segunda-feira, 5 de março de 2012
Nem todo mundo é Chico Buarque
"Sucesso é sucesso", já diria o filósofo. Esta palavrinha que importa para o músico. Ela pode representar mais shows, mais discos vendidos, mais trilhas na novelas, mais comemorações do Cristiano Ronaldo ou mais reproduções nas rádios mundo a fora.
Para tal, muitos tem um dom "para te enlouquecer", outros convidam para dançar "na boquinha da garrafa", enquanto alguns garantem que vão te pegar "sábado, na balada".
Mas emoção mesmo provocam os que tem o talento reconhecido no longo prazo para encantar com a voz e esmorecer corações com a poesia. Roberto Carlos, Caetano e Gilberto Gil são alguns dos artistas no naipe qual quero explicar. Porém, como a música - graças a Deus - é um campo bem democrático e, principalmente, como nem todo mundo é Chico Buarque, o sucesso pode vir de outras formas. Bacana é quando ele se prolonga e é assumida a rota alternativa para o agrado do público. Esse é o mérito do Papas da Língua.
A banda gaúcha nunca escondeu a estratégia: conquistar o público através de canções simples, curtas, quase sempre bobinhas e que tratem do mais nobre dos sentimentos, o amor. Aqui, o primeiro sucesso (se você já ouviu, ouviu muito):
Outro elemento indispensável para o sucesso - mesmo que não avassalador (sem trocadilhos, desta vez) ou tão constante - é o carisma e a voz do vocalista Serginho Moah. Voz e composição parecem sempre feitos um para o outro.
Apesar de se classificarem como rock e terem um álbum chamado"Disco Rock", nem com as bandas conhecidas por tocarem o chamado rock nacional Papas da Língua tem a ver. É sim, mais uma boa banda brasileira. Lua Cheia, Pensando Nela e Blusinha Branca pedem atenção, mas encerramos o post de hoje com a versão de um clássico da MPB que arrepiou o Planeta Atlântida:
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Deixe que digam, que pensem, que falem...

Passada a conturbada era Luxemburgo no Flamengo e futuro já definido, a torcida rubro-negra encontra-se dividida. Há aqueles que são a favor da saída do ex-comandante, outros contra e há ainda aqueles que são contra ou a favor da chegada de Joel Santana, novo treinador do time da Gávea. É, a situação não está nada confortável para Patrícia Amorim e sua cúpula, mas ao longo de todo o ocorrido estive pensando em até que ponto um jogador é determinante para a queda de um técnico - o encarregado de dar as ordens e manter a moral perante ao grupo. Ronaldinho é apontado como o principal pivô para a perda de comando de Vanderlei.
Ronaldinho é craque e isso não se discute. Entretanto, é notório que ele jamais foi no Flamengo o Ronaldinho que todos esperavam e viram no passado. Ganhando e vivendo de passado, continua com seu lugar permanente no time titular. O clube paga uma fortuna (quando paga) e monta o elenco em função do jogador, os patrocinadores se aproximam com o interesse de divulgar a sua marca por conta da presença do astro e a torcida aumenta o número de vendas de camisas. Aí surge a dúvida: Qual treinador terá ''peito'' para sacá-lo, quando não estiver rendendo, e colocá-lo no banco, sendo que na reserva só há garotos,e nenhum deles com tamanho potencial, e jogadores medianos? Fazer isso, no mínimo, atrairá toda a atenção para fora das quatro linhas e repercurtirá de acordo com os resultados. Quem quer correr o risco? No Barcelona e no Milan a história foi diferente porque em ambos os casos, o rendimento da equipe não foi alterado e o clube estava preparado para suprir suas carências com peças de reposição à altura. Com Papai Joel à frente as coisas tendem a mudar, pelo menos é o que se espera.
Pegando o exemplo e não focando única e exclusivamente em um determinado caso, não é de hoje que jogadores ''mandam'' nos clubes que jogam. Atrasos, sumiços, desobediências, são muitos os exemplos de indisciplina, porém o grande perigo está na maneira como imprensa, público e clube tratam a situação. Ou você já não acha natural ver o nome de Adriano, o Imperador, veiculado com mais frequência às páginas policiais ou de fofoca do que as de futebol? Adriano tinha o talento que o Brasil precisava para que ele fosse o cara na Copa da África e a cabeça para ficar aqui vendo tudo pela televisão, seja na sua casa, na favela ao lado de seus ''amigos'' ou em algum lugar onde não devesse justificativa a ninguém. Prevaleceu a responsabilidade de Dunga e Adriano ficou. No Corinthians tem os dias contados, e há quem especule uma possível volta ao Flamengo.
Outro exemplo sempre lembrado é Jóbson. Jovem, 23 anos, deslumbrado com as tentações que o mundo do futebol e o Rio de Janeiro oferecem, se perdeu e agora em 2012 tenta retomar o caminho que encantou a torcida alvinegra. Apontado como grande promessa e contratado por um alto custo, o jogador foi protegido com extremo cuidado pela diretoria alvinegra do interesse de outras equipes. Com a intenção de lapidá-lo ao máximo e arrecadar lucros com uma possível venda para o exterior o alvinegro ficou a mercê de Jóbson. Cada besteira feita era uma dor de cabeça para os dirigentes, pois deveriam encontrar uma solução que contorna-se toda a turbulência causada por um rapaz sem a cabeça preparada para tamanha responsabilidade. Chances foram dadas, foi pra lá e pra cá e voltou, erros perdoados, punições aliviadas, e de volta ao Botafogo demonstra ser um Jóbson mais comprometido e correto. Mais uma vez o clube de General Severiano lhe dá uma oportunidade, talvez a derradeira.
Em 2010, no futebol brasileiro, foi um dos assuntos mais comentados. Todo mundo tinha a sua opinião para o que acontecia no Santos de Dorival. Ou melhor, no Santos dos Meninos da Vila. Dois casos ficaram marcados naquele campanha em que as grandes jóias do futebol tupiniquim explodiram.

Início de maio, Campeonato Paulista, final, jogo emocionante entre Santos e Santo André; Dorival, tentando segurar o placar favorável resolve coloca mais um jogador de marcação e tirar Ganso, único meia de criação em campo ainda, após a grande quantidade de expulsões. Ganso se recusa a sair do gramado e comanda o Santos. O Peixe é campeão e o jogador aclamado como herói. Passada a euforia, alguns jornais e programas esportivos criticaram a atitude do jovem jogador e apoiaram o comandante, apesar de questionarem o seu comando. Contudo, no meio do Campeonato Brasileiro, Dorival novamente se envolve em um acontecimento onde a sua autoridade é posta em questão (e o caso anterior é relembrado), o que acaba gerando um desgaste e a saída do comandante. Durante uma partida diante o Atlético-GO, Neymar - estrela da companhia - discutiu agressivamente de dentro de campo com o técnico. A atitude foi criticada até pelos rivais.
É ótimo que a competição nacional mais importante esteja recheada de grandes jogadores distribuídos em diversos clubes. O que não há de se conformar é com a maneira que os grandes ídolos, aqueles que são bem pagos para resolver uma partida, vender produtos e darem um bom exemplo para torcedores mirins, continuem com atos onde não é visto empenho e comprometimento. O clube se organiza para receber o atleta, o torcedor compra o ingresso e a camisa para o fim de semana,a preparação é feita para que o espetáculo seja bom para todos, mas parece que tem um lado nessa história que tem outras preocupações. O desleixo é comum, é um vício do jogador brasileiro, mas só não é visto quando está na Europa. Talvez o desleixo não seja em maior parte de quem chuta a redonda, mas sim de quem o põe lá para fazer isto-ou fingir que faz.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Contratando e indagando
Com o fechamento da janela de transferências europeia nesta terça-feira e - muito mais - com o vai-e-vem dos clubes brasileiros chegando ao fim para o início dos estaduais, as Agonizantes férias de Janeiro haveriam de cessar. Certas coisas não tem explicação. Se tem, são obscuras, misteriosas. Quando uma temporada chega ao fim, torcedores, comissões técnicas, jornalistas e dirigentes têm dados às mãos quando bem quiserem: classificações nos campeonatos, estatísticas, vaias e tudo mais. O que torna mais evidente as necessidades de cada equipe e tornam mais agoniantes as falhas nas montagens do elenco.
Como diria um amigo nosso, "vamos por partes"...
Por que diabos o Botafogo começa a temporada com apenas um lateral de ofício em cada posição? Serão os recém-promovidos da base novos Carlos Alberto e Nílton Santos ou a ausência de Alessandro é o maior reforço do alvinegro?
Qual a razão prática de o Sport Club Corinthians Paulista ter 8 atacantes de nível de série A no grupo? Haja rodízio! Haja calendário apertado para que Elton(!) e Bill(?) tenham oportunidades fartas ao longo da temporada. Confesso que quando vi a contração de um chinês e do Gilsinho, imaginei que um esquema próximo ao 4-2-4 fosse ser ser implementado no Parque São Jorge. Ledo engano. Terei que esperar para entender.
Cruzeiro, Cruzeiro querido. Manutenção de Vágner Mancini. OK, explicável. Leandro Guerreiro como pilar da defesa. Ataque com jogadores de muito nome e pouco sucesso. Contratação de jogadores que se destacaram em clubes menores. Depois de um 2011 tenebroso, ou a herança dos Perrella fez estrago no balanço financeiro ou, por opção, as expectativas não poderão ser de voos tão altos neste ano.
Muito chama atenção o Internacional. Depois de tantos anos de times muito valorizados, algo muito importante foi concretizado neste ano: dois jogadores de mesmo nível para cada posição. Onde não há craques, há equilíbrio. O rival Grêmio também evoluiu: desta vez se reforçou muito bem, menos no banco. Um líder como Caio Júnior, no Gaúchão. Sei não...
O tricolor carioca tem o melhor elenco do país, isto é fato. Já o paulista merece cuidados: contratou Osvaldo, atacante habilidoso, mas que faz poucos gols e já não é mais promessa; Maicon, meia que não deu certo em outras grandes equipes; Edson Silva, beque muito bom pelo alto, mas só pelo alto e o ala Cortez, que não marca ninguém. Pode dar muito certo, mas também pode decepcionar muitos.
Mas nada supera o Flamengo. Clube em que a crise chega sem jogos realizados, com salários em dia para quase todos os jogadores, técnico balança - ou cai - com dois jogos, Ronaldinho é armador único e a presidente parece fazer do departamento de futebol plataforma de governo: sem dinheiro, ao perder o melhor do time, traz outro querido pela torcida. Nada mal...
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Respeito para quem merece
Dez e quarenta da noite e eu começando a escrever sobre Rubens. Porém, precisando de mais dados recorro a grande rede. Twitter na aba seguinte e um post - coincidente - do dito cujo: "time to go... karting with the kids here in Orlando tomorrow". Assim é e deve ser daqui para frente a vida deste provável ex-piloto: curtindo a vida, a família, os milhões arrecadados em duas décadas de automobilismo.
A carreira de Rubens Barrichello foi quase sempre da maneira como terminou: surpreendentemente ruim para seu país natal. Ele foi a promessa, depois o substituto, depois a esperança, o coitado, o ex-piloto em atividade.
Este país, que precisa sempre de vencedores mas não tem memória, nunca olhou para Rubinho como um vencedor. Não se trata de comparar com os campeões mundiais, o que é injusto. Mas olha-lo como um raro brasileirinho que chegou no topo do sonho. Não conquistou o mundo com título de Fórmula 1, mas chegou no máximo que o talento lhe permitia: títulos por categorias inferiores, presença em grandes equipes, vítórias. Quantas pessoas chegaram a F-1? Quantos pilotos, já na categoria máxima, conquistaram vitórias em GPs? Pois é, Rubens foi um deles. Rubens merecia mais respeito.
O povo gosta mais do piloto arrojado, não do consistente, inteligente, construtor. É até compreensível.
E essa cara de bom moço, hein Barrichello... tem que ser badboy pra dar audiência, não é?
Volto à parte de cima do monitor. Em outra página de pesquisa, sugestões de um site para a vida do forçadamente - mas não confirmado pelo próprio - aposentado. É possível imagina-lo como grande chefe de equipe, mas isso é problema do Rubinho. Não é digno correr pela pior equipe, penso assim. Mas isso... isso também é problema do Rubinho.
Rubinho, você fez rir, fez chorar, provocou vergonha e orgulho. Você fez muito do exigido para quem é um vencedor! Você pode continuar, sonhar, esperar, parar. Você pode, você merece respeito. Você venceu!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
A lâmpada
Parece uma lâmpada que não queima como de praxe: algumas vão se apagando, apagando, até não acenderem mais.
Este é Marcos, Marcão. Personagem acima de qualquer crítica. Ele é a própria crítica. Está ruim, está ruim. Está bom, é santo! São Marcos. O último dos sinceros.
Quantos céus e quantos infernos conheceu.
Mas a idolatria nunca perdeu.
Simpático a todos. Mas de bravo e frágil corpo. Quantos milagres justificaram berros de narradores. Quantas vezes a dor nos era solidária quando as sempre problemáticas lesões o impediam de voar.
E a calvice foi cada vez menos vista. Cada vez mais especial era a presença do grande mito.
Vinte anos de carreira, de Palmeiras.
O grande 12.
Os anos se passavam e a tal lâmpada seguia com brilhos cada vez mais esporádicos, espaçados.
Reapresentação.
Ele vai aparecer.
Hora da lâmpada acender.
-Vou chorar.
É melhor não ver.
Nesta quarta-feira luvas são penduradas.
E, como sempre, reverenciadas.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Negócio da China

A contratação do meia-atacante chinês Chen Zhi-Zhao feita pelo Corinthians pegou todos de surpresa. Não só pela negociação ter sido feita em sigilo, mas também aonde o clube paulista foi buscar o jogador. Não é a primeira vez que clubes brasileiros olham atentamente e buscam acordos com jogadores asiáticos. Recentemente, o Santos demonstrou interesse no lateral-esquerdo (que agora não me recordo o nome) do Kashiwa Reysol, seu adversário no Mundial de Clubes. O jogador é apontado com uma grande promessa e viria para ser titular da lateral da equipe, uma vez que Léo já não tem o mesmo preparo físico de antes. Mas a negociação não avançou.
Esse novo mercado demonstra a situação financeira favorável dos clubes brasileiros, uma vez que somente nossos jogadores iam buscar espaço no Oriente. Além disso há a constante evolução do futebol asiático, o Japão é o caso principal. O investimento em jogadores e treinadores de níveis elevados aprimorou a técnica dos japoneses - e de todos os asiáticos de um modo geral - e o seu futebol deixou de ser aquela famosa correria de outrora. A maior demonstração do crescimento dos asiáticos, e em particular do Japão, como já foi citado, foi a conquista da Copa do Mundo de futebol feminino, derrotando os Estados Unidos na final, a maior potência na categoria.
Porém, a aquisição do Corinthians me fez pensar em outro ponto. Futebol brasileiro está tão carentes de meias, que temos de buscá-los na China? O clube já tem grandes nomes para a posição como Alex e Danilo, além da contratação da incógnita Vitor Júnior, não seria o momento ideal para promover um garoto da base? Com a disputa da Libertadores e a companhia de jogadores rodados, o jovem que subiria ganharia experiência sem pressão, teria um ambiente favorável para a evolução de seu futebol. Não sou contra a vinda de jogadores estrangeiros, acredito até que seja importante o intercâmbio para equilibrar os times, as seleções e consequentemente as competições, deixando o espetáculo mais fascinante. Apenas acho que o clube, com uma categoria de base invejável, não precisava recorrer a tão longe para compor seu elenco.
A vinda de Chen Zhi-Zhao abrirá os olhos dos clubes ainda mais para a Ásia e as portas para outros jogadores se aventurarem por aqui. Com isso, o Campeonato Brasileiro poderá aumentar gradualmente o seu nível de competitividade - que para mim já é maior do que os europeus - tornando-se a competição mais desejada e procurada pelos boleiros.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
O Momento feliz - onde está?
O Momento Feliz
e o cálculo das formigas
a Seleção avança
negaceia
recua
envolve.
É longe e em mim.
Sou o estádio Jalisco, triturado
de chuteiras, a grama sofredora
a bola mosqueada e caprichosa.
Assistir? Não assisto. Estou jogando.
No baralho de gestos, na maranha
na contusão da coxa
na dor do gol perdido
na volta do relógio e na linha de sombra
que vai crescendo e esse tento não vem
ou vem mas é contrário... e se renova
em lenta lesma de replay.
Eu não merecia ser varado
por esse tiro frouxo e sem destino.
Meus onze atletas
por um deus fútil que comanda a sorte.
É preciso lutar contra o deus fútil,
fazer tudo de novo: formiguinha
rasgando seu caminho na espessura
do cimento do muro.
Então crescem os homens. Cada um
é toda a luta, sério. E é todo arte.
Uma geometria astuciosa
aérea, musical, de corpos sábios
a se entenderem, membros polifônicos
de um corpo só, belo e suado. Rio,
rio de dor feliz, recompensada
com Tostão a criar e Jair terminando
a fecunda jogada.
rouca exausta, gol no peito meu aberto
gol na minha rua nos terraços
nos bares nas bandeiras nos morteiros
gol
na girandolarruagem das girândolas
gol
na chuva de papeizinhos picados celebrando
por conta própria no ar: cada papel,
riso de dança distribuído
pelo país inteiro em festa de abraçar
e beijar e cantar
é gol legal é gol natal é gol de me e sol.
jogo em Pelé o sempre rei republicano
o povo feito atleta na poesia
do jogo mágico.
Sou Rivelino, a lâmina do nome
cobrando, fina, a falta.
Sou Clodoaldo rima de Everaldo.
Sou Brito e sua viva cabeçada,
com Gérson e Piazza me acrescento
de forças novas. Com orgulho certo
me faço capitão Carlos Alberto.
Félix, defendo e abarco
em meu abraço a bola e salvo o arco.
Como foi que esquentou assim o jogo?
Que energias dobradas afloram
do banco de reservas interiores?
Um rio passa em mim ou sou o mar atlântico
passando pela cancha e se espraiando
por toda minha gente reunida
De repente o Brasil ficou unido
contente de existir, trocando a morte
o ódio, a pobreza, a doença, o atraso triste
por um momento puro de grandeza
e afirmação no esporte.
Vencer com honra e graça
com toda beleza e humildade
é ser maduro e merecer a vida,
ato de criação, ato de amor.
A Zagalo, zagal prudente,
e a seus homens de campo e bastidor
fica devendo a minha gente
este minuto de felicidade.
Com o presente, Drummond, qualquer semelhança...
...é inexistente.
Assinar:
Postagens (Atom)














