sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tudo é passageiro

  Referência feita ao Flamengo. Esculachado, mas nunca entregue. Tudo é passageiro.

  Sorri, abraça, debocha, ensina - e como ensina. Referência feita a André.

  Visível que alguma coisa precisa ser feita - e pelo visto não está sendo feita por Luxemburgo, que parece esperar as coisas voltarem para o trilho normal.

  Enorme a lagoa de pranto já derramado pela perda do seu sangue.

  Não se entende e não se acredita no momento vivido pelo clube.

  Não é aceito, imaginado, que um ser humano professor da vida se foi por ser correto.

  Mas é tudo passageiro. Aprendemos e aprenderemos.

  Com Luxa ou não, uma hora, querendo ou não, o Flamengo volta a briga.

  A tristeza é passageira. A saudade e a nostalgia ficam. Os sorrisos, as palavras, a voz não deixam crer. Não deixam acreditar. Mas a tristeza é passageira. Há de ser!

  É passageira a jornada ruim na temporada, rubro negra.

  É passageira a estada na Terra, amigos.

  Amigo!

  Obrigado por nos manter a sorrir.

  Que seja passageira a má fase.

  Que seja eterna sua lição.

  Amém.

Este blog nunca limitou-se. A única necessidade é ser esportivo/musical. Esta é minha pequena homenagem a um amigo.

Setlist Rock in Rio


     Seria difícil passar essa semana do Rock in Rio sem comentá-lo no blog. Essa semana será de parar o Rio de Janeiro, a cidade e as mídias estarão voltadas para o evento 24 horas por dia. Trago para vocês um setlist de algumas das melhores bandas que vão tocar no evento.


     O Red Hot Chili Peppers de longe é uma das maiores atrações do evento, se não a maior. O grupo não se apresentava no Brasil há 10 anos. Dentre as músicas do pequeno setlist que tocarão - só vão tocar 20 músicas - estará Higher Ground, uma versão da música de Stevie Wonder. Os slaps de Flea e a energia da música com certeza vai tirar muita gente do chão. À la Júnior Lima.


     O Jamiroquai será uma das bandas que mais fará o público carioca dançar. Dentre as músicas do setlist da banda britânica de funk estará Travelling Without Moving. Música do álbum de mesmo ano, de 1996, é um dos grandes sucessos da banda. A versão em estúdio do vídeo conta com um conjunto de metais e flauta. Vale a pena conferir!

     Seguindo na linha funk do Jamiroquai, temos o Maroon 5. O grupo liderado por Adam Lavine certamente abrirá o show com a excelente Moves Like Jagger. Há muito tempo não ouvia uma música tão legal nas paradas da MTV. É uma homenagem ao Mick Jagger e o clipe é sensacional. Música de qualidade e que fica na cabeça. Muito destaque para a participação da grande cantora Christina Aguilera, que ao contrário de Britney Spears e similares, é cantora de verdade. Vozeirão à la Aretha Franklin.


     Radio/Video é uma música do álbum Mesmerize, de 2005, do System of a Down, grupo de metal alternativo experimental que tocará no último dia do Rock in Rio. A música é uma mistura de ritmos, vai do metal ao folk e até pouco de reggae. A harmonia de vozes entre os vocalistas Serj Tankian e Daron Malakian é o grande destaque da canção.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

De novo, não!

  Mais uma vez o atacante (ou eu deveria dizer ex-atacante) Jóbson tem seu nome noticiado, dessa vez em relação direta ao Botafogo. O jogador problemático faltou a uma reunião que tinha o propósito de debater medidas que ajudassem o próprio a ter um futuro que se enquadrasse nos padrões do futebol. E ele não compareceu.

  Atitudes como essa, infelizmente, já se tornaram comuns no currículo do jogador. Com enorme potencial os clubes, mesmo sabendo das indisciplinas, investiram no atleta mas chega uma hora que precisa ter um fim. Um indisciplinado pode contaminar todo um grupo e Jóbson passar a ser mal visto. Até mesmo no Botafogo, que reluta em integrá-lo ao elenco novamente. Gostaria de chegar aqui e dizer que este foi o último episódio mas, sinceramente, acredito que outros ainda virão.

O pensamento que tenho é que ele não quer ser ajudado, não sei se é o vício que não deixa ou a falta de humildade de admitir e encarar a doença. As oportunidades são dadas, muitas não voltam e ele consegue, através de seu comportamento, desperdiçar todas. Não quero passar aqui por uma pessoa sem coração, que se recusa a estender a mão para o próximo. O problema é que as mãos e até os braços já foram estendidos e não houve uma resposta positiva do outro lado ou um gesto de agradecimento.

Prezo pelos clubes que o acolhem e pelo exemplo dado aos mais jovens, o que ele precisa não é mais de uma oportunidade no futebol para mostrar o seu valor como jogador, mas sim um tratamento para mostrar o seu valor como ser humano.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Lulu, O hitmaker

  Em tradução pra lá de simples, hitmaker quer mesmo dizer "fazedor de hits". Alguém capaz de fazer sucessos se multiplicarem. O homenageado desta terça-feira não é hipnotizador como Roberto Carlos, não é "beatle", como bem definiu o Pepê no post de sexta-feira sobre nosso grande Milton Nascimento, não é complexo e rebuscado como Caetano Veloso. Luiz Maurício Pragana dos Santos, nosso valioso Lulu, é, no máximo, polêmico. Polêmico, carismático, eclético, multi-instrumentista, animado, animador, showman... e um dos maiores hitmakers brasileiros.

  Falar de Lulu Santos é esperar gingado no solo alheio, é alimentar um artista que interpreta o lento e o ágil com o mesmo amor. É sentir um poder, uma profundidade enorme na mais simples canção. Aqui, um mágico pout-pourri do MTV Acústico de 2000:


  Já foi dito que Lulu Santos fica melhor a cada cabelo branco que aparece. Dotado de qualidades musicais inesgotáveis, faz de seu ofício diversão. E, natualmente, diverte seu público. Assistam Tim Maia virar boite no Ao vivo de 2004:


  Esta aqui é clichê, xodó, chiclete, o que quisermos. Todos conhecem e todos têm, se não a letra inteira na cabeça, a melodia completa no coração. Quem não se emociona com este solo de abertura?... assim se prova o hitmaker. E esta versão é da época em que ele ainda não havia rompido com Fausto Silva, que limitou seu tempo de tanto que falava:


  Competição dura entre a música que encerra o post e a anterior: qual é melhor? Qual é mais ouvida, mais cantada, mais reproduzida? Mais amada. Mais bonita. Seja o que for que Lulu quis, quando nos deu O último Romântico, foi genial: "só falta te querer, te ganhar e te perder. Falta eu acordar. Ser gente grande pra poder chorar."


  Muitos outros hits marcam esta brilhante - e infinita - carreira, como Popstar, Assim caminha a humanidade, A cura, Um certo alguém, Toda forma de amor, Tudo bem, De repente Califórnia, Sereia, Certas coisas, Tempos modernos, Um pro outro, Minha vida e Tudo com você.

  E você: curte o Lulu? Acha ele um chato? Ama? Que lembranças ele te traz? É possível escolher uma melhor?

domingo, 18 de setembro de 2011

Porque não chamá-los?

"Por favor!"
Muitos jogadores que, talvez estejam esquecidos pela grande maioria e pelo próprio Mano Menezes, podem ser muito úteis na preparação para 2014 e até mesmo para a Copa em si. Já que o assunto da “moda” é seleção brasileira – tendo em mente que é da moda devido à grande preocupação que estamos tendo – vamos analisar a situação. Até agora, 72 jogadores já foram chamados por Mano e nem todos foram realmente testados.
Além desses 72 já chamados, há outros jogadores que ainda podem “dar pro gasto”. Jogadores em ascensão no futebol brasileiro como: Elkeson (Botafogo), Borges (Santos), Willians (Flamengo), Dagoberto (São Paulo), Arouca (Santos), Diego Souza (Vasco), Júnior César (Flamengo), Cicinho (Palmeiras) e Alex (Corinthians). Outros, que não estão em grande fase, como: Kléber (Palmeiras) e Douglas (Grêmio) também podem ser aproveitados.
Jogadores que já foram ou não chamados e que atuam no futebol europeu como: Hernanes (Lazio), Anderson (Manchester United), Luisão (Benfica), Alex (Chelsea), Nilmar (Vilarreal), Rafael (Manchester United), Philippe Coutinho (Inter de Milão), Bruno César (Benfica), Thiago Ribeiro (Cagliari), Jonas (Valencia) deveriam ter mais chances com Mano. Assim como alguns “esquecidos”. São eles: Adriano (Corinthians), (Diego Tardelli), Kaká (Real Madrid), Michel Bastos (Lyon) e Luís Fabiano (São Paulo).
"E aí Mano?"
Opções são o que não falta. A única quase unanimidade que temos é na escolha dos três goleiros: Júlio César (Inter de Milão), Jefferson (Botafogo) e Victor (Grêmio). Não se pode continuar com essa de convocar jogadores depois da fase quando estavam “comendo a bola”. A convocação de Fred agora retrata isso e olha que não come a bola há muito tempo. Thiago Neves sendo chamado agora também é um retrato do criticado “estilo Mano” de convocar.

Ter deixado de chamar Marcelo e continuar a deixar Hernanes e Douglas de fora por erros individuais em jogos demonstra certa falta de maturidade do treinador. Foi como a escolha de Dunga ao levar Júlio Baptista à Copa e deixar Ronaldinho Gaúcho de fora. O R10 tinha quase 15 gols no italiano enquanto Júlio tinha menos de quatro. Totalmente sem coerência (palavra também da “moda” no futebol). 
Então é isso, temos que deixar o homem trabalhar e qualquer coisa chamar os “Mitos do Futebol” Túlio Maravilha e Romário para resolver em 2014, porque com Ganso e Elias não levantaremos nenhuma taça.           
"Tá Loco, Mano?"


sábado, 17 de setembro de 2011

Mitos do Futebol

Jogadores tão diferenciados (para melhor ou para pior) que se destacam, de tal maneira, de outros e entram no imaginário dos torcedores, tornando-se parte da própria história de cada um deles. O que faz um jogador se tornar mito? Habilidade? Carisma? Sorte? Irreverência? Uma mistura disso tudo?

Romário é um deles. O jogador, que anotou mais de mil gols na sua carreira, teve momentos distintos. De ídolo nacional em 94 a expectador da copa de 98. Indiscutivelmente um dos últimos grandes jogadores que nosso país criou. Um gigante dentro da área e um personagem irreverente com suas palavras. Será que o baixinho faria parte da história do futebol, de maneira tão marcante, se fosse somente um craque com a bola?

Túlio Maravilha. Goleador? Sim. Carismático? Sim. Ídolo? Sim. Craque? Não. O boleiro mitológico, hoje com 42 anos, continua em busca do seu milésimo gol. Contestado pela sua contagem, julgado por atuar em times de menor expressão (como atualmente o Bonsucesso). Maravilha conta hoje com 971 gols e projeta fazer o milésimo pelo time do qual foi grande ídolo, o Botafogo. Nunca jogou uma copa do mundo, nunca foi eleito melhor do mundo, nunca levou outro time a outro grande campeonato. Mas mesmo estando velho e não tendo feito nome em outro lugar, qual o torcedor alvinegro não vai querer ver o jogador vestir a estrela solitária no peito de novo?

Um que, apesar de entregar um jogo de copa do mundo e de ter levado vários "frangos" na carreira, será sempre lembrado por uma jogada é Higuita, com sua emblemática defesa do escorpião. Agarrar a bola seria extremamente fácil, mas porque segurar ela com as mãos quando você pode fazer isso com os pés? Além de sua forma inusitada de rebater os chutes adversários, o goleiro gostava de conduzir a bola até o ataque, marcando assim 41 gols em sua carreira. Mesmo se não tivesse entregado um jogo de copa do mundo, será que ele seria lembrado se não tivesse criado uma forma tão "original" de atuar?


Jogadores assim serão, talvez, mais lembrados que os grandes craques da atualidade como Cristiano Ronaldo e Messi. Ambos são idiscutivelmente craques, mas será que eles tem o necessário para serem lembrados como mitos?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O beatle brasileiro

     Milton do Carmo Nascimento, o beatle brasileiro. As influências são claras e as aparências não enganam. Fã dos garotos de Liverpool, o filho adotivo de uma professora de música e de um dono de estação de rádio parecia ter seu futuro certo como músico. Ainda criança ganhou uma gaita de sua avó e a tocava completando as notas que faltavam com a voz.


     Formou pequenos grupos musicais com amigos e logo estava tocando nas noites das cidades da região mineira. Em Belo Horizonte, fundou o movimento musical Clube da Esquina, junto a nomes como: Lô, Márcio e Marilton Borges, Tavinho Moura, Toninho Horta, Fernando Brant, Beto Guedes e Flávio Venturini.


     Suas músicas têm grande aptidão a tocar o coração das pessoas. Escreve como poucos. Letras com conteúdo sempre são o diferencial de um grande artista. Descreve o jeito brasileiro, a jornada pelas estradas que todos nós enfrentamos por todas as regiões. Ouvindo suas músicas conseguimos viajar pelo interior de Minas, imaginar e sentir mata verde, brisa fresca e todo sentimento de pureza que a vida tem a oferecer.


     Em canções como Coração de Estudante, Peixinhos do Mar e Bola de Meia, Bola de Gude, tenho a emoção de relembrar minha infância, a qual não vivo mais há apenas uma década, sou jovem, mas a nostalgia que a música nos propõe é tão grande, que fica difícil de segurar a emoção. Com ele, imagino e vou a lugares que nunca fui.

     Um orgulho para Lennon e McCartney.


Milton é Amor, Alma, Cultura, Juventude, Sonho, Paixão. É Nossa Terra, é Brasil!
"Se Deus cantasse, seria com a voz do Milton" - Elis Regina