Fim de Campeonato, Corinthians campeão,com justiça ou não, e a atenção da segunda-feira foi voltada para a premiação dos melhores do Brasileirão 2012. Diferentemente dos outros anos, esta competição foi a bastante equilibrada, mas isso não quer dizer que tenha tido um alto nível. O Campeonato careceu de talentos individuais. Nesse ano o conjunto é que tirou nota 10. Clubes como Vasco da Gama - com o pior início de Campeonato Carioca - Figueirense - aquele que ninguém leva fé e não conhece os jogadores- e Botafogo - esse com um pouco de desapontamento na reta final- montaram bons conjuntos e fizeram bonito, supreendendo muita gente. Inclusive a mim.
Antes da lista de indicados, existiam certas posições em que eu não conseguia eleger três candidatos. Após a premiação tive a certeza que o erro não era meu, mas sim da falta de boas opções. Quedas de rendimento, jogadores jogando mais com nome do que futebol, e aqueles que estavam lá por estarem em clubes de ponta. A seguir faço uma análise sobre cada um dos eleitos. Ela é pessoal, baseada exclusivamente na minha opinião. Você tem todo o direito de discordar!
Goleiro: Jéfferson
Mesmo sendo botafoguense, não concordei. Sim, ele fez um bom campeonato, mas não foi exuberante. Os seus concorrentes também não se destacaram tanto, O goleiro alvinegro ganhou pelo que fez em algumas partidas. Fernando Prass foi mais regular. Marcelo Lomba do Bahia, foi o melhor, porém não foi indicado.
Lateral-direito: Fágner
Em boas mãos. Não pude acompanhar tantos jogos do Figueirense assim para ver o tão elogiado Bruno, mas os jogos em que vi do Vasco, Fágner era o desafogo do time cruz-maltino, fez um bela dupla com Éder Luís e até trio, com a entrada de Allan. Ainda não entendo a presença de Mariano nessa indicação.
Zagueiro direito: Dedé

Sem discussões! Para mim, o craque do Campeonato. Prêmio facilitado pela falta de concorrência à altura.
Zagueiro esquerdo: Réver
Se destacou na arrancada final do Atlético - que parou na penúltima rodada. Não é, nem de longe, aquele zagueiro que passou pelo Grêmio. Sobre os concorrentes: Émerson do Coritiba manteve uma regularidade não muito empolgante e Leandro Castán se destacou pelos poucos gols sofridos com a defesa corintiana.
Lateral esquerdo: Cortês
A mais difícil de todas. Foram uma meia-dúzia de grandes atuações e olhe lá. Parece que a amarelinha pesou e ele sentiu. Queda de rendimento e protesto de quem antes o idolatrava. Juninho talvez não tenha ganho por não ter o peso da camisa. O prêmio deveria ir para Florianópolis, até porque Kléber do Internacional faz tempo que não mostra o futebol que encantou a todos no Corinthians.
Volante direita: Ralf
O título e a camisa falaram mais alto. Ralf é importante no esquema de Tite, mas não é mais jogador - e nem foi - do que seus concorrentes. Arouca, em terceiro lugar, é compreensível visto que não jogou muitas partidas por conta da Libertadores com o Santos, mas não premiar o ano da afirmação de Rômulo do Vasco foi no mínimo discutível. Com atuações seguras e leais - sempre bom lembrar - o jovem volante chegou a ser convocado por Mano Menezes e o seu rendimento continuou.
Volante esquerda: Paulinho
A concorrência tinha talento, mas pecou em grandes atuações. Se destacar no Palmeiras 2011, não é mérito. Ainda mais somente em bolas paradas. Marcos Assunção mesmo com seus preciosos gols e sua função tática às vezes modificada - sendo mais armador do que volante - não demonstrou tanta eficiência como Paulinho. Renato não foi decisivo, foi um bom jogador, com certeza o mais lúcido no time desesperado e atordoado do Botafogo. Nada a reclamar da eleição.
Meia direita: Diego Souza
Posição mais inconstante. Lucas brilhou nas dez primeiras rodadas, Deco nas dez últimas - junto com Fred - e Diego Souza brilhou ao todo em mais ou menos dez. Acredito que o vencedor foi escolhido pela posição que seu clube terminou e pelos jogos que decidiu. Tratando-se de regularidade, empate técnico.
Meia esquerda: Ronaldinho Gaúcho
A maior injustiça da premiação. Sempre fui fã do dentuço, o que ele faz com a bola me impressiona. Foi incrível em uma sequência invicta do Flamengo. E só. No fim, o Cara do Flamengo era Thiago Neves. No clássico, onde se esperava a sua genialidade, se escondeu. Agora, o que falar de Montillo? Disposição e muita paciência pra jogar em uma equipe esfacelada como a do Cruzeiro 2011. Meio campo pobre, com três volantes - os de hoje não sabem sair para o jogo - e atacantes nulos. Matou um leão por jogo, mesmo passando por problemas pessoais. Além de craque, um exemplo de profissionalismo. Sofreu esse ano, assim como toda a torcida cruzeirense. Merecedor do prêmio pelo futebol e regularidade.
Atacante 1: Neymar
Os eleitos não tinham características semelhantes, foram encaixados na lista. E mesmo se tivessem, ele ganharia. O comentário é para a falta de critério: Osvaldo do Ceará e William do Corinthians mereciam a premiação para segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Atacante 2: Fred
Decisivo. Falta a continuidade, tão sonhada pelos tricolores. Borges teve regularidade, mas não o peso que Fred tem para a sua equipe. O atacante do Peixe é coadjuvante, Fred é o principal e ganhou nas atuações de gala e plasticidade dos seus gols. Loco Abreu marcou presença pela importância que tem dentro de sua equipe. Leandro Damião em seu lugar é disc
utível.
Técnico: Ricardo Gomes/Cristóvão Borges
Merecido por não deixar os jogadores relaxarem. Mantiveram a seriedade do trabalho. O emocional também contou.
Revelação: Wellington Nem
Mostrou bom futebol, se o Figueirense chegou tão perto da vaga inédita para a Libertadores, muito se deve ao jovem de 19 anos. O desafio para Wellington agora é vencer a desconfiança daqueles que acreditam que existem jogadores que só atuam em clubes médios e pequenos. O ano de 2012 pode ser o da afirmação da jóia com a camisa do Fluminense, de onde volta de empréstimo. A torcida o aguarda cheia de expectativa.
Espero que a competição continue a cada ano mais acirrada. Em 2012 teremos três clubes do Nordeste e vai ser bonito ver o povo da região lotando o estádio. Quanto aos jogadores, torço para que permaneçam e elevem um pouco mais o nível da maior paixão do brasileiro.
Goleiro: Jéfferson
Mesmo sendo botafoguense, não concordei. Sim, ele fez um bom campeonato, mas não foi exuberante. Os seus concorrentes também não se destacaram tanto, O goleiro alvinegro ganhou pelo que fez em algumas partidas. Fernando Prass foi mais regular. Marcelo Lomba do Bahia, foi o melhor, porém não foi indicado.
Lateral-direito: Fágner
Em boas mãos. Não pude acompanhar tantos jogos do Figueirense assim para ver o tão elogiado Bruno, mas os jogos em que vi do Vasco, Fágner era o desafogo do time cruz-maltino, fez um bela dupla com Éder Luís e até trio, com a entrada de Allan. Ainda não entendo a presença de Mariano nessa indicação.
Zagueiro direito: Dedé

Sem discussões! Para mim, o craque do Campeonato. Prêmio facilitado pela falta de concorrência à altura.
Zagueiro esquerdo: Réver
Se destacou na arrancada final do Atlético - que parou na penúltima rodada. Não é, nem de longe, aquele zagueiro que passou pelo Grêmio. Sobre os concorrentes: Émerson do Coritiba manteve uma regularidade não muito empolgante e Leandro Castán se destacou pelos poucos gols sofridos com a defesa corintiana.
Lateral esquerdo: Cortês
A mais difícil de todas. Foram uma meia-dúzia de grandes atuações e olhe lá. Parece que a amarelinha pesou e ele sentiu. Queda de rendimento e protesto de quem antes o idolatrava. Juninho talvez não tenha ganho por não ter o peso da camisa. O prêmio deveria ir para Florianópolis, até porque Kléber do Internacional faz tempo que não mostra o futebol que encantou a todos no Corinthians.
Volante direita: Ralf
O título e a camisa falaram mais alto. Ralf é importante no esquema de Tite, mas não é mais jogador - e nem foi - do que seus concorrentes. Arouca, em terceiro lugar, é compreensível visto que não jogou muitas partidas por conta da Libertadores com o Santos, mas não premiar o ano da afirmação de Rômulo do Vasco foi no mínimo discutível. Com atuações seguras e leais - sempre bom lembrar - o jovem volante chegou a ser convocado por Mano Menezes e o seu rendimento continuou.
Volante esquerda: Paulinho
A concorrência tinha talento, mas pecou em grandes atuações. Se destacar no Palmeiras 2011, não é mérito. Ainda mais somente em bolas paradas. Marcos Assunção mesmo com seus preciosos gols e sua função tática às vezes modificada - sendo mais armador do que volante - não demonstrou tanta eficiência como Paulinho. Renato não foi decisivo, foi um bom jogador, com certeza o mais lúcido no time desesperado e atordoado do Botafogo. Nada a reclamar da eleição.
Meia direita: Diego Souza
Posição mais inconstante. Lucas brilhou nas dez primeiras rodadas, Deco nas dez últimas - junto com Fred - e Diego Souza brilhou ao todo em mais ou menos dez. Acredito que o vencedor foi escolhido pela posição que seu clube terminou e pelos jogos que decidiu. Tratando-se de regularidade, empate técnico.
Meia esquerda: Ronaldinho GaúchoA maior injustiça da premiação. Sempre fui fã do dentuço, o que ele faz com a bola me impressiona. Foi incrível em uma sequência invicta do Flamengo. E só. No fim, o Cara do Flamengo era Thiago Neves. No clássico, onde se esperava a sua genialidade, se escondeu. Agora, o que falar de Montillo? Disposição e muita paciência pra jogar em uma equipe esfacelada como a do Cruzeiro 2011. Meio campo pobre, com três volantes - os de hoje não sabem sair para o jogo - e atacantes nulos. Matou um leão por jogo, mesmo passando por problemas pessoais. Além de craque, um exemplo de profissionalismo. Sofreu esse ano, assim como toda a torcida cruzeirense. Merecedor do prêmio pelo futebol e regularidade.
Atacante 1: Neymar
Os eleitos não tinham características semelhantes, foram encaixados na lista. E mesmo se tivessem, ele ganharia. O comentário é para a falta de critério: Osvaldo do Ceará e William do Corinthians mereciam a premiação para segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Atacante 2: Fred
Decisivo. Falta a continuidade, tão sonhada pelos tricolores. Borges teve regularidade, mas não o peso que Fred tem para a sua equipe. O atacante do Peixe é coadjuvante, Fred é o principal e ganhou nas atuações de gala e plasticidade dos seus gols. Loco Abreu marcou presença pela importância que tem dentro de sua equipe. Leandro Damião em seu lugar é disc
utível.Técnico: Ricardo Gomes/Cristóvão Borges
Merecido por não deixar os jogadores relaxarem. Mantiveram a seriedade do trabalho. O emocional também contou.
Revelação: Wellington Nem
Mostrou bom futebol, se o Figueirense chegou tão perto da vaga inédita para a Libertadores, muito se deve ao jovem de 19 anos. O desafio para Wellington agora é vencer a desconfiança daqueles que acreditam que existem jogadores que só atuam em clubes médios e pequenos. O ano de 2012 pode ser o da afirmação da jóia com a camisa do Fluminense, de onde volta de empréstimo. A torcida o aguarda cheia de expectativa.
Espero que a competição continue a cada ano mais acirrada. Em 2012 teremos três clubes do Nordeste e vai ser bonito ver o povo da região lotando o estádio. Quanto aos jogadores, torço para que permaneçam e elevem um pouco mais o nível da maior paixão do brasileiro.
