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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O beatle brasileiro

     Milton do Carmo Nascimento, o beatle brasileiro. As influências são claras e as aparências não enganam. Fã dos garotos de Liverpool, o filho adotivo de uma professora de música e de um dono de estação de rádio parecia ter seu futuro certo como músico. Ainda criança ganhou uma gaita de sua avó e a tocava completando as notas que faltavam com a voz.


     Formou pequenos grupos musicais com amigos e logo estava tocando nas noites das cidades da região mineira. Em Belo Horizonte, fundou o movimento musical Clube da Esquina, junto a nomes como: Lô, Márcio e Marilton Borges, Tavinho Moura, Toninho Horta, Fernando Brant, Beto Guedes e Flávio Venturini.


     Suas músicas têm grande aptidão a tocar o coração das pessoas. Escreve como poucos. Letras com conteúdo sempre são o diferencial de um grande artista. Descreve o jeito brasileiro, a jornada pelas estradas que todos nós enfrentamos por todas as regiões. Ouvindo suas músicas conseguimos viajar pelo interior de Minas, imaginar e sentir mata verde, brisa fresca e todo sentimento de pureza que a vida tem a oferecer.


     Em canções como Coração de Estudante, Peixinhos do Mar e Bola de Meia, Bola de Gude, tenho a emoção de relembrar minha infância, a qual não vivo mais há apenas uma década, sou jovem, mas a nostalgia que a música nos propõe é tão grande, que fica difícil de segurar a emoção. Com ele, imagino e vou a lugares que nunca fui.

     Um orgulho para Lennon e McCartney.


Milton é Amor, Alma, Cultura, Juventude, Sonho, Paixão. É Nossa Terra, é Brasil!
"Se Deus cantasse, seria com a voz do Milton" - Elis Regina

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Os convencidos com razão

     O Oasis foi a melhor banda inglesa dos anos 90, ponto final. Se o Nirvana foi o causador do movimento musical americano Grunge, o Oasis foi o causador do movimento inglês entitulado Britpop. TODOS seus álbuns são recheados de singles e grandes composições. TODOS. Desde o grande álbum de estreia Definitely Maybe até Dig Out Your Soul. Eu não tenho palavras para descrever de como gosto dessa banda. As melodias são sempre muito bem elaboradas. "São as sequências perfeitas de notas para se cantar executadas em um determinada sucessão de acordes ou arranjo". É, gostei. Essa pode ser a definição de melodias do Oasis em um dicionário musical.


     Soa como os Beatles, eu sei. Mas há algo mais. Não se pode apenas compará-los e assim tirar os créditos dos revoltados irmãos de Manchester. Eles são incríveis, assim como Lennon e McCartney. E para os que dizem que eles não dão certo pelas brigas e tudo mais, vocês estão enganados. Eles funcionam (ou funcionavam, escolha o tempo verbal que preferir) justamente por isso. Há quem diga não ouvir Oasis em virtude dos irmãos Gallagher serem metidos demais. Eu também pensava assim no início. Apenas um preconceito infantil. Não se pode julgar uma banda somente pelas atitudes de seus integrantes. Sem nem ao menos ouvir uma pequena parte de seu trabalho. Com o tempo você passa a achar que as brigas são o tempero da coisa. E é! Vale a pena começar a ouvir não apenas Wonderwall.


     Há também quem diga que Oasis não é rock e prefere se exaustar a ouvir bandas pequenas de rock e blues atuais e antigas. Por ser mais cult e menos pop. Dizem que as melodias e solos são previsíveis, músicas parecidas e essas coisas. Falar é fácil, quero ver fazer. Não são apenas 2 a 4 álbuns como essas bandas. São 7 álbuns e 3 coletâneas. São singles e mais singles no topo e mais de 50 milhões de álbuns vendidos no mundo todo. São inspirações para Skank, Cachorro Grande, Arctic Monkeys, Coldplay, Jet e Maroon 5. São incansáveis shows em estádios e casas de espetáculos sempre lotados. Isso é o Oasis.


    Gostar do Oasis é não prefeir Liam a Noel ou vice-versa. É também ouvir Beady Eye e Noel Gallagher solo. É conhecer todos os intergrantes e não só os frontmans. É saber cantar Live Forever até o final. É se emocionar ao ouvir Let There Be Love e Masterplan. É por muitas vezes achar que a música repete muito (é verdade, como em All Around The World). É saber que as mãos de Liam têm alergia ao microfone e por isso ficam escondidas em suas costas. É saber interpretar o refrão de Acquiesce (amor entre os irmãos). É saber que a introdução de Don't Look Back In Anger é igual à de Imagine. Que Rock'n'Roll Star e Supersonic ficam na cabeça pra sempre e que Wonderwall é um saco, mas depois de um tempo volta a ser legal (ou não).


     Para saber e entender mais dessa banda magnífica, leia esse post do Blog A Day In The Life: http://www.adayinthelife.com.br/2010/04/05/guest-post-por-que-o-oasis-e-a-melhor-banda-de-todos-os-tempos/ e baixe esses dois discos:

Definitely Maybe (1994):

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Outro Super John

  Esse é outro John. O John pacifista, gênio, não mais galã e às vezes incompreensível. O britânico nonsense que transformou o mundo, ou pelo menos tentou. O homem que liderou o maior grupo musical de todos os tempos e foi o precursor dos artistas envolvidos com temas globais. Lennon perdeu sua mãe ainda jovem e teve uma adolescência conturbada, porém não desisitiu. Aqui vão algumas músicas de sua carreira solo. 
  No single "Jealous Guy", John Lennon expõe em forma de poema para Yoko Ono, toda sua insegurança e seu ciúme. A letra por completa é emocionante e os teclados e assovios completam ainda mais essa sensação. Uma de suas grandes obras.


  Em "Instant Karma", John escreve de forma questionadora. O refrão é bem positivo e enfatiza que "todos somos super-heróis, especiais de uma certa maneira, todos brilhamos como a lua, as estrelas e o sol".


  O single "Love" expõe, mais uma vez, o tema mais abordado por Lennon, o amor. Dessa vez, a letra é exclusivamente e diretamente sobre o amor e não apenas fatos que têm o amor como tema e consequência. Lennon caracteriza o amor como real, fantasioso e sentimental.



  "Yer Blues" é uma canção dos Beatles que Lennon tocava em sua carreira solo, vezes com a Plastic Ono Band, vezes com o mega conjunto Dirty Mac, que contava com Keith Richards no baixo, Eric Clapton na guitarra e Mitch Mitchell na bateria. Essa versão é bem mais empolgante que a original. A voz rasgada de John e os grandes riffs de Clapton são os carros-chefes da canção.


  John Lennon era um garoto convencido que, na amizade com Paul McCartney, descobriu uma forma de expor todos seus medos em formas de letras de músicas. Era criativo, talentoso, bondoso, corajoso e por vezes inseguro e violento. Com todas essas características, compôs grande quantidade das músicas mais bem sucedidas de todos os tempos e entrou para a História.