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(Foto: uk.eurosport.yahoo.com.com) |
A noite desta sexta-feira (09) foi de basquete na NBA. E nela, foi impossível não lembrar do futebolista Ronaldo de Assis Moreira.
Acontece que jogaram, em San Antonio, Spurs e Los Angeles Cllipers. Acontece que Emanuel Ginóbli foi um espetáculo à parte. Não que o time da casa tenha vencido, não que o argentino tenha sido o cestinha da partida. Não. Manu Ginóbli foi um exemplo.
Para quem não acompanha basquete ou não conhece a sumidade que é o argentino, Emanuel Ginóbli é daquelas obras primas pelas quais agradecemos ao divino por podermos ver atuando. Já veterano, perdeu há algumas temporadas o posto de titular. Porém, aos 34 anos, continua capaz de, como diríamos no futebol, entrar no meio da partida e arrumar o time.
Esta noite, como de costume, foram lançamentos, digo, passes cirúrgicos, orientação ao mais novos depois de cada chuá, e o mais importante: disposição por cada bola, uma luta contra o cansado tipo físico esguio (mesmo com quase dois metros de altura). Quem gosta ao menos de assistir a bola laranja rolando sabe o quanto um tapinha que atrase a jogada do time adversário é importante no placar final. Como se fosse surpresa, o craque anotou 22 pontos. Nas estatísticas, quatro acertos em cinco tentativas em bolas de três.
Ah, Ronaldinho! Quem nos dera se você se inspirasse no perfil do argentino. Parece que se esquece que para praticar qualquer esporte em nível profissional é preciso ser atleta, querer ser atleta. Sem vontade, não é possível nem sobreviver com lempejos geniais - como fizeram muitos - neste mundo. Para ser atleta é preciso treinar, querer treinar. Não é preciso ser uma máquina que está sempre no auge, mas o gaúcho se entrega quando cai bruscamente de rendimento depois de toda a glória no Barcelona e não mais se firma.
Já derrubou um treinador no Flamengo. Mesmo com as vaias, deve ficar na Gávea até o final deste ano ou a metade da próxima temporada. Mas seus 31 anos pesam mais que os 37 de muitos. O próximo passo é o mundo árabe. Já pensou, morar em Dubai? Vários brasileiros por perto... Ou Nova York! Um sonho... Henry e Beckham por perto, as farras seriam das boas...
Pois é, Ronaldinho. Você decepciona seus fãs ao se acomodar consigo mesmo. Decida se quer continuar sua carreira ou se as festas de sempre em Barcelona, em Milão ou Paris é que vão continuar te consumindo dentro de campo.
Divirta-se, enquanto não tem seus companheiros contra você. Porém, se não sabes, grande, para jogar esportes coletivos é preciso contribuir.
Inspire-se em Ginóbli, Ronaldinho. Ou decida sua vida. Por nós, seja mais irmão.
Acho bastante pertinente a comparação. E acho que, a exemplo do que já fizeram muitos jogadores, a vida fora dos campos não nos diz respeito. Existe um limite, é claro, mas a mídia expõe o jogador como se ele não pudesse ser gente. Isso pode enlouquecer uma pessoa e acabar precocemente com a carreira de um atleta - futebolistas no caso do Brasil -, como já vimos tantas vezes acontecer.
ResponderExcluirNão creio que o problema do Ronaldinho seja o excesso de balada, e sim a falta de tesão e, mais que isso, a falta de comando. O Gaúcho, mesmo no seu auge, nunca foi um líder. Seu talento absurdo dava conta do recado, mas agora que a idade começa a pesar, a falta de ritmo começa a pesar, falta atitude. Se ele tivesse vontade, quisesse se comprometer, se entregasse, ele seria tão importante quanto o Juninho é pro Vasco, por exemplo. Mas o gaúcho já deixou de ser atleta há muito tempo...
Abs,
Beto Passeri
Exato, Beto. Como eu disse, "é preciso querer ser atleta". A vida pessoal dele só interessa ao mundo esportivo quando interfere no seu rendimento, penso. Veja o Diguinho, do Flu. Nunca negou que é baladeiro e é titular. Exemplo raso, sei. Mas pensemos que depois de ir pro pagode Ronaldinho sempre aparece na manhã seguinte de migué no treino...
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