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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Blue Moon no céu 2

   Já há tempos eu queria escrever sobre o Manchester City, mas hoje, com a goleada histórica de 6 a 1 sobre o rival Manchester United em Old Trafford, não tive como evitar. Do jogo, tudo já foi dito e explicado, dessa vez faremos um resumo da atual situação  do time do sheik Khaldoon Al Mubarak. É com certeza um candidato ao título inglês. Com nove jogos, o City já venceu oito e empatou uma só vez num total de 33 gols marcados. Um início de torneio brilhante para um time que apenas foi favorito ao título do torneio nos últimos anos antes da temporada começar. Agora as chances são reais.

   O atual campeão da Copa da Inglaterra trouxe para a temporada 2011/2012 grandes nomes em ascensão.  Um deles é o excelente lateral-esquerdo Gaël Clichy, que veio do Arsenal e preenche no time uma posição outrora carente. Outro é o meia francês Samir Nasri, que também veio do Arsenal e não é mais uma promessa, tendo lugar cativo nos azuis de Manchester. Mas as grandes contratações da temporada até agora são o Bósnio Edin Dzeko, que já marcou seis gols e o argentino Sergio Agüero, que já conta com oito gols no torneio, atrás apenas de Wayne Rooney.

   O time mais rico do mundo e liderado pelo polêmico técnico Roberto Mancini está no caminho certo, mesmo não tendo um excelente início no dito “grupo da morte” da Liga dos Campeões da Europa. O forte elenco conta com outros nomes de peso como Mário Balotelli, David Silva, Kolo Touré, Yaya Touré, Nigel de Jong, Hargreaves e Gareth Barry. Além de Carlitos Tévez, que já não se pode mais afirmar se está ou não no time devido às últimas polêmicas envolvendo seu nome. Os Citizens (ou Blues) vêm dando muito orgulho aos convencidos ex-Oasis Noel e Liam Gallagher, torcedores do time. Com razão.

domingo, 23 de outubro de 2011

Blue Moon no céu

  Bem disse Mauro Cezar Pereira, da ESPN: "temos um novo grande no campeonato inglês!" E não poderia ser diferente. Num final de semana (que ainda não terminou) em que tivemos hat-trick de Prince Boateng e de Cristiano Ronaldo - com gol de coice deste último - e vitória de dois times da zona-da-degola contra aspirantes ao título abrindo a reta final do Campeonato Brasileiro, o time azul de Manchester goleou sonoramente o maior rival.

  Manchester United x Manchester City fizeram um jogo cheio de apostos. O pré-jogo já anunciava um pacto entre as duas torcidas contra Carlitos Tevez, que, provando ser o mala que é, nunca mais será bem-visto na cidade, pela forma errada e ofensiva que afirmou querer deixar o City e a cidade de Manchester. Eram esperadas - mas não estiveram presentes - caçambas de lixo, para que torcedores vermelhos e azuis despejassem suas camisas com referências ao argentino.

  Outro fator foi o personagem de oposição à Tevez. O também polêmico-problemático Mario Balotelli foi bancado pelo técnico Roberto Mancini e começou como titular. Assim, fez um primeiro gol de quem conhece o caminho das redes. Um toque sutil e a camisa levantada: " Por que sempre eu?" perguntava, sem comemorar muito, o italiano.

  O jogo continuava e o sheik via seu time impenetrável. Um United com supervalorizados Young e Welbeck só conseguia chutar de fora da área, sem perigo.


  No início da segunda etapa, Evans foi expulso e os azuis apenas confirmaram o que já era visto no sorriso do torcedor. Uma equipe jogando à Barcelona. Milner, Barry, Silva... todos jogando muita bola. E só foram vistos golaços. Seis golaços. Até gol de patela, o primeiro do suplente Edin Dzeko. Fletcher ainda descontou com um belo gol.

  Se você não viu, acredite. O Manchester City venceu o United por 6 a 1, em Old Trafford. O aglomerado de feras se transforma em equipe. Defesa forte, opções fartas para o banco, e um toque de bola que nos anima para um futuro encontro com os famosos da Catalunha.


  Na Premier League, bem... o rival não foi páreo. Restam Chelsea, e, com muito boa vontade, Liverpool e Arsenal, tentar parar a equipe Blue Moon rumo ao caneco.

  Usando clichê, "pintou o campeão".

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Chuva de dinheiro

  Muito se esperava das contratações bombásticas que poderiam ser realizadas pelo Manchester City - clube pertencente ao milionário Mansour bin Zayed - afinal o clube volta a disputar a Liga dos Campeões e quer fazer bonito. Porém, foi no fim da janela de contratações que a tão aguardada transferência do novo grande reforço foi concretizada. Trata-se do jovem e já experiente Sérgio ''Kun'' Aguero. O jogador, que é conhecido no Brasil mais por ser genro de Diego Maradona do que por seu talento, vai ganhar cerca de 510 mil reais por semana. Por semana!

  Jornais ingleses já publicam notícias referentes a um suposto ciúme interno, por partes dos outros atletas, causado pelo salário astronômico do argentino. Essa pequena crise, ainda não confirmada, era de se esperar, apesar de que Aguero ainda não realizou sequer uma partida com a camisa do City e não se sabe se o clube terá o retorno esperado. O que é certo é que no futebol de hoje, chamado de futebol moderno, a camisa, o profissionalismo e a dedicação se tornam obsoletos. O que vale é dinheiro no bolso, seja do jogador quando assina contratos milionários com clubes e patrocinadores, seja do clube que arrecada com venda de camisas, produtos que utilizam a imagem do jogo, estádios mais cheios gerando mais renda e por aí vai. Não questiono Aguero como profissional nem como jogador - na minha opinião um bom jogador, porém supervalorizado - assim como não questiono a tradição do Manchester City. O que questiono são as cifras. Existem jogadores mais completos e com menos mídia assim como existem clubes melhores tecnicamente e mais organizados que pagam menos.

  O motivo dado por Sérgio Aguero para assinar com os Citizens foi ''o projeto''. O tão famoso ''projeto'' que ouço falar. Recentemente tivemos contratações em que esse termo foi bastante utilizado. Caso de Renato, ex-Sevilla quando assinou com o Botafogo. Será que nos ''projetos'' que os clubes apresentam para jogadores e seus empresários consta a remuneração após a assinatura?


  Se camisa, dedicação e profissionalismo tivessem um preço, quanto custaria a seleção do Uruguai? Será que o sheik do Manchester City teria dinheiro para pagar?

sábado, 14 de maio de 2011

Hegemonia vermelha e ascensão azul

  Acabou! O grito é vermelho! Com uma rodada de antecedência, o Manchester United confirma o título inglês da temporada 2010-2011. A conquista veio após um empate fora de casa, e até certo ponto inesperado, diante do Blackburn, que vendeu caro o resultado.

  A conquista afirma a hegemonia dos Diabos Vermelhos na terra da Rainha: o clube ultrapassou o rival Liverpool na soma de troféus (19 contra 18). Nos últimos 20 anos de campeonato inglês, foram nada mais nada menos do que 12 conquistas, todas elas com a presença de Sir Alex Ferguson - que se aproxima da aposentadoria - e do incansável Ryan Giggs, que a cada ano se consolida como maior ídolo da história do clube.


  A temporada começou de maneira desacreditada, com um futebol pouco convincente, seja na competições nacionais ou na Liga dos Campeões da Europa (torneio em que o clube já garantiu presença na grande final, diante do Barcelona). Independente do apresentado em campo, não se duvidava do poder que a equipe poderia demonstrar. Sem um futebol brilhante, o United encantava por sua solidez e eficiência em campo, fatores que o fizeram temido e o tornaram campeão. A temporada foi especial por ter consagrado um time extremamente coletivo, sem grandes estrelas, mas com jogadores que souberam aproveitar o bom momento e cresceram junto com a equipe, casos de: Chicharito Hernández, contratado a ''preço de banana'', e Nemanja Vidic, que com sua firmeza na defesa e incrível faro de gol no ataque, tornou-se capitão da equipe no meio da temporada.

  Agora resta aguardar o duelo entre o futebol eficiente, construído ao longo da temporada pelos comandados de Sir Alex Ferguson e o futebol encantador e atraente da equipe de Pep Guardiola. E você, tem um palpite ?

Do outro lado da cidade...

  Demorou! Finalmente, depois de 35 anos de espera, o Manchester City, o primo pobre da cidade, levantou ontem a taça da Copa da Inglaterra, torneio mais antigo do mundo. A conquista, além de reviver o orgulho do torcedor, acostumado a ver o seu arqui-rival não parar de encher a sala de trófeus, alivia os árabes atuais donos do clube. Após investimentos monstruosos, seria decepcionante terminar uma temporada sem títulos.


  A equipe de Roberto Mancini já acumulava o feito de brigar pelas primeiras posições, garantindo seu lugar na próxima edição da Liga dos Campeões da Europa, mas a vitória sobre o modesto Stoke City, era essencial para cravar uma nova era do clube com o futuro mais promissor da Inglaterra, e quem sabe até do mundo. Com o gol de Yaya Toure, volante que tem jogado bastante adiantado, fugindo de suas características, os citizens tiraram o grito entalado da garganta e puderam comemorar. Agora os árabes voltam suas atenções para a montagem do elenco para a temporada 2011-2012. Será que teremos mais um grande investimento na janela de fim de ano? É esperar pra ver.