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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Bem dosado


   Essa é uma grande banda atual. Quem conhece, já ouviu falar, mas nunca parou para ouvir, deve começar. Para quem gosta de um rock bem enérgico e ao mesmo tempo um som mais experimental, os Arctic Monkeys são a pedida perfeita. É bem dosado. Dos quatro álbuns lançados até hoje, você consegue ir da vontade de pular incessantemente em um show deles, até querer um momento mais reflexivo e “degustador” em conforto caseiro.                                                         Podem não ser os melhores instrumentistas, mas arranjam com total excelência. Fazem o que a música pede. O riff certo de guitarra no momento certo. Um solo nem sempre tão virtuoso, mas que se encaixa perfeitamente à música. Um riff criativo de baixo que passa a ser notado durante toda a música, segurando muito bem. Uma bateria violentamente enérgica sempre com grande utilização do chimbau. O vocal nervoso e potente em um grande refrão ou passagem.


   Ao vivo fazem a diferença. A energia é claramente visível. Se perceberem, as melhores e maiores bandas são sempre assim, executam um desempenho ao vivo melhor que gravado. Graças em parte ao grande frontman Alex Turner. O cara realmente faz a diferença. Escreve com grande aptidão a ironias e opiniões próprias sobre o que vê no cotidiano inglês e americano. Alex utiliza-se de metáforas sempre bem elaboradas e um pouco nonsense. Mas afinal, sempre tem um sentido, pelo menos para quem escreve.

   

   Quando o assunto é relacionamento, quase sempre escreve em terceira pessoa sobre “um cara” que perdeu a garota por diversos motivos e por não ter feito o que deveria. É quase sempre um desabafo, um questionamento ou uma difamação sobre alguém que ele parece estar diretamente falando. Diversidade de sonoridade mais uma grande performance ao vivo, um grande frontman e letras bem elaboradas só poderiam resultar em uma coisa: uma grande banda de rock ‘n’ roll.


   Para realmente facilitar a vida de vocês poucos que leem isso e nunca tiveram a coragem de baixar seus álbuns e ouvirem seus sons, deixo aqui, já "mastigado", o link para os quatro álbuns deles. Segue abaixo do vídeo. Desse jeito é fácil demais, meu amigo.

                  "That's all Folks!" ou em bom português: "Por hoje é só, pessoal!"


                                                                                 http://www.4shared.com/file/rbfn5aJm/Favourite_Worst_Nightmare__200.html


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Setlist Agonizante 6

     Composição de Chico Buarque do álbum de trilhas sonoras Quando o Carnaval Chegar, de 1972. Narra a trajetória de um ambulante que vive pela estrada sobrevivendo da arte, da música e do circo. Essa versão em especial me agrada muito por contar com a presença de uma das melhores cantoras da MPB atual, Roberta Sá. O vídeo foi retirado de seu DVD "Pra Se Ter Alegria". Sua voz faz dispensar todos os outros instrumentos que acompanham a versão original. Apenas com um violão e duas vozes, a versão atinge um alto nível de bom gosto e boa sonoridade.


     Música do super álbum Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, de 2006. A grande energia é o que faz a música. Energia que acontece devido à sensacional melodia rápida sem intervalos cantada por Alex Turner acompanhada da simples e grande linha de baixo. Os backing vocals na segunda etapa, os riffs de Jamie Cook acompanhando a voz, riffs do refrão e a pegada final são apenas complementos que fazem dessa música, uma das melhores dos Arctic Monkeys.


     Belíssima composição de Gilberto Gil para sua ex-mulher Sandra Gadelha. Drão é o apelido de Sandra dado por Maria Bethânia. A letra consiste de uma fina poesia sobre a separação dos dois, tendo como base o amor e o desamor. Na versão do Acústico MTV Gilberto Gil, a flauta que acompanha o riff de violão complementa ainda mais a canção. Destaque para as passagens: "O amor da gente é como um grão, uma semente de ilusão, tem que morrer pra germinar" e "Quem poderá fazer aquele amor morrer? Se o amor é como um grão. Morre, nasce trigo. Vive, morre pão." Há também uma versão com acompanhamento de acordeom ao fundo que vale a pena conferir: http://www.youtube.com/watch?v=vQGw97w54Do&feature=player_embedded


     Rock dos bons. O The Police é conhecido por suas pegadas mais jamaicanas com presença de dubs e contratempos. Mas como bons ingleses que são, nunca deixaram o rock de lado. Essa música expressa muito bem isso. Tem até uma pegada um pouco punk, por ser guitarra, bateria e bateria fazendo o "feijão com arroz". E como em From the Ritz to the Rubble dos Arctic Monkeys, um fator que sempre pode melhorar a música, é a energia. E energia essa música tem de sobra. A bateria de Stewart Copeland nessa música é fundamental para tal fator.