Mostrando postagens com marcador Muricy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Muricy. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de agosto de 2011

Como avaliar um técnico?


  Já adianto que não pretendo e que provavelmente não responderei a pergunta-título. Mas a verdade é que sempre questiona-se, critica-se o trabalho e o valor do treinador de futebol, basquete, vôlei ou ginástica olímpica.

  Felipão é bom. Ganhou a Copa. Mourinho é bom. Ganhou quase tudo. Bernardinho é bom. Liderou a caminhada do país rumo ao topo do vôlei. Será que são os títulos que fazem um comandante ser considerado simplesmente bom ou ruim? Será que Cuca é tão ruim assim? Será que o fato de já ter tirado Goiás e Fluminense de rebaixamentos certos não lhe põe como um grande? Será que Maradona não tem jeito? E Dunga? Como classifiicá-lo? Dois títulos, resultados expressivos contra grandes seleções e o "fracasso" na África do Sul. Ele é bom? Promissor? Ruim? Muito ruim?

  Por vezes, a análise se contrapõe a fase do profissional: Luxemburgo foi tido como um dos melhores do mundo durante quase uma década, resultado de cinco campeonatos brasileiros conquistados. O tempo passou, seus troféus mais recentes são estaduais, e o querido Luxa não presta mais. Quem confia no homem? O time que comanda está invicto no campeonato, e seus créditos continuam lá em baixo...

  É, parceiro. É complicado. Que tal um exercício de reflexão: no brasileirão são 20 times, nos estaduais, normalmente um pouco menos. A Copa do Brasil então... mas vencedor é sempre um. Devemos então avaliar um técnico apenas por suas voltas olímpicas? Ou é o contrário? Bons são aqueles que sobrevivem na selva, que tiram leite de pedra com frequência, os salvadores da pátria, como Joel Santana. Ou não é nada disso, técnico merecedor de salário astronômico é só o Muricy, que papa tudo que vê pela frente? E o trabalho de longo prazo, existe? Com ele, Adílson se deu bem no Cruzeiro. Sem ele...


  Mano Meneses produziu grandes feitos, como o de ser o primeiro técnico eliminado da Libertadores, com o Corinthians, sem deixar um legado de crise para o resto do ano. Está na seleção, cometeu erros, acertos, tem suas preferências, foi eliminado da Copa América da forma como sabemos. Mano ficou ruim de uma hora para outra?

  Me desculpe pelo excesso de filosofia, mas são elas, as perguntas que nos fazem evoluir, e é com elas que devemos caminhar para opinarmos, pensarmos e afirmarmos quem deve ser o próximo "professor" do time para o qual cada um de nós torce...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Muricy queimado

  Desde o fim do Fla-Flu de ontem, Muricy Ramalho não é mais treinador do Fluminense. A notícia é velha, a repercussão será longa.

  Muricy assumiu o cargo no ano passado após uma conturbada e demorada negociação com o tricolor das Laranjeiras e conduziu a equipe ao festejadíssimo título do Campeonato Brasileiro, mesmo com o elenco sofrendo com inúmeras lesões. O título foi o quarto do treinador, em cinco anos. Muricy colocou-se no mercado como solução para qualquer clube do Brasil.

  O pedido de demissão consolidado ontem, mas que já vinha amadurecendo há dias na cabeça do técnico, não convenceu ninguém, apesar de o motivo ser mais do que justo: ter uma estrutura sólida, a qual o Fluminense está a anos-luz, é indispensável para que o trabalho vencedor tenha continuidade. Que digam os opostos São Paulo, de muito sucesso na última década e o Flamengo, que apesar do título nacional de 2009, terminou o campeonato seguinte na parte de baixo da tabela.



  É muito saudável para Muricy que a situação esteja esclarecida o quanto antes, mesmo que o motivo predominante para a decisão tenha sido a proposta milionária que o treinador receberá do Santos nos próximos dias.

  O caráter com o qual gere sua carreira não permite tamanha falta de convicção. É melhor assumir a preferência por dinheiro - o que não é crime algum - do que ter sua magnífica carreira manchada pelo acontecido.

  Muricy é um excelente treinador para competições de longa duração, por exigir sempre 200% dos atletas durante os treinamentos. Em competições curtas e de mata-mata deixa a desejar. Em relação a isso, o prejuízo ao Fluminense na Libertadores - o time já está praticamente eliminado - é administrável, apesar de o Campeonato Brasileiro desse ano ter maiores chances de ser vencido com o "Mister-Brasileirão".

  Tudo isso é pequeno, é controlável, resolve-se ali na frente. Mas a situação estranha até demais não será esquecida, ainda mais imaginando a mais que provável apresentação do atual treinador campeão brasileiro na baixada santista. Muito em breve...

Enquanto isso...

  No mais que provável destino de Muricy, o presidente Luís Álvaro vai brincando com o fraquíssimo Paulo Henrique de renova-não renova contrato. Pode perdê-lo a preço de banana em julho.

#Fail

  Falando dos conflitos no Oriente Médio e norte da África, a imprensa nacional vem citando rotineiramente a OTAN - Organização do tratado do Atlântico Norte como a "Organização do Ocidente". Esquecem que o ocidente é muito mais que Europa ocidental e América do Norte.