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sábado, 12 de fevereiro de 2011

O corredor polonês

O piloto polonês Robert Kubica, de 27 anos, sofreu recentemente um grave acidente que deve fazê-lo perder grande parte da temporada 2011 de Fórmula-1.

Uma infelicidade humana, mas uma especial perda para a principal categoria do automobilismo, que não terá esse ano um de seus mais competentes pilotos, numa época de corridas monótonas.

Kubica estreou em 2006, no Grande Prêmio da Hungria, após a lesão de Jacques Villlenueve. O então piloto de testes da BMW Sauber aproveitou a oportunidade da melhor maneira possível, obtendo a 9ª colocação no treino classificatório, a frente do experiente e já titular Nick Heidfeld. Ao terminar a corrida em 7º, um excelente desempenho mesmo com a posterior desclassificação, não houve dúvidas quanto a sua efetivação quando Villenueve decidiu afastar-se da equipe.

Desde então, o mundo do automobilismo conheceu a Polônia, pois ele é o primeiro piloto da categoria oriundo da terra de João Paulo II, e um estilo de pilotagem de muita agressividade e segurança, num esporte em que é muito difícil aliar as duas características. Barrichello e Trulli, são exemplos de segurança, regularidade, enquanto, por exemplo, Hamilton e Alonso são por vezes perigosamente ousados.

A temporada 2006 foi boa para um estreante, com 6 pontos e um pódio. Kubica estava consolidado na equipe. Em 2007, um impressionante acidente no Grande Prêmio do Canadá(em que fora salvo pela famosa célula de segurança) o tiraria de algumas corridas da temporada, mas não o impediria de marcar 39 pontos e obter a 8ª posição por uma crescente BMW Sauber. 2008 foi a melhor temporada do polonês até hoje, com  suas primeiras(e únicas) poles e vitórias e espetaculares 75 pontos, que resultaram no 4º lugar no campeonato. Porém, sua equipe não cresceria como imaginado, pelo contrário. Apesar do conhecido talento de Kubica, com um carro abaixo do da temporada anterior, conseguiu apenas um 14º lugar em 2009, melhor apenas que sua temporada de estreia. Tal fracasso seria um dos fatores que o levaria a trocar a BMW Sauber pela Renault.

Já em vigor o novo sistema de pontuação e Robert Kubica obteve 136 pontos, a 8ª posição no campeonato, 3 pódios e a sua primeira melhor volta da corrida da carreira. Este seria seu grande destaque em termos estatísticos da temporada 2010.

Kubica é dotado de um talento incrível, e por isso é apontado como um futuro campeão. Talvez pela idade e pelo equilíbrio da era posterior a hegemonia de Michael Schumacher, não consiga ser um recorditas de títulos, mas todo veem em Kubica alguém que será um constante vitorioso em uma questão de tempo. E de equipe também. Kubica tem inteligência suficiente para não trocar seis por meia dúzia. Com seu talento, não trocaria sua atual Renault por outra equipe do segundo escalão. Esperará uma oportunidade como primeiro piloto numa grande equipe. Parece muito, mas não valeria a pena ser um ótimo segundo piloto sem perspectivas, como Felipe Massa, da Ferrari, por exemplo. Kubica é mais talentoso que Felipe e Marc Webber, australiano da Red Bull, também grande equipe nos dias atuais, mas Kubica merece mais que constrangimentos de segundo piloto.

Torcemos para a recuperação mais rápida possível deste ser humano. Torcemos para a volta mais breve desse grande piloto às pistas do mundo. Boa sorte a F-1, sem um de seus melhores artistas, e quando voltar, que volte bem, e com um macacão que mereça seu talento.