campo com o técnico. A atitude foi criticada até pelos rivais.

  É ótimo que a competição nacional mais importante esteja recheada de grandes jogadores distribuídos em diversos clubes. O que não há de se conformar é com a maneira que os grandes ídolos, aqueles que são bem pagos para resolver uma partida, vender produtos e darem um bom exemplo para torcedores mirins, continuem com atos onde não é visto empenho e comprometimento. O clube se organiza para receber o atleta, o torcedor compra o ingresso e a camisa para o fim de semana,a preparação é feita para que o espetáculo seja bom para todos, mas parece que tem um lado nessa história que tem outras preocupações. O desleixo é comum, é um vício do jogador brasileiro, mas só não é visto quando está na Europa. Talvez o desleixo não seja em maior parte de quem chuta a redonda, mas sim de quem o põe lá para fazer isto-ou fingir que faz.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Contratando e indagando

  Com o fechamento da janela de transferências europeia nesta terça-feira e - muito mais - com o vai-e-vem dos clubes brasileiros chegando ao fim para o início dos estaduais, as Agonizantes férias de Janeiro haveriam de cessar.

  Certas coisas não tem explicação. Se tem, são obscuras, misteriosas. Quando uma temporada chega ao fim, torcedores, comissões técnicas, jornalistas e dirigentes têm dados às mãos quando bem quiserem: classificações nos campeonatos, estatísticas, vaias e tudo mais.  O que torna mais evidente as necessidades de cada equipe e tornam mais agoniantes as falhas nas montagens do elenco.

  Como diria um amigo nosso, "vamos por partes"...

  Por que diabos o Botafogo começa a temporada com apenas um lateral de ofício em cada posição? Serão os recém-promovidos da base novos Carlos Alberto e Nílton Santos ou a ausência de Alessandro é o maior reforço do alvinegro?

  Qual a razão prática de o Sport Club Corinthians Paulista ter 8 atacantes de nível de série A no grupo? Haja rodízio! Haja calendário apertado para que Elton(!) e Bill(?) tenham oportunidades fartas ao longo da temporada. Confesso que quando vi a contração de um chinês e do Gilsinho, imaginei que um esquema próximo ao 4-2-4 fosse ser ser implementado no Parque São Jorge. Ledo engano. Terei que esperar para entender.


  Cruzeiro, Cruzeiro querido. Manutenção de Vágner Mancini. OK, explicável. Leandro Guerreiro como pilar da defesa. Ataque com jogadores de muito nome e pouco sucesso. Contratação de jogadores que se destacaram em clubes menores. Depois de um 2011 tenebroso, ou a herança dos Perrella fez estrago no balanço financeiro ou, por opção, as expectativas não poderão ser de voos tão altos neste ano.

  Muito chama atenção o Internacional. Depois de tantos anos de times muito valorizados, algo muito importante foi concretizado neste ano: dois jogadores de mesmo nível para cada posição. Onde não há craques, há equilíbrio. O rival Grêmio também evoluiu: desta vez se reforçou muito bem, menos no banco. Um líder como Caio Júnior, no Gaúchão. Sei não...  

  O tricolor carioca tem o melhor elenco do país, isto é fato. Já o paulista merece cuidados: contratou Osvaldo, atacante habilidoso, mas que faz poucos gols e já não é mais promessa; Maicon, meia que não deu certo em outras grandes equipes; Edson Silva, beque muito bom pelo alto, mas só pelo alto e o ala Cortez, que não marca ninguém. Pode dar muito certo, mas também pode decepcionar muitos.

  Mas nada supera o Flamengo. Clube em que a crise chega sem jogos realizados, com salários em dia para quase todos os jogadores, técnico balança - ou cai - com dois jogos, Ronaldinho é armador único e a presidente parece fazer do departamento de futebol plataforma de governo: sem dinheiro, ao perder o melhor do time, traz outro querido pela torcida. Nada mal...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Amistosos: males bem-necessários

  É realmente muito estranho. Enquanto os outros dão a vida por vaga na Copa do Mundo, nós temos que fazer do mais esdrúxulo adversário um alguém importante. É preciso acreditar. Mais do que entender.

  É mesmo difícil aceitar que com o campeonato brasileiro pegando fogo, seu time perca os jogadores mais importantes para a Costa Rica. É chato. Nem audiência dá, creio.

  O que devemos entender é a necessidade. Quanto mais a seleção jogar e destruir o torneio que for agora, menos problemática será a situação em 2014. Sim, porque o amante da bola tem seu time no coração sempre, mas na Copa do Mundo a seleção precisa estar 100%. Vencendo, convencendo, empolgando e goleando. O que precisamos acreditar - e ver - é que cada jogo nos deixa uma história que não é esquecida por Mano Menezes. Para o mal ou para o bem.


  Quem não se lembra da voadora de Hernanes contra a França? Da  paçocada do André Santos contra a Alemanha e do cochilo do Douglas contra a Argentina? O Mano também não esqueceu do migué do Marcelo. Geladeira para a marra e a volta em grande estilo. Bom para a seleção. Hernanes pôde voltar também, todos são passivos de erros e a qualidade do polivalente é inegável. André Santos e Douglas têm seus poréns.

  E é nesses poréns que quero chegar. As oportunidades aos concorrentes. Oportunidades que vão, aos poucos, moldando o grupo e fazendo com que cada um vá cavando sua vaga - pela qual é preciso lutar para se manter também. Oportunidades que só são possíveis com mais e mais jogos.


  Contra a Argentina, Bruno Cortêz justificou uma próxima - e muito mais que provável convocação. A dezesseis, por hora, é sua. Hulk mostrou que dá profundidade e variáveis táticas a equipe e se firma na disputa no ataque.


  Como é bom ver Ronaldinho tomando conta do meio-de-campo. Consciente de que as pernas pesam, de que não é mais possível arrancar como outrora, ele se torna o meio-campista idealizado em Paulo Henrique Ganso. O jogo contra a Argentina teve Rômulo e Danilo bem. Em algum momento, lá atrás, Luiz Gustavo foi acionado e agradou. Fernandinho dá boa dinâmica ao meio, apesar de não ser unanimidade. Dedé se firmou no grupo dos quatro beques, Jéfferson deve tomar a vaga de Júlio César depois da partidinha que fez contra o México.


  Vê? Todos esses "detalhes" construídos à base de amistosos. É importante treinar a capacidade contra os grandes, adversários constantes nas fases agudas, e contra os pequenos, que volta e meia produzem surpresas.

  Se não há eliminatórias, que venham amistosos. Que venha o Gabão!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O passado, o presente e o medo

  Enfim, a crise chegou no seu auge. Tanto se falou que nas categorias de base estão aparecendo mais defensores para serem vendidos, tanto se percebeu a mudança de característica do jogo dos clubes, qual não foi a crítica pela falta de talento da seleção brasileira na última Copa.

  Faltou opção, agora não há nem titular...

  A lógica - se ela realmente existe - colocaria, de forma até óbvia, Ronaldinho e Kaká armando a seleção. Por suas razões, eles não são mais soluções. Ordens de cima e chegou Mano Menezes. Ponderado, positivista, ofensivo, e o mundo acreditando. Renovação...

  Paulo Henrique Ganso, nome certo para armar o time, foi esperado e decepcionou. Philipe Coutinho parece que ainda não madurou, Douglas não foi perdoado pelo erro fatal contra a Argentina, Hernanes quis imitar Anderson Silva e alimentou a sina que o persegue. Jádson provou... que pouco pode oferecer, Fernandinho... bem, já dá para perceber que a lista é grande e tende a crescer. A crise silenciosa que atacava a seleção aos poucos, hoje nos deixa sem ataque. A seleção não possui uma jogada sequer!


  O mais agravante de tudo são as circunstâncias. No momento em que não temos um centro-avante consagrado (Luís Fabiano ou Adriano) a disposição, o mundo já está mais do que acostumado com apenas um homem na armação - lembre-se que nosso último título mundial foi conquistado com três beques e um só meia: Ronaldinho. Além disso, a moda de jogar com pontas voltou. Como óbvia consequência no futebol moderno, aliado  ao fato de as seleções terem pouco tempo para treinos, não há entrosamento e nossos jogadores perigosos ficam afastados da área.

  O sinal de alerta está aceso. Mais do que isso, se fechar, pode não reabrir e teremos que enfrentar mais 24 anos de fila, até ganharmos ao estilo Parreira. Desespero? Precipitação? Olhem para o futuro. Procurem meias nas seleções de base.

  Como disse certa vez a atriz Regina Duarte: eu tenho medo!

quarta-feira, 30 de março de 2011

A implosão de Luxemburgo

  Vanderlei Luxemburgo. Treinador de futebol vitorioso, multi-campeão.

  Vanderlei Luxemburgo. Desde a boa, apesar de curta, passagem pelo Real Madrid, trabalhos contestadíssimos por onde passou. E lá se vão mais de cinco anos... no Santos, teve a cara-de-pau de colocar Mestre Neymar e o menino-Ganso no banco. No Palmeiras, o caro e ousado projeto de montar uma equipe jovem e vencedora ruiu. No Atlético, bem... metade de Minas Gerais ainda tem Luxa na garganta.
 
  Caiu uma tal equipe  rubro-negra no seu colo. Nunca um time fez tão bem a um técnico. E que sorte deu Luxemburgo! Após o polêmico período do "império do amor" e um segundo semestre de paz ano passado, caíram sob seu comando os pouco talentosos Thiago Neves e Ronaldinho. Para começar o ano, a conquista do primeiro turno do campeonato carioca, jogando o para o gasto.

  Vanderlei Luxemburgo parece não valorizar a chance que o destino deu para seu talento. Está provocando uma futura implosão no Clube de Regatas Flamengo, na Gávea, Rio de Janeiro.

  Tudo começou quando a comissão técnica do clube foi remoldada ao bel-prazer do agora manda-chuva rubro-negro. Desenrolou-se com a insistência em recusar Adriano - que cairia como uma luva no atual esquema de jogo. Agora, Luxemburgo consegue a façanha de rebaixar para o time sub-20 uma das maiores revelações do clube nos útimos anos: pois é, Negueba não faz parte dos planos primordiais do treinador.

  Qual será o próximo capítulo? Ser eliminado da Copa do Brasil, da qual é favorito? Perder o praticamente ganho campeonato carioca? O "jogar para o gasto" passar para o jogar mal?Barrar Ronaldinho, por aparecer mais que o técnico? Rebaixar o muito promissor Diego Maurício?

  Espere e verás. Com ou sem o atual professor...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Curtinhas

  Após a heroica vitória da Internazionale sobre o Bayern - desperdício de oportunidades dos alemães na primeira etapa - que classificou os italianos às quartas-de-final da UEFA Champions League, o jogo de destaque de hoje é Real Madrid x Lyon.

  Cristiano Ronaldo estará em campo, apesar de não ter se recuperado 100% da lesão muscular no bícepss femoral esquerdo - até lesão do avante pop é diferente das outras - e deverá, mesmo assim, contribuir para a encaminhada classificação dos madrilenhos.

Porque encaminhada?

  Apesar de ter empatado no primeiro jogo por 1 x 1, este gol fora-de-casa provoca a necessidade do time francês se expor, pois o empate em zero classifica o Madrid. Na última temporada, as equipes se enfrentaram na mesma fase, e a vitória francesa no primeiro jogo deu muita confiança aos jogadores, que avançaram na competição com empate no Santiago Bernabéu. O fator Mourinho está, também, cada vez mais presente no clube merengue. Chelsea confirmará sua classificação contra o Copenhagen paralelamente.
Os dois jogos acontecem às 16:45h, horário de Brasília, com transmissão dos canais ESPN.

Por aqui...

  Renato Gaúcho diz que possibilidade confirmada por ele de assumir o Fluminense não passou de uma brincadeira. Cuidado, Renato. Arrependimento não é trote. #Fail

  Técnico do Colo-Colo não conhece Ganso. "Eles vão conhecer o Ganso" foi o que disse Mestre Neymar, esquecendo que o amigo está apenas voltado de grave lesão no joelho e que o jogo é fora de casa contra um arrumado time do bom futebol chileno. #Moicanoemarra4ever

  Jogadores do Flamengo dizem que STJD está tirando a autoridade do árbitro. Discordo. Está tirando a do delegado. O carrinho em Ricardo Berna não foi passível de cartão vermelho. É passível de Boletim de Ocorrência; jogada criminosa. Acusação de tentativa de homicídio doloso, quando há a intenção. #ProntoFalei

Já não era sem tempo...

  Foi aprovada na Câmara dos deputados a medida provisória que libera R$ 968 milhões para o Ministério da Educação. 47 milhões de estudantes serão beneficiados. Segue agora para o Senado.

http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/03/15/camara-aprova-mp-que-libera-r-968-milhoes-para-o-ministerio-da-educacao.jhtm

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Entre incertezas, que vença o melhor

Talvez o clássico mais valorizado dos últimos anos, o primeiro Flamengo x Botafogo deste ano, é válido pelas semi-finais da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca.

A história recente do confronto e o desempenho dos dois times neste ano deixa seus respectivos torcedores ressabiados. Se antes, o time rubro-negro era empurrado por sua torcida nos momentos decisivos e assim ganhou as finais de 2007, 2008 e 2009, no ano passado, o time de General Severiano foi frio, vencendo os dois turnos após a chegada de Joel Santana.


O Flamengo passou por uma pequena reformulação entre o fim do ano passado e o início deste. Jogadores que não vinham agradando dispensados, como Corrêa, Kleberson e Toró deram vez a contratados famosos como Thiago Neves e a estrela da compania, Ronaldinho. Do lado alvinegro, após uma belíssima campanha na última temporada, o time foi encorpado com jogadores menos badalados, mas que deram qualidade a setores outrora carentes, como os laterais Lucas e Márcio Azevedo e o volante Arévalo.

Ao longo dos anos, foi comum vermos um favoritismo explícito para algum dos lados. Este, fica marcado pela incerteza que ronda a cabeça de todos, afinal, apesar da classificação conquistada de forma segura, os times não passam confiança a seus torcedores. O Flamengo vem de um 3 x 0 sobre o desconhecido Murici, pela Copa do Brasil, após um apagão no primeiro tempo. Ronaldinho ainda não está na forma física ideal, procurando evoluir a cada jogo, assim como Thiago Neves. Deivid vem marcando gols, mas ainda causa desconfiança nos torcedores. Os volantes parecem acomodados, principalmente Maldonado, que já foi um dos melhores do mundo, na posição. Mas o grande problema encontra-se na lateral esquerda. Com a fragilidade de Egídio, o beque Ronaldo Angelim tem sido utilizado na posição, contando com o auxílio do meia Renato Abreu.

O Botafogo mostra-se com mais vocação ofensiva do que na última temporada, com a boa fase de Alessandro e Renato Cajá e os apoios de Márcio Azevedo. Porém, o time busca o equilíbrio para a defesa, setor de destaque no ano passado, mas que vêm sofrido críticas, apesar da contratação do veloz zagueiro João Filipe, ex-Figueirense. Tal equilíbrio parecia estar sendo encontrado com Marcelo Mattos e o meia Bruno Thiago nas posições de volantes. O primeiro encontra-se lesionado, o outro suspenso. Estão fora. Assim como o chileno Maldonado, que é dúvida pelo lado rubro-negro, assim como o zagueiro David Braz.

Disposição não faltará aos dois lados do confronto para avançar até a final, para enfrentar o surpreendente Boavista, que passou, ao eliminar, nos pênaltis, o Fluminense. Resta saber num momentos de tantas incertezas, quem pode brilhar. O clássico mais badalado do Brasil promete ser interessantíssimo, quem puder assistir estará fazendo um ótimo programa. Com o fim do horário de verão, o jogo será disputado as 16h, horário de Brasília, e têm transmissão de vários canais da televisão aberta e fechada.

FICHA TÉCNICA
Local: Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ) 
Data: 20 de fevereiro de 2011 (Domingo) 
Horário: 16h (de Brasília) 
Árbitro: Luis Antônio Silva dos Santos (RJ) 
Assistentes: Ricardo de Almeida (RJ) e Eduardo Couto (RJ)

FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Wellinton, David Braz(Jean ou Egídio) e Ronaldo Angelim; Willians e Maldonado; Renato Abreu; Thiago Neves e Ronaldinho; Deivid 
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

BOTAFOGO: Jefferson; João Filipe, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Arévalo(Rodrigo Mancha), Somália e Márcio Azevedo; Renato Cajá; Herrera e Loco Abreu 
Técnico: Joel Santana

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O mundo ganha um gênio e o gênio ganha um sósia

Macaé, meados de 1999, primeira série do ensino fundamental. Nova escola, e aquele neguinho dentuço vai conquistando a simpatia das pessoas, vai se tornando conhecido e amigo de muitos em sua redoma de alegria. Tudo corria bem, mas um outro dentuço, cerca de 10 anos mais velho, mudaria sua vida, sem a menor intenção.

"Olha o que ele fez, olha que ele fez, olha o que ele fez!" berrava Galvão Bueno quando Ronaldinho, somado à alcunha de Gaúcho, com 3 minutos em campo, dava um lindo lençol no beque venezuelano, estufava as redes do goleiro e corria para dar seu soco no ar, explodindo de felicidade. Pronto, a vida do tal menino macaense mudaria para sempre.

Dia seguinte, e a rotina chegou a ser engraçada: "Felippe, vi você na tv ontem!", "Felippe, vi você na tv ontem!"; ao chegar para o treino de basquete: "Ronaldinho, o que você tá fazendo numa quadra de basquete?". Pronto, o mundo ganhava um gênio e o gênio ganhava um sósia.
Igualmente ávido por bola nos pés, Felippe seguia sua rotina diária de comparações, risadas, aulas e peladas nos recreios da vida. E sempre que Ronaldinho aparecia, lá vinham mais conhecidos a comparar. Com certa razão... razão que se perdia quando o que se comparava era a técnica entre ambos. Uma covardia, uma vez que o Gaúcho teve muito mais sorte na vida.

Os anos se passavam e naquela crescente redoma do menino, ele ficava cada vez mais conhecido, por sua simpatia e cada vez mais inesquecível, por sua semelhança física com o famoso jogador. Mesmo quando transferiu-se e acabou escondendo-se na França(e curtiu muito, imagina-se, as noites na Cidade-Luz), no coração dos brasileiros, a magia futebolística de Ronaldinho Gaúcho não se apagara.

Após um certo tempo longe das câmeras, Ronaldinho re-aparece com cabelo a altura dos ombros. Um susto, a princípio, mas uma idéia que seria imaginada provavelmente pela mãe do macaense, e aceita com tempo pelo menino. Ok, vamos lá! Sem cabeleireiras ou produtos franceses, sem dinheiro, sem convicção e sem noção, aquele pequeno black-power se destaca naturalmente na multidão, até ter volume para cair, e com o ganho de altura e de convicação, se tornar proporcional.

A semelhança com Ronaldinho fez de Felippe alguém facilmente identificável, mas o colocou em situações minimamente estranhas. Como quando, após muitos anos insistindo com os pais, finalmente, aos 13, conseguira entrar para uma escolhinha de futebol. Com poucos meses de treino e nenhuma malícia, fazia parte da equipe que disputaria um "quase-campeonato" em Rio Bonito. Destro, sem malícia e novo no grupo, reza a lenda que sua escolha para ser o lateral esquerdo da equipe pelo técnico fora, em muito, por sua esperançosa semelhança com o craque do Paris Saint-Germain.

Em 2002, pentacampeonato na Coreia do Sul-Japão. A justamente subestimada equipe de Scolari chega com Rivaldo, Ronaldo, Roberto Carlos e um Ronaldinho que quase marcaria do meio-de-campo, no início do primeiro jogo, contra a Turquia. Apesar disso, Ronaldinho seria um excelente coadjuvante ao brilho da dupla de ataque, mas ganharia destaque eterno no jogo contra a Inglaterra, pelas quartas-de-final, quando marcou um gol antológico, deu uma assistência monumental e foi expulso. O nome do jogo.

Do outro lado do mundo, quantas vezes Felippe não teve de ouvir: "pô, foi expulso ontem", "deu mole!"... e o menino apenas ria, nunca se incomodou om a comparação com seu ídolo. Sim, se títulos geram ídolos, uma Copa confirma o lugar no Olímpo para aqueles que lá venceram. Imagina-se que naquele momento, que seria seguido de uma transferência para o mítico Barcelona, Ronaldinho conquistara muitas crianças, muitos meninos, meninos como Felippe, que admiravam e muito sua magia.

A essa altura, muitos dos conhecidos de Felippe não sabiam o nome do macaense. Comentava-se o nome, e a expressão de interrogação aparecia, dizia-se Ronaldinho e lá vinha a compreensão de todos. Inclusive um dos melhores amigos do sujeito, não o identificava pelo nome de batismo.

Anos de intenso brilho em Barcelona e de ligieiras mudanças estéticas em Macaé, afinal, os anos passam e as pessoas crescem. Mas a admiração das pessoas pelo craque não muda, e o novo batismo já havia sido consumado.

Diz um tio de Felippe que Ronaldinho "conheceu o outro lado", referindo-se as baladas corriqueiras nas carreiras de jogadores de futebol, e que isso pode ter provocado tamanho declínio a partir de 2007, provocando inclusive uma transferência para o Milan e ausência na lista de jogadores convocados para a Copa da África do Sul. Obviamente, perguntava-se sempre a Felippe o que tava acontecendo com ele, se ele tava bem na Europa, se precisava de algo. É, pois é.

Incrível, como os esmasmos de gênialidade que Ronaldo de Assis Moreira dava, impediam qualquer um de diminuir a hipnose quando ele estava em campo.

Até que Ronaldinho quis voltar a jogar no Brasil. Pronto, o circo estava armado. A tranferência mais polêmica da história do futebol brasileiro, incluíndo um leilão promovido por seu irmão-empresário-cobra Roberto, entre Palmeiras, que teve aval de Assis para dar a tranferência como certa; Grêmio, que chegou a organizar festa com caixas de som no estádio Olímpico para receber de volta seu filho; e Flamengo, que ficaria com o astro a partir da temporada 2011. E toda a torcida anti-flamenguista de nada adiantou. ídolo vestiria sim a imunda camisa, aos olhos do alvinegro-estelar macaense Felippe. Já com quase 20 anos, ele entende, mas sente a estranheza de ver seu ídolo-espelho mudar-se para o lado do mal. Ouviu e ouvirá muito ainda, sempre rindo a toa. Mas como o próprio Felippe disse: "Azar do HOMI, que terá(...) milhões de inimigos naturais. Não que a idolatria tenha mudado(...) Então explodam todos juntos. Nunca será tarde, Ronaldinho. Os homens de boa vontade o esperam a qualquer momento na terra de paz.
Amém.