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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Que fase. Que merda

 Pra lá de exóticas interpretações dos hinos.


  Refletores problemáticos.

 Depois de terem inventado um Superclássico somente com jogadores em atividade no Brasil e na Argentina. Grotesco. Nada dá certo no que envolve a seleção. Nada.

  Mano ainda me escala Thiago Neves, ultimamente melhor jogando aberto, como armador único. Time com três volantes e sem centro-avante.

  Até imagino boas perspectivas para daqui a um ano, três, mas, olha...

  Que fase. Que merda...


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ainda não chocaram


A granja formada por Alexandre Pato e Paulo Henrique Ganso já não gera lucro e está próxima de ter que acontecer um abate. O título desse texto poderia ser “ainda não jogaram”, porque, até hoje, não tivemos atuações de gala na seleção por parte deles. Era mais que esperado. O que a mídia criou em torno dos dois foi e é prejudicial às suas carreiras. Claro que ainda são jovens, ambos têm 22 anos, mas a busca do futebol brasileiro por novos ídolos acabou em queimá-los precocemente. Não corresponderam. Mas, infelizmente, ainda há esperança. Para analisarmos a situação, vamos começar falando do garoto de Pato Branco.

Alexandre Pato é o menino prodígio do futebol brasileiro desde 2006, quando surgiu no mundial de clubes da Fifa pelo Internacional. Na partida da semifinal contra o “poderoso” Al-Ahly, o ainda desconhecido Pato fez um lance aplicando um chapéu em um adversário e ainda marcou na vitória por 2x1. Pronto. O jogador estava apresentado ao mundo e seu cartão de visitas o valorizara de forma impensável em apenas um mês. Depois de um ano no Internacional, ele foi contratado com grande expectativa pelo Milan. Até hoje, não alavancou. São 14 lesões no currículo e uma fraca média de 0,4 gols por partida. Um número baixo para um jogador que era cotado a ser o novo camisa nove da seleção brasileira. Tudo bem, também não é tão ruim assim. Mas na seleção...


Na seleção principal são 21 jogos desde 2008 e apenas sete gols. Uma prata e um bronze com a seleção olímpica e um título da Copa das Confederações. Todos como reserva. É só isso? Só foi realmente decisivo nas categorias Sub-20 e Sub-23? Como ainda podemos depositar esperança em um jogador desses? Só porque, em tese, ele é “bonitinho”, bom moço, namora a filha do presidente do clube em que joga, já casou com global, tímido, não sabe falar direito e tem a língua presa? Já são seis anos esperando. Êta diamante (leia-se ovo) duro.

Já o Paraense do clube santista tem uma história diferente. Vindo ainda jovem do norte do país com o sonho de jogar com a camisa que Pelé vestiu, ele conseguiu. Mas não faz por merecer há tempos. A necessidade de um camisa dez no futebol brasileiro fez com que a mídia transformasse o jovem no tal. Companheiro de Neymar, dono de um passe de qualidade e técnica apurada e jogando com a dez do Santos. Pronto. Estava ali o que todos queriam, um “novo último romântico do futebol”. Mas não é bem assim. 

Apesar do tri-paulista, Copa do Brasil e Libertadores, Ganso não teve sempre um papel decisivo e vem sendo ofuscado por Neymar. Só “surfa na onda”. É visível a diferença da qualidade dos dois. Ganso é só mais um armador brasileiro. Ainda lhe falta velocidade, tranquilidade, menos vaidade e muita, muita experiência. É um maestro sem batuta. Só jogará por música quando parar de ouvir “Eu quero thcu, eu quero tcha” e passar a ouvir música de verdade.


Assim como Pato, Ganso vem tendo muitas lesões e está em uma fase pouco produtiva em seu clube. Vê seu “lugar” na seleção muito bem ocupado atualmente por Oscar. Está definitivamente ameaçado (que bom), assim ele pode correr atrás do tempo perdido e mostrar que merece vestir a “amarelada”. Apesar das oportunidades em propagandas, suas seguidas declarações sem fundamentos geraram polêmicas envolvendo sua transferência para outros clubes e prejudicaram sua imagem, que já não era tão carismática. Falta-lhe muito chão e sabedoria. Talvez, se soubesse trabalhar sua imagem como deveria, seria ainda melhor “maquiado”.

 Enquanto Ganso ouvir o “Tchu tcha tcha”, romântico nunca se tornará. Enquanto Pato for manchete por fazer coração com a mão e namorar, artilheiro do amor e novo Vagner Love virará. Enquanto esses ovos de aves não chocarem (nos dois sentidos) e continuarem a correr atrás das galinhas, decepcionado o ainda esperançoso ficará e campeão o Brasil nunca será. Desculpe os amantes dos dois, mas a verdade (ou ilusão, leia como preferir) tem que ser dita. Quem sabe achamos coisa melhor em outra granja.


sexta-feira, 15 de junho de 2012

Compartilham das nossas paixões?

Qual o tamanho do vôlei? Não, você não começa a ler um pedido desculpas por poucos posts deste esporte neste blog. É que acabei de ver a linda da Sheilla, da seleção brasileira, e me veio à cabeça o papo com o Pedro Bial, certa vez: "o esporte é supervalorizado!", disse o jornalista das espiadinhas. E prosseguiu com palavras que, naquele momento, não me fizeram concordar ou contrariar, apenas as guardei e vivi a refletir, desde então.


Foi um papo espontâneo, rápido, luxuoso, mas não-exclusivo, há pouco mais de um ano, com o esporte da  bola que não pode cair já mais do que soberano nos corações brasileiros como "a segunda paixão". Basqueteiro que é, lembrou que a laranja é mundial, e que somente no Brasil o vôlei é febre. Aquilo mexeu comigo. Depois de quase uma década de hegemonia, teria eu descoberto que estamos sobre um mar de nada?

Na hora, até pensei: "Itália? Estados Unidos? Cuba?" Não seriam estes "países do vôlei"? Bem, podem até ser, mas nada que se compare ao nosso fanatismo futebolístico.

Atenção: não estou aqui tomando como verdade absoluta o que poderia ter sido um papo de bar. Nosso querido Bial não fez um estudo - até onde sei - para tais comentários. Apenas considero interessante dimensionarmos qual bola nos é mais importante e qual é mais jogada mundo afora.

Interessante que os ídolos do basquete estão todos em um único país. Refletem uma histórica soberania em suas jogadas, roupas e comportamentos e espalham fanatismo por todo o planeta. No vôlei, nós conhecemos nossos Gibas. Mas será que o mundo conhece o italiano Fei? O fenomenal cubano León? O destruidor sérvio Milosevic? O inesquecível levantador americano Lloy Ball?

Bem, acho que a espiada do Bial estava certa. O que, sejamos sinceros, pouco influencia na nossa torcida para que o Brasil traga a medalha de ouro das Olimpíadas de Londres nas quatro chances do vôlei e nas duas do basquete também. Se bem que... bem: a torcida vai ter que ser muito, muito, muito maior para que a bola laranja saia ao menos bronzeada na volta para o Brasil. Ironia?


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Momento feliz - onde está?


  No dia 20 de Junho de 1970, véspera da final da Copa do Mundo de futebol do México, Carlos Drummond de Andrade publicou no outrora glorioso Jornal do Brasil:

O Momento Feliz

Com o arremesso das feras
e o cálculo das formigas
a Seleção avança
negaceia
recua
envolve.
É longe e em mim.

Sou o estádio Jalisco, triturado
de chuteiras, a grama sofredora
a bola mosqueada e caprichosa.
Assistir? Não assisto. Estou jogando.
No baralho de gestos, na maranha
na contusão da coxa
na dor do gol perdido
na volta do relógio e na linha de sombra
que vai crescendo e esse tento não vem
ou vem mas é contrário... e se renova
em lenta lesma de replay.
Eu não merecia ser varado
por esse tiro frouxo e sem destino.
Meus onze atletas
são onze meninos fustigados
por um deus fútil que comanda a sorte.
É preciso lutar contra o deus fútil,
fazer tudo de novo: formiguinha
rasgando seu caminho na espessura
do cimento do muro.

Então crescem os homens. Cada um
é toda a luta, sério. E é todo arte.
Uma geometria astuciosa
aérea, musical, de corpos sábios
a se entenderem, membros polifônicos
de um corpo só, belo e suado. Rio,
rio de dor feliz, recompensada
com Tostão a criar e Jair terminando
a fecunda jogada.

É gooooooooool na garganta florida
rouca exausta, gol no peito meu aberto
gol na minha rua nos terraços
nos bares nas bandeiras nos morteiros
gol
na girandolarruagem das girândolas
gol
na chuva de papeizinhos picados celebrando
por conta própria no ar: cada papel,
riso de dança distribuído
pelo país inteiro em festa de abraçar
e beijar e cantar
é gol legal é gol natal é gol de me e sol.

Ninguém me prende mais, jogo por mil
jogo em Pelé o sempre rei republicano
o povo feito atleta na poesia
do jogo mágico.
Sou Rivelino, a lâmina do nome
cobrando, fina, a falta.
Sou Clodoaldo rima de Everaldo.
Sou Brito e sua viva cabeçada,
com Gérson e Piazza me acrescento
de forças novas. Com orgulho certo
me faço capitão Carlos Alberto.
Félix, defendo e abarco
em meu abraço a bola e salvo o arco.

Como foi que esquentou assim o jogo?
Que energias dobradas afloram
do banco de reservas interiores?
Um rio passa em mim ou sou o mar atlântico
passando pela cancha e se espraiando
por toda minha gente reunida
num só vídeo, infinito, num ser único?

De repente o Brasil ficou unido
contente de existir, trocando a morte
o ódio, a pobreza, a doença, o atraso triste
por um momento puro de grandeza
e afirmação no esporte.
Vencer com honra e graça
com toda beleza e humildade
é ser maduro e merecer a vida,
ato de criação, ato de amor.
A Zagalo, zagal prudente,
e a seus homens de campo e bastidor
fica devendo a minha gente
este minuto de felicidade.


Com o presente, Drummond, qualquer semelhança...

...é inexistente.

sábado, 1 de outubro de 2011

O personagem da semana

  Já era imaginado que, podendo ser convocados apenas jogadores que atuam no país, ele estaria presente. No primeiro jogo ele não entrou. Porém, no segundo duelo válido pelo Superclássico das Américas, Cortês - ou Cortez, ou até Bruno Cortês - foi simplesmente o melhor do jogo.

  Pode parecer pouco, considerando o nível técnico do time adversário, mas Cortês foi um dos que fizeram do amistoso útil para Mano Menezes. Iniciou a jogada dos dois gols, apoiou, marcou(mesmo sem tanta qualidade, o que lhe é característico), driblou, chamou a responsabilidade. Foi importantíssimo. Fez a camisa seis pesar, mas para o adversário, depois de um longo tempo... Bruno deve estar na próxima convocação, que poderá contar com jogadores do exterior. Ele, o volante vascaíno Rômulo e Réver - melhor que Dedé nos dois jogos, devem ser as "surpresas" da lista.

  É muito legal parar para analisar o Cortês. Sim, muito já foi dito sobre ele. E sim, é sempre bom rever e pensarmos que o mundo é muito mais dos esforçados do que dos gênios. Aos vinte e quatro anos, ele passou do mínimo Goytacaz para o Nova Iguaçu, chegou ao Botafogo e à seleção. Humildade, simpatia, velocidade, cara-a-tapa, Cabelo. Carisma, quanto carisma. E um salário de quatro mil reais...

  Está obtendo renovação para passar a receber salário digno de um jogador de seleção, digno de melhor do país em uma posição extremamente carente.

  É bem possível - diria até provável - que este figuraça não alcance o nível alto na Europa. Mas de qualquer forma, é uma figura rara no meio esportivo. No meio humano.

  Cortês é a prova viva de que o sucesso e a fama não precisam vir acompanhadas de soberba, prepotência, nariz em pé, arrogância, e etc.

  Bruno nos ensina que a vida pode ser ao mesmo tempo bem sucedida e rica de valores.


                                         Parabéns, Bruno Cortês. O ousado.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O passado, o presente e o medo

  Enfim, a crise chegou no seu auge. Tanto se falou que nas categorias de base estão aparecendo mais defensores para serem vendidos, tanto se percebeu a mudança de característica do jogo dos clubes, qual não foi a crítica pela falta de talento da seleção brasileira na última Copa.

  Faltou opção, agora não há nem titular...

  A lógica - se ela realmente existe - colocaria, de forma até óbvia, Ronaldinho e Kaká armando a seleção. Por suas razões, eles não são mais soluções. Ordens de cima e chegou Mano Menezes. Ponderado, positivista, ofensivo, e o mundo acreditando. Renovação...

  Paulo Henrique Ganso, nome certo para armar o time, foi esperado e decepcionou. Philipe Coutinho parece que ainda não madurou, Douglas não foi perdoado pelo erro fatal contra a Argentina, Hernanes quis imitar Anderson Silva e alimentou a sina que o persegue. Jádson provou... que pouco pode oferecer, Fernandinho... bem, já dá para perceber que a lista é grande e tende a crescer. A crise silenciosa que atacava a seleção aos poucos, hoje nos deixa sem ataque. A seleção não possui uma jogada sequer!


  O mais agravante de tudo são as circunstâncias. No momento em que não temos um centro-avante consagrado (Luís Fabiano ou Adriano) a disposição, o mundo já está mais do que acostumado com apenas um homem na armação - lembre-se que nosso último título mundial foi conquistado com três beques e um só meia: Ronaldinho. Além disso, a moda de jogar com pontas voltou. Como óbvia consequência no futebol moderno, aliado  ao fato de as seleções terem pouco tempo para treinos, não há entrosamento e nossos jogadores perigosos ficam afastados da área.

  O sinal de alerta está aceso. Mais do que isso, se fechar, pode não reabrir e teremos que enfrentar mais 24 anos de fila, até ganharmos ao estilo Parreira. Desespero? Precipitação? Olhem para o futuro. Procurem meias nas seleções de base.

  Como disse certa vez a atriz Regina Duarte: eu tenho medo!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

4-2-3-1. Porquê?

  Pois é. Depois do clássico 4-2-2-2 e do 3-5-2, o esquema tático da moda no futebol é o 4-2-3-1. Mas qual o motivo de tanto fascínio por um esquema? O que está por trás desse modismo? Ele veio para ficar? Respondemos aqui.

  A primeira lembrança é daquela França que vinha muito mal das pernas na Copa de 2006, mas melhorou e avançou até a final contra a Itália quando Raymond Domenech mudou o esquema de jogo. Do meio para frente: Makelele e Viera; Ribery, Zidane e Malouda; Henry. Um maestro regendo os azuis, muita velocidade com os meias externos bem abertos e Henry muitas vezes em posição irregular, sempre no limite da linha de zaga adversária.

Thierry Henry foi o centro-avante
perfeito  para a França em 2006
  Na última Copa o que mais se viu foram os tais cinco no meio. Do eliminado Brasil à campeã Espanha. Jogávamos com um meio-campo "em escada": Robinho pela esquerda, próximo a Luís Fabiano, Kaká centralizado e Elano mais atrás, pela direita, acompanhando Maicon. Felipe Melo era segundo volante, pela esquerda. A Espanha de raros gols só encaixou sem Fernando Torres, Com Villa de centro-avante, Iniesta, pela esquerda, Xavi pelo meio e Pedro pela direita.

  Há algumas variáveis nessa já difundida tática. Um dos times que utiliza isso no Brasil, o Botafogo tem dois volantes bem avançados, o que naturalmente "empurra" ao menos um dos meias adversários para trás. Para isso, os ótimos Marcelo Mattos e Renato têm muito vigor físico, marcação forte e uma qualidade impressionante no passe. Em contrapartida, a ausência de uma referência dentro da área reduz o repertório do time: Só Elkeson vem se destacando na parte ofensiva. O fato de Herrera não ser e não saber fazer o papel de pivô faz com que Maicosuel não tenha referência à frente e a marcação sempre dobre sobre ele ou outro meia externo. Os laterais também não têm para quem cruzar. Os torcedores alvinegros rezam pela volta de Loco Abreu, para que Caio Júnior possa consolidadar seu time com os meias externos próximos do meia central, ao contrário da França-2006.

Herrera não consegue ser a referência que
Loco Abreu costuma ser no ataque alvinegro
  Os exemplos mais bem-sucedidos de 4-2-3-1 pelas terras tupiniquins são os times de Mano Mezeses: Grêmio e, principalmente, Corinthians. Com Mano, pela primeira vez o Timão foi eliminado da Copa Libertadores e não foi instaurada uma crise no Parque São Jorge, tamanha era a lucidez da equipe. A melhor versão daquele Corinthians tinha Felipe, Alessandro, Chicão, Wiliam e André Santos; Elias e Cristian; Dentinho, Douglas e Jorge Henrique; Ronaldo. Um time que fazia do estreito Pacaembu um campo onde a vitória era praticamente certa. Ataque em bloco, apoio duplo pelos dois lados(Alessandro/Dentinho por um lado e André Santos/Jorge Henrique muito fortes pelo outro), Elias aparecendo com muita eficiência como elemento-surpresa e um tal de Ronaldo na frente...

  Percebe-se na seleção brasileira a tentativa de implementação do mesmo sistema tático, até pela ausência de meias que dominem a armação da equipe, como em outros tempos. Porém, a falta de tempo para treinamento(o trabalho nos clubes é a longo-prazo) dificulta muito para que os volantes avancem no terreno, Paulo Henrique Ganso encontre sua posição no campo - nem tão perto dos meias externos, nem tão longe dos volantes -, Neymar e Robinho(ou outros que mereçam) ocupem os espaços e o centro-avante - posição crucial no esquema - saber que precisa dar profundidade à equipe. Em outras palavras, ser pivô para todo o time(fazer a equipe jogar, rodar) em certos momentos, acelerar quando a marcação pede que os homens de trás usem lançamentos e abrir espaço para, principalmente Ramires, ser surpresa no ataque. Sem comparações técnicas, e sim táticas, ser o que Ronaldo era para o Corinthians ou comportar-se como Henry, nos lançamentos de Zidane. Essa é a função de Pato. Taticamente, Fred é melhor opção. Taticamente...

Apesar de não ser melhor na técnica,
 Fred pode ser mais útil do que Pato à seleção
  Mano Menezes tenta utilizar o esquema que o mundo inteiro usa, o esquema tático que mais jogadores colaboram defensivamente, que melhor distribui jogadores em campo. Talvez o melhor esquema para a seleção, mesmo. Porém, tantas variáveis, tantas peculiaridades demandam um período de tempo que pode não existir, tratando-se de torcida brasileira(a Espanha não convencia no início dos trabalhos). Cabeça de Mano Menezes a perigo.

ZzzZZz Futebol Clube

Foto: AFP
Hoje tem jogo da seleção brasileira. Em um passado até recente, o evento era motivo para parar o país, todos queriam ver seus ídolos atuando juntos, pois a vitória era garantida, o esperado era o espetáculo. Hoje os tempos são outros, o torcedor encara de outra forma - talvez decepcionado com as últimas campanhas em Copas, 2006 e 2010, talvez pelo futebol nada vistoso apresentado por aquele time que prometia ter um futebol bonito, com jogadas insinuosas e acima de tudo, gols. O futebol apresentado nos últimos jogos chega a dar sono.

A renovação está sendo feita. De maneira correta? Só o tempo irá dizer, mas ele nos mostra resultados que nos levam a crer que na partida de hoje o essencial é a vitória e não o show, o espetáculo. O objetivo é ser eficiente. Nos últimos jogos, raríssimas estão sendo as vezes em que as jogadas de efeito são em direção à meta. As notícias dizem que clubes europeus querem levar Neymar, o que é de se esperar, mas será que com propostas a todo momento, com cifras monstruosas, é possível manter o mesmo foco na competição? E mais, com tudo isso, o futebol apresentado, é para encantar o povo brasileiro ou uma parcela de pessoas que acompanham futebol com outros olhos?
Sempre torci pela seleção, por mais que meu orgulho em relação à canarinho esteja um pouco adormecido, porém, não me sinto atraído a sentar na poltrona e acompanhar a partida. Ainda assim, espero que ganhe e cale os críticos. Não sei os meus motivos para não assistir entusiasmado hoje, deva ser pelos já mencionados ou então apenas perdi a vontade, o gosto. Talvez aquele ''gordo'' faça falta.