sexta-feira, 29 de julho de 2011

Chuva de dinheiro

  Muito se esperava das contratações bombásticas que poderiam ser realizadas pelo Manchester City - clube pertencente ao milionário Mansour bin Zayed - afinal o clube volta a disputar a Liga dos Campeões e quer fazer bonito. Porém, foi no fim da janela de contratações que a tão aguardada transferência do novo grande reforço foi concretizada. Trata-se do jovem e já experiente Sérgio ''Kun'' Aguero. O jogador, que é conhecido no Brasil mais por ser genro de Diego Maradona do que por seu talento, vai ganhar cerca de 510 mil reais por semana. Por semana!

  Jornais ingleses já publicam notícias referentes a um suposto ciúme interno, por partes dos outros atletas, causado pelo salário astronômico do argentino. Essa pequena crise, ainda não confirmada, era de se esperar, apesar de que Aguero ainda não realizou sequer uma partida com a camisa do City e não se sabe se o clube terá o retorno esperado. O que é certo é que no futebol de hoje, chamado de futebol moderno, a camisa, o profissionalismo e a dedicação se tornam obsoletos. O que vale é dinheiro no bolso, seja do jogador quando assina contratos milionários com clubes e patrocinadores, seja do clube que arrecada com venda de camisas, produtos que utilizam a imagem do jogo, estádios mais cheios gerando mais renda e por aí vai. Não questiono Aguero como profissional nem como jogador - na minha opinião um bom jogador, porém supervalorizado - assim como não questiono a tradição do Manchester City. O que questiono são as cifras. Existem jogadores mais completos e com menos mídia assim como existem clubes melhores tecnicamente e mais organizados que pagam menos.

  O motivo dado por Sérgio Aguero para assinar com os Citizens foi ''o projeto''. O tão famoso ''projeto'' que ouço falar. Recentemente tivemos contratações em que esse termo foi bastante utilizado. Caso de Renato, ex-Sevilla quando assinou com o Botafogo. Será que nos ''projetos'' que os clubes apresentam para jogadores e seus empresários consta a remuneração após a assinatura?


  Se camisa, dedicação e profissionalismo tivessem um preço, quanto custaria a seleção do Uruguai? Será que o sheik do Manchester City teria dinheiro para pagar?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Que jogo!


  Eu não vou me esquecer do jogo de ontem! Muitos não acreditavam, mas eu nunca deixei de acreditar, sempre apoiei e são nos momentos difíceis que eu vejo o quanto o sentimento toma conta de mim e fala mais alto do que a razão.

  Os caras saíram na frente, digo os caras porque me recuso a dizer o nome do time. O gol logo no início abala qualquer time, e não por acaso sentimos o golpe. Mas com sabedoria e força de vontade conseguimos reagir. Hoje ninguém vai lembrar dos detalhes, apenas do resultado. Nosso maestro voltou a mostrar o porque do investimento, porque ele é ''O Cara'' do time, voltando a marcar, consequentemente a confiança retorna. O segundo gol, de cabeça, também vale um destaque, afinal não foi um cruzamento, foi um passe, fazendo com que eu tivesse a sensação de que tinha sido feito com as mãos. Temo que a vitória esconda as falhas, principalmente as defensivas, sem falar na falta de um centro-avante.

  Vale ressaltar o espírito guerreiro da equipe, que não se abateu com um placar momentaneamente adverso e buscou os três pontos a todo momento. Sem contar que ainda perdemos um jovem jogador - lesionado -  que vinha bem, dando velocidade nos contra-ataques e levando bastante perigo. Ainda acho que o nosso glorioso treinador modificou o time de maneira errada, deixando-o exposto, sofrendo um baita sufoco e apostando tudo num contra-ataque. Nossos laterais saíram-se bem, considerando que não som bons defensores, eu imaginava que os caras forçariam as jogadas pelas pontas... no fim deu tudo certo e saímos vencedores e encostamos nos líderes; agora é manter, pois só temos a crescer e conquistar outras vitórias. Depois dessa partida que me fez roer todas as unhas, a única coisa que posso dizer, dizer não, agradecer, é:

Valeu Fogão!
Não espere das pessoas aquilo que você deseja ler ou ouvir!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

À espera da magia

  Na partida de hoje contra o Avaí, o Botafogo terá oito desfalques. Alguns deles são peças fundamentais no esquema de Caio Júnior, até mesmo Loco Abreu que ainda não jogou nesse Brasileiro. Com tantas ausências, o time vai bastante modificado, e é claro que isso já seria esperado também com todos os jogadores disponíveis porque Caio Júnior tem mudado as peças a cada rodada. Porém, ele tem insistido demais em dois jogadores que não agradam a torcida a muito tempo. Alessandro (sempre ele) e Maicosuel tem sido alvos de vaias.


  Em relação ao primeiro eu concordo, pois é um jogador fraco tecnicamente, apenas esforçado. Como lateral ofensivo é nulo, não sabe cruzar e não vai ao fundo, na defesa mostra disposição, apesar de deixar buracos enormes e se atrapalhar na cobertura dos meias. Possui reservas, reservas porque não conto somente com Lucas para aquela função. Acho que outros jogadores poderiam ser testados na posição, caso do jovem e regular Lucas Zen, que tem sido uma grata surpresa neste ano. Entretanto, acho improvável Alessandro ser sacado do time. O jogador é odiado pela torcida e homem de confiança de todos os treinadores que passaram por General Severiano nestes últimos 4 anos. Isto é difícil de entender!

  O caso de Maicosuel é complicado. Foi um alto investimento - cerca de 9 milhões de reais - e ainda não repetiu as atuações do Carioca de 2009, campeonato no qual se destacou com a camisa alvinegra. Apesar de não atuar bem, tem chamado a responsabilidade durante o jogo, tentando jogadas, arriscando sempre que possível. Mas a fase não é boa e as coisas não tem dado certo. A insistência se deve mais ao fato de não haver substituto à altura. O jeito é continuar dando tempo ao jogador, esperando que aquela fase - que todos querem ver - volte o mais rápido possível.

  Sobre hoje, considero o Avaí um grande desafio, está na zona de rebaixamento, é o penúltimo colocado e deve jogar fechado, explorando os contra-ataques. O Botafogo mesmo com tantos desfalques é capaz de ganhar, mas ainda falta um camisa 10, um jogador que pense o jogo. Contra um time fechado uma enfiada de bola por entre os zagueiros pode definir o jogo. Espero que o Harry Potter alvinegro faça mágica hoje!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Let's go to the rock show!


  O ano de 2011 marca a volta de uma das bandas mais irreverentes do rock. Do rock não, afinal o som deles é pop-punk, são estilos bem diferentes. Com letras bem humoradas que falam basicamente sobre mulheres, alcool e a curtição de uma vida adoidada, ainda que vão contra as boys bands (grupos como Backstreet Boys e N'Sync), o Blink 182 retorna após um hiato que teve início em 2005. Para alegria dos fãs, os integrantes se entenderam e o grupo não sofreu mudanças em sua composição. Sobre a carreira de sucessos, os integrantes costumam dizer que a banda possui três fases.

  Aqui, Dammit, sucesso do primeiro CD e da primeira fase, onde predominava a influência do punk.


  All The Small Things representa a busca de criação de um estilo próprio. Estouraram mundialmente, apesar de terem sido acusados de se ''vender'', por modificar as letras, tornando-as mais leves e tendo aceitação nas rádios. Segue I Miss You, da terceira fase, onde as músicas são mais suaves e seguem a nova tendência.


  O trio formado por Mark Hoppus, Tom DeLonge e Travis Barker iniciou a carreira oficialmente em 1994, fazendo seus primeiros shows em San Diego, na Califórnia. O som do Blink é uma reedição do punk dos anos 70, que sofreu uma transformação, adquirindo uma forma mais comercial nos anos 80, passando a ser chamado de pop punk. Até agora foram lançados cinco CD's e muitos sucessos, o mais conhecido deles é All The Small Things, que possui um videoclipe engraçado onde sacaneia as boys bands do início ao fim, além de ter sido tema do filme ''As Panteras''.


  Esse ano o Blink lança novo CD, que mantém em seu repertório músicas mais suaves e românticas, uma tendência no cenário da música. O ano também reserva uma turnê nos EUA, junto com o My Chemical Romance. Se a banda conseguirá manter o mesmo sucesso de outros tempos, só o tempo irá dizer, mas é certo que os fãs não viam a hora do retorno.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A dura realidade e a nova referência sul-americana

  Não é novidade que muitos dos dirigentes das instituições esportivas brasileiras estão matando um país rico também em matérial humano, um país que poderia ser uma potência em todos esportes. Os Nuzmans e Teixeiras da vida, juntamente com a também óbvia complacência do poder público - minimamente negligente - provam dia após dia, ano após ano, que o importante é o próprio interesse, o próprio bolso, como disse  Caio Fiusa no ótimo post de ontem. O retrato disso é a evolução pífia em cada esporte - com raras excessões - que provoca desempenhos cada vez mais limitados nas competições, apesar de nossas possibilidades. Especialmente nas competições de esportes coletivos. Vide Olimpíadas. De um modo geral, nos destacamos quando um ser de talento muito acima da média consegue superar as limitações estruturais e alcança um resultado surpreendente. Nossos maiores talentos esportivos, nossas grandes vitórias, são nos esportes individuais.

  Dito isso, vamos ao que cabe a Ricardo. Acordemos para o que acontece com a nossa seleção.

  Duas Copas do Mundo fora das semi-finais e ainda partimos do intuitivo e soberbo princípio de que somos a melhor seleção do mundo. É fato: há duas Copas somos apenas os quintos melhores. O "maior celeiro de craques" continua sem ganhar uma Olimpíada - o último desempenho foi de chorar - e continuamos a fazer de jovens promessas, craques quase prontos. Atenção amigos, para o que vêm agora. A partir da primeira semi-final da Copa América 2011, está confirmado: não somos nem os melhores das bandas de cá!


  Esse posto, ao qual a Argentina (também por problemas estruturais, só que de amplitude muito maior) não ocupa há quase duas décadas, pertence ao Uruguai(independente do resultado da final da Copa América). Salve a Celeste! Agora muito mais que olímpica. Para quem duvidava do muito bem conquistado quarto lugar no último mundial, os uruguaios são finalistas do torneio de seleções da CONMEBOL. E antes que digam que continua sendo pouca coisa... nessa sempre dura competição, nós ficamos pelo caminho... nas distantes quartas-de-final... acrescente um excelente desempenho no Mundial sub-17, onde nos venceram por 3 x 0 e avançaram à final, o vice-campeonato no sul-americano sub-20, que os garantiu nos Jogos Olímpicos depois de muitos e longos anos, o Peñarol não por acaso finalista da Taça Libertadores e chegamos a conclusão: hoje, somos nós quem temos que aprender com os outrora reis da catimba...

  Silenciosamente, a federação uruguaia vem desenvolvendo um trabalho de caça e desenvolvimento de talentos há anos, que re-coloca - que bom - este país de apenas 4 milhões de habitantes de volta como um grande do mundo da bola. Tal trabalho gera frutos a curto, médio e longo prazo e descarta uma falsa manutenção de uma geração depois de um sucesso, ou uma raramente produtiva renovação após um fracasso. Jogadores experientes, diriam velhos, não foram descartados, mesmo que não estejam em boas condições para o Mundial que se adivinha. Renovação racional e natural, afinal eliminatórias, Copa América e até meros amistosos, podem estragar planos, destruir carreiras. Jogadores desta seleção brasileira que chamamos de craques têm média de 19 anos. Lucas, Neymar, Paulo Henrique Ganso, Pato. Deu no que deu. A tão pedia renovação resultou na volta para casa bem antes do desejado. Amedronta pensar que, não fosse a próxima Copa no Brasil, teríamos Eliminatórias contra os mesmos complicados conjuntos dessa Copa América.


  A vitória do Uruguai contra o Peru, que credenciou os celestes à final, foi conquistada com três reservas e sem um meia de qualidade, mas com padrão e variáveis táticas, jogadores de qualidade duvidosa, desprezada por muitos clubes daqui. Estabilidade psicológica de quem quer que entrasse. Do jovem Coates, passando pelo caneleiro Abel Hernández até "El Cacha" Arévalo Ríos. O Uruguai prova e ensina que é muito, muito melhor manter uma equipe sólida, forte e sempre entrosada, produzir uma geração de valor (e não jogadores de valor) desde a base, renovar gradualmente. O conjunto é forte, nível A, mesmo com muitos jogadores de nível B e até C.

  A inspiração é azul celeste, e as estrelas da nossa bandeira precisam ser lapidadas ainda. A camisa tem que colocar medo, como o forte conjunto uruguaio.

Amigos, amigos, negócio faz parte

Por Caio Fiusa

  Hoje teremos o complemento da décima rodada do Campeonto Brasileiro. O verdadeiro motivo desta mudança para um desinformado, passa desapercebido. Não se trata de transferir as partidas, que ocorreriam no domingo às 16h, horário do jogo entre Brasil x Paraguai, para que o povo brasileiro acompanhe a sua seleção e sim para que a Rede Globo possa exercer o direito de transmitir a maioria das partidas possíveis. 

  A aliança entre Rede Globo e CBF sempre foi bastante criticada. A mudança de datas além de atrapalhar o planejamento dos clubes pode gerar um atraso no calendário, fazendo com que, mais para frente, se tenha mais jogos em um espaço de tempo menor.

  Até que ponto a interferência de uma emissora na realização de um campeonato de futebol é permitida? Talvez o senhor Ricardo Teixeira tenha essa resposta. Alguns comentaristas do canal ESPN, digo alguns porque não me recordo os nomes de todos, fizeram críticas pesadas em relação à essa parceria. Acho que a principal razão desta parceria perdurar até hoje e influenciar de tal maneira na competição é o poder aquisitivo da emissora, que com isso faz valer o seu desejo. Concordo que a Rede Globo tomar conta do campeonato nacional, da maneira que toma, pois tem participação até no calendário - isso é retratado nas quartas (às 21h50) e domingo (16h) onde times cariocas e paulistas são sempre visitantes favorecendo a transmissão - é no mínimo estranho.

  A pergunta que me faço é: Ricardo Teixeira adota uma política gananciosa, dando importância a acordos como o com a Rede Globo e publicitários. Seria uma idéia de angariar recursos para investir na elaboração de um campeonato de futebol feminino? Porque já é hora de termos uma competição nacional que valorizem as nossas meninas, que há tempos vem nos representando orgulhosamente seja aonde for. E outra, não possuímos uma liga de futebol de areia. O máximo que temos são torneios temporários, que não permitem aos nossos jogadores estabilidade, que são obrigados a ir jogar em clubes europeus para fazer o famoso ''pé-de-meia''. O futsal já possui um liga muito forte e assim como o futebol de campo, é exportador e referência. Pode-se tornar um exemplo a ser seguido.


  Por fim, será que a única mudança que teremos daqui pra frente estará relacionada a datas de jogos ou formalução do calendário, atendendo a interesses? Espero que não. Gostaria de ver o meu país vencedor em todas as modalidades, tanto masculino quanto feminino, e dar o primeiro passo parece ser tão fácil. Pena que é só para mim, ou até mesmo para você. Dinheiro não é mais problema. Falta o interesse, outras vezes levado tanto em conta.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Chega de saudade

  Quem tem por volta de 20 anos curtiu muitos ótimos desenhos animados. Eu disse ótimos. Hoje temos bons.

  Comparações à parte, grande parte do sucesso de um desenho animado se deve a sua trilha sonora, principalmente a abertura, que fica na cabeça de (nós) crianças e produzem um efeito cascata na venda de produtos com a marca da série.


  É hora de matar a saudade, é hora de aberturas de desenhos animados no blog O Agonizante:

  Goku, Vegeta, Freeza e compania alimentaram manhãs, tardes e noites - e fazem falta. Meninos e até meninas se entretiam muito com esse anime considerado violento, só falavam nos personagens, uma febre mundial. Aqui, uma das aberturas da série, provavelmente a que mais pessoas conhecem a letra. Ah! A saga mais emocionante foi a de Cell, não acham?


  Para quem cantava "Vou de táxi", protagonizou "Zoando na TV" e casou com Luciano Huck, cantar a música de abertura de um desenho animado deve ser um orgulho. A artista é Angélica. O desenho é Digimon, mais um sucesso colossal japonês.


  Ouvir essa abertura(infelizmente só ouvir) e lembrar o passado pode/deve provocar um sentimento misto de ódio e nostalgia ou  provocar uma boa gargalhada. A criatividade foi longe! Um Hamster de sucesso!


  "As Panteras" em forma de desenho lembra também "As patricinhas de Beverly Hills". As três universitárias recrutadas como espiãs salvam o mundo, se metem em confusões e não deixam esquecer esta abertura:


  Agora sim! Os monstros de bolso. A maior febre dos anos 1990. As batalhas. A virada de boné para trás. A irritante voz de Ash Ketchum da cidade de Pallet. A busca pelas insígnias, as amizades... Pokemon!


  Lembram de mais algum? Manda para cá!